História Verso
História do Brasil · Antes de 1500

Os povos originários antes de 1500

Não se sabe se eram dois milhões ou mais. Quase tudo o que se registrou sobre eles foi escrito por cronistas, viajantes e padres do lado da conquista — e a simpatia de cada relato varia conforme o povo tenha resistido ou cedido.

antes de 150012 min de leitura5 fontes
Aldeia tupinambá segundo Hans Staden · Hans Staden (c. 1525 – c. 1576) · 1552
Aldeia tupinambá segundo Hans Staden, que viveu nove meses como prisioneiro entre eles. Mesmo o relato de testemunha ocular chega até nós gravado por terceiros, na Alemanha, para leitores que queriam ler sobre canibais.
Aldeia tupinambá segundo Hans Staden · 1552 · Wikimedia Commons · Public domain
Pergunta orientadora

Quase tudo o que se escreveu sobre os povos que viviam aqui antes de 1500 saiu da pena de quem veio conquistá-los. Dá para conhecer um povo pelos olhos de quem o destruiu?

Dá — desde que se leia sabendo disso. Este artigo começa pelo problema da fonte porque, neste assunto, o problema da fonte é o assunto. Fausto abre a discussão exatamente por aí, e a advertência dele vale para cada afirmação que virá depois.

Quem escreveu o que sabemos

Analisar a sociedade e os costumes desses povos é difícil por dois motivos que se somam. O primeiro é a distância cultural: trata-se de gente cujo modo de vida era muito diferente do de quem escreveu — e do nosso. O segundo é o preconceito, que existiu e ainda existe, e que atravessa os relatos deixados por cronistas, viajantes e padres, os jesuítas em primeiro lugar.1

O padrão que Fausto identifica nesses textos é o mais revelador do conjunto. Neles, os indígenas aparecem divididos entre os de qualidades boas e os de qualidades ruins — e o critério não é etnográfico. A avaliação acompanha o grau de resistência que cada povo opôs aos portugueses. Quem cedia era descrito com simpatia; quem lutava, não.1

O ritual antropofágico gravado por Theodor de Bry · Theodor de Bry · 1631
Cena de ritual antropofágico gravada por Theodor de Bry, que jamais atravessou o Atlântico: gravou em Frankfurt, a partir de relatos alheios. Foi por imagens assim que a Europa formou sua ideia do indígena brasileiro.
O ritual antropofágico gravado por Theodor de Bry · 1631 · Wikimedia Commons · Public domain

O caso dos aimorés demonstra o mecanismo inteiro. Eles se destacaram pela eficiência militar e pela rebeldia — e foram, por isso, retratados sempre de forma desfavorável. Segundo os mesmos relatos, os indígenas em geral moravam em casas, mas os aimorés viviam como animais na mata; os tupinambás comiam os inimigos por vingança, os aimorés porque apreciavam carne humana. A distinção não descreve povos: descreve quem incomodava mais.1

E a descrição teve consequência jurídica. Quando a Coroa publicou, em 1570, sua primeira lei proibindo a escravização dos indígenas, apenas os aimorés foram nominalmente excluídos da proteção. O adjetivo do cronista virou exceção na lei.1

Os nomes vieram de fora
A divisão dos povos em grandes blocos que se estuda hoje vem de estudos recentes de antropólogos, apoiados em afinidades de cultura e de língua. Já os portugueses batizaram de forma impressionista dezenas de “nações” — carijós, tupiniquins, tamoios. São rótulos aplicados de fora, no calor do contato, e não autodenominações organizadas.

Nem quantos eram, sabemos

Há ainda uma terceira lacuna, e essa não nasce de incompreensão nem de preconceito: nasce da dificuldade de obter o dado. Ninguém sabe quantas pessoas viviam, na chegada dos portugueses, no território correspondente ao Brasil e ao Paraguai de hoje.1

A margem entre os cálculos disponíveis é enorme, e o modo mais claro de perceber isso é comparar recortes desiguais: há estimativa de 2 milhões para o território inteiro e há estimativa de cerca de 5 milhões só para a Amazônia brasileira. Não são números que se somem nem que se comparem diretamente — e é justamente por isso que servem de aviso.1

LembreQuantos indígenas havia no Brasil em 1500?

A resposta honesta é não se sabe. As estimativas vão de 2 milhões para todo o território a cerca de 5 milhões apenas para a Amazônia. Qualquer número exato apresentado como certo, nesse assunto, é sinal de fonte fraca.

Questão 01múltipla escolha · sem placar
Fausto adverte que os relatos de cronistas, viajantes e padres sobre os povos indígenas devem ser lidos criticamente. O exemplo que ele usa para demonstrar o viés dessas fontes é:
  1. Incorreta. A incerteza demográfica existe, mas Fausto a atribui à dificuldade de obter o dado — e diz expressamente que ela não decorre de incompreensão nem de preconceito.

  2. Incorreta. A agricultura indígena foi registrada, e a técnica de derrubada e queimada chegou a ser adotada pelos próprios colonizadores.

  3. Incorreta. Fausto trata a guerra e o ritual antropofágico como elementos integrantes da sociedade tupi. O viés dos relatos não está em inventar a prática, e sim em como cada povo é julgado por ela.

  4. Incorreta. É o inverso do que as fontes indicam. Fausto insiste que não existia uma nação indígena, e sim grupos dispersos e frequentemente em conflito.

  5. Correta. É o exemplo exato. Nos relatos, os indígenas viviam em casas mas os aimorés viviam como animais; os tupinambás comiam por vingança e os aimorés por gosto. A avaliação moral acompanha o grau de resistência.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Como se vivia

A base material da vida tupi combinava quatro atividades: caça, pesca, coleta de frutas e agricultura. Para abrir roça, derrubavam árvores e punham fogo — uma técnica que os colonizadores viriam a adotar, e não a substituir.1

No que plantavam há um item que mudaria a história da colônia. Havia feijão, milho e abóbora, mas o cultivo principal era a mandioca — e a farinha feita dela virou alimento básico do Brasil colonial. A colônia comeu, por séculos, o que a roça indígena produzia.1

Essa produção era de subsistência, voltada ao consumo próprio. Cada aldeia produzia o que precisava, e a troca de alimentos entre aldeias era pequena. Quando a área dava sinal de esgotamento, o grupo se mudava, temporária ou definitivamente.1

Pajés com o manto tupinambá em ritual · Theodor de Bry · 2022-08-18
Pajés com o manto de penas em ritual, na gravura de De Bry. O manto era peça religiosa, não enfeite — e a imagem é representação europeia de um objeto que os europeus não compreendiam.
Pajés com o manto tupinambá em ritual · 2022 · Wikimedia Commons · CC0

Havia, porém, circulação entre aldeias — só que de outro tipo. O que se trocava eram mulheres e bens de prestígio, como penas de tucano e as pedras usadas para fazer botoque. Desses contatos nasciam alianças, e das alianças, blocos de aldeias posicionados uns contra os outros.1

É nesse ponto que a guerra entra — e ela não era acidente, era parte da estrutura. Guerrear e capturar inimigos, mortos em ritual antropofágico, integrava a sociedade tupi. Como essas atividades cabiam aos homens, delas dependiam duas coisas: a obtenção de prestígio e a renovação das mulheres do grupo.1

A saudação lacrimosa, na edição de 1580 de Léry · Jean de Léry · 1580
A “saudação lacrimosa” na edição de 1580 do livro de Léry. Chorar ao receber visita era protocolo de hospitalidade — lembrete de que o que parecia bizarro ao europeu costumava ser regra social bem definida.
A saudação lacrimosa, na edição de 1580 de Léry · 1580 · Wikimedia Commons · Public domain

O indígena ecologista não existiu

Aqui Fausto derruba um lugar-comum que a escola às vezes reforça com boa intenção. Seria engano supor que esses grupos agissem movidos por uma preocupação intuitiva em preservar o equilíbrio ecológico das áreas que ocupavam. A prova está no próprio comportamento descrito acima: diante da exaustão relativa dos alimentos, a solução adotada era mudar de lugar, não conservar o lugar.1

E o contrapeso vem na mesma página, porque a correção não autoriza o exagero oposto. Pelo alcance limitado daquelas atividades e pela tecnologia simples de que dispunham, esses povos estavam muito longe de causar estragos comparáveis aos de hoje — a contaminação de rios por mercúrio e a derrubada de floresta com motosserra são obra de outra gente, em outra escala.1

Questão 02múltipla escolha · sem placar
Sobre a organização social e econômica dos grupos tupis antes da chegada dos portugueses, é correto afirmar que:
  1. Incorreta. A economia era de subsistência, voltada ao consumo próprio, e a troca de alimentos entre aldeias era pequena. O que circulava eram mulheres e bens de prestígio.

  2. Incorreta. Quando havia relativa exaustão dos alimentos, o grupo migrava temporária ou definitivamente. A permanência em área fixa não é o padrão descrito.

  3. Incorreta. Praticavam agricultura, sim, e cultivavam feijão, milho, abóbora e principalmente mandioca — cuja farinha se tornaria alimento básico da colônia.

  4. Correta. É a descrição correta. A guerra não era anomalia nem simples conflito por recursos: era elemento estruturante, com função social definida.

  5. Incorreta. Fausto adverte expressamente contra essa leitura. Abriam roça por derrubada e queimada, e diante do esgotamento migravam — o que não os impede de terem tido impacto incomparavelmente menor que o atual.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Não havia uma nação — e isso decidiu tudo

Chegamos ao fato político que explica o século seguinte. Não existia uma nação indígena. Existiam grupos dispersos e frequentemente em conflito entre si. Foi essa fragmentação que permitiu aos portugueses encontrar aliados entre os próprios indígenas para combater os que resistiam.1

Fausto oferece um exemplo que inverte a expectativa de quem imagina o europeu sempre no comando: nos seus primeiros anos, a vila de São Paulo de Piratininga teria muito provavelmente sido tomada pelos tamoios se não contasse com o apoio dos tupis locais. A permanência portuguesa no planalto dependeu de uma aliança indígena.1

Nada disso, adverte ele, significa que houve passividade. A resistência foi forte, e foi mais forte ainda quando o que estava em jogo era a escravização. Ela se deu por guerra, por fuga e pela recusa ao trabalho compulsório — e os indígenas tinham, comparados aos africanos escravizados, uma vantagem decisiva para resistir: estavam em casa, enquanto os africanos eram implantados à força num território desconhecido.1

Frontispício da Histoire d'un voyage, de Jean de Léry, 1578 · Jean de Léry · 1578
Frontispício da primeira edição da Histoire d’un voyage, de Jean de Léry, 1578. Léry conviveu com os tupinambás na Guanabara — mas escrevia como calvinista francês em polêmica com católicos, não como observador neutro.
Frontispício da Histoire d'un voyage, de Jean de Léry, 1578 · 1578 · Wikimedia Commons · Public domain

1500, do outro lado

Do ponto de vista de quem já estava aqui, a palavra que Fausto emprega para 1500 é catástrofe.1

O primeiro efeito, porém, não foi de horror, e sim de enquadramento religioso. Chegados de muito longe, em embarcações imensas, os portugueses — e sobretudo os padres — foram associados, na imaginação tupi, aos grandes xamãs, os pajés que percorriam as aldeias curando, profetizando e anunciando uma terra de fartura. Os brancos passaram a ser, ao mesmo tempo, respeitados, temidos e odiados, como gente dotada de poder especial.1

O que veio depois foi mensurável. Vieram doenças contra as quais não havia defesa biológica — sarampo, varíola, gripe — e duas ondas epidêmicas entre 1562 e 1563 mataram mais de 60 mil pessoas, ao que se estima, sem contar as vítimas do sertão. Vieram a violência cultural e o aldeamento. E veio, do contato, uma população mestiça, cuja presença Fausto descreve como silenciosa na formação da sociedade brasileira — silenciosa porque está em toda parte e quase nunca é nomeada.1

Pontos sensíveis deste artigo
  • A fonte é parte interessada — cronistas, viajantes e padres escreveram do lado da conquista, e nos relatos a qualidade moral atribuída a cada povo acompanha o grau de resistência que ele opôs. O caso dos aimorés é a demonstração, e a lei de 1570 os excluiu nominalmente da proteção.
  • Número que não existe — não se sabe quantos eram. As estimativas vão de 2 milhões para todo o território de Brasil e Paraguai a cerca de 5 milhões só para a Amazônia brasileira — recortes diferentes, o que amplia a divergência.
  • O mito do ecologista intuitivo — Fausto nega explicitamente que houvesse preocupação deliberada com equilíbrio ecológico: diante da exaustão de alimentos, migrava-se. Ao mesmo tempo, o impacto era incomparavelmente menor que o das atividades atuais — as duas coisas ao mesmo tempo.
  • Não havia “os índios” no singular — eram grupos dispersos e muitas vezes em conflito, sem unidade política. Foi isso que permitiu ao português achar aliados indígenas — e São Paulo de Piratininga sobreviveu aos tamoios graças ao apoio dos tupis locais.
  • Aliança não é ausência de resistência — a existência de aliados indígenas não anula a resistência, que foi forte sobretudo contra a escravização, por guerra, fuga e recusa ao trabalho compulsório.
  • Rótulos aplicados de fora — carijós, tupiniquins e tamoios são nomes que os portugueses atribuíram de forma impressionista. A classificação em grandes blocos por afinidade cultural e linguística é obra recente de antropólogos, não autodenominação da época.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

A linha do tempo das fontes, não dos povos

1500Carta de Caminha:o primeiroregistro1557Staden publicaseu cativeiro1562–1563Epidemias matammais de 60 mil1570Lei poupaindígenas, menosos aimorés1578Léry publica suaHistoire1592De Bry grava semnunca ter vindoEsta linha não é dos povos originários: é dos documentos sobre eles. Todos posteriores a 1500, e todos escritos por europeus.
Repare no que esta linha denuncia: não há um único marco anterior a 1500. Tudo o que se registrou por escrito sobre esses povos é posterior à chegada de quem veio conquistá-los.

Duas estimativas que nem se comparam

Todo o território2 milhõesSó a Amazônia≈ 5 milhõesestimativas de população indígena — note que os recortes NÃO são equivalentes
As barras têm recortes territoriais diferentes de propósito: uma cobre todo o território, a outra só a Amazônia. É assim que se enxerga o tamanho real da incerteza.

Por que a conquista avançou, e o que resultou

POR QUE A CONQUISTA AVANÇOUO QUE RESULTOUNão havia uma naçãogrupos dispersos emuitas vezes em conflitoRivalidades aproveitadaso europeu acha aliadocontra quem resisteSem defesa biológicasarampo, varíola e gripechegam junto com as nausA chegada de 1500catástrofe, na palavraque Fausto empregaMortandadeduas ondas em 1562–1563matam mais de 60 milResistência realguerra, fuga e recusaao trabalho compulsórioViolência culturalaldeamento, catequese eperda de língua e ritualPopulação mestiçapresença silenciosa nasociedade brasileira de hoje
A primeira caixa da esquerda é a chave política do assunto. Sem entender a ausência de unidade, não se entende como alguns milhares de europeus se impuseram a milhões de pessoas.

Ler o relato e ler quem escreveu o relato

O que o relato afirmaEm geral os indígenas viviam em casasMas os aimorés viviam como animaisTupinambás comiam inimigos por vingançaAimorés comiam por gostar de carne humanaAimorés descritos sempre de forma negativaLinguagem de observação neutraO que isso revela do autorAimorés se destacaram militarmenteE pela rebeldia contra os portuguesesA simpatia acompanha a submissãoQuem resiste vira bestializado no textoLei de 1570 exclui só os aimorésA descrição é peça de guerra
Este é o exercício central do assunto. A coluna da esquerda é o que o documento afirma; a da direita, o que ele entrega sem querer sobre seu próprio autor.

Mapa mental do assunto

Povos origináriosantes de 1500Como se sustentavamCaça, pesca, coleta e roçaDerrubada e queimadaMandioca, milho, feijão, abóboraComo se organizavamEconomia de subsistênciaTroca de mulheres e bens de luxoGuerra dá prestígio ao homemO que não se sabeQuantos eram: 2 a 5 milhõesFontes escritas por europeusNomes de “nações” dados de foraDois mitos a evitarNão eram ecologistas intuitivosNão formavam uma nação únicaE resistiram de fato à escravização
O ramo destacado reúne os dois mitos de sinais opostos que rondam o tema — o do selvagem e o do ecologista — e a correção que Fausto faz aos dois.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Natureza das fontesrelatos de cronistas, viajantes e padres — sobretudo jesuítas —, todos posteriores a 1500
Viés dessas fontesa qualidade atribuída a cada povo acompanha o grau de resistência que ele opôs aos portugueses
Caso exemplaros aimorés: militarmente eficientes, rebeldes e retratados de forma sempre desfavorável
Lei de 1570primeira proibição de escravizar indígenas — e os aimorés são a única exclusão nominal
Origem dos nomes de “nações”atribuídos de forma impressionista pelos portugueses: carijós, tupiniquins, tamoios
Origem da classificação atualestudos recentes de antropólogos, por afinidade cultural e linguística
População em 1500não se sabe: de 2 milhões em todo o território a cerca de 5 milhões só na Amazônia
Base de subsistênciacaça, pesca, coleta de frutas e agricultura
Técnica de roçaderrubada e queimada — depois adotada pelos colonizadores
Cultivosfeijão, milho, abóbora e principalmente mandioca
Herança alimentara farinha de mandioca tornou-se alimento básico do Brasil colonial
Tipo de economiasubsistência, para consumo próprio; pouca troca de alimentos entre aldeias
O que circulava entre aldeiasmulheres e bens de prestígio, como penas de tucano e pedras de botoque
Papel da guerraelemento integrante da sociedade tupi; atividade masculina que dava prestígio e renovava as mulheres do grupo
Mito a evitaro da preocupação ecológica intuitiva — diante da exaustão de alimentos, migrava-se
Contrapeso ao mitoo impacto era incomparavelmente menor que o das atividades atuais
Fato político decisivonão havia nação indígena, e sim grupos dispersos e em conflito — daí os aliados indígenas dos portugueses
Vantagem para resistirestavam em casa, ao contrário dos africanos escravizados, implantados à força em território desconhecido
Epidemias de 1562–1563mais de 60 mil mortos, sem contar o sertão; sarampo, varíola e gripe
Cada linha responde a uma pergunta que a questão costuma fazer sobre os povos originários e sobre o problema de conhecê-los.

Fontes

  1. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp. Fonte principal deste artigo.
  2. STADEN, Hans. Duas Viagens ao Brasil. Publicado originalmente em Marburgo, 1557. Fonte primária, escrita por ex-cativo dos tupinambás.
  3. LÉRY, Jean de. Histoire d’un Voyage Fait en la Terre du Brésil. 1.ª edição, 1578. Fonte primária.
  4. CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
  5. MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.