História Verso
História do Brasil · Brasil Colonial

Bandeirantes e o Centro-Sul

A bandeira que arrasou o Guaíra em 1629 levava 69 brancos e quase três mil indígenas e mamelucos. Trezentos anos depois, São Paulo ergueu monumentos ao bandeirante branco de botas — e a estátua está errada dos pés à origem.

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A epopeia dos bandeirantes · Benedito Calixto · 11 June 2018, 15:03:06
“A epopeia dos bandeirantes”, de Benedito Calixto. A tela é do início do século 20 e trata o século 17 como gesta heroica — é documento do nacionalismo paulista que a encomendou, não do sertão que ela retrata.
A epopeia dos bandeirantes · 2018 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
Pergunta orientadora

Se a bandeira que atacou o Guaíra em 1629 tinha 69 brancos e quase três mil indígenas e mamelucos, por que os monumentos de São Paulo mostram um homem branco de botas?

Porque a estátua não foi feita no século 17. Ela foi feita entre 1920 e 1950, por gente com um projeto — e esse projeto precisava de um herói branco. Este artigo trata das duas coisas: o que as bandeiras eram, e como elas viraram outra coisa.

Quem realmente ia no sertão

Para Fausto, nada assinalou tanto a presença paulista no século 17 colonial quanto as bandeiras. Eram expedições que entravam pelo sertão atrás de dois objetivos — indígenas para escravizar e metais preciosos — e que ficavam fora meses, às vezes anos. Algumas reuniam milhares de pessoas.1

A composição dessas milhares de pessoas é o dado que desmonta o cartão-postal. Mamelucos e indígenas sempre foram mais numerosos que os brancos, e o exemplo que Fausto apresenta é preciso: a bandeira de Manuel Preto e Raposo Tavares que atacou o Guaíra em 1629 tinha 69 brancos, 900 mamelucos e 2 mil indígenas.1

Domingos Jorge Velho e seu lugar-tenente · Benedito Calixto · 1903
Domingos Jorge Velho com seu lugar-tenente, na tela que Benedito Calixto pintou em 1903 — dois séculos depois do retratado. É este quadro imaginado que virou o rosto do bandeirante nos livros escolares.
Domingos Jorge Velho e seu lugar-tenente · 1903 · Wikimedia Commons · Public domain

Fica a pergunta incômoda: por que indígenas já cativos marchavam junto sem grande resistência? Fausto oferece uma explicação que vem da própria organização das sociedades indígenas. Nelas, a guerra era ocupação de homem — ao contrário da agricultura. Participar de uma expedição de guerra não representava, para eles, uma inversão de papéis: era o papel.1

De onde saíam esses homens

São Paulo nasceu no planalto e por causa dos indígenas. Padres e colonizadores subiram a Serra do Mar por trilhas indígenas até alcançar o Planalto de Piratininga, a oitocentos metros de altitude. Ali, em 1554, Nóbrega e Anchieta fundaram a povoação, que virou vila em 1561 e recebeu o colégio dos jesuítas.1

A barreira da serra decidiu o resto. Separados do litoral, missionários e moradores foram se voltando cada vez mais para o interior, aproveitando a rede de rios formada pelo Tietê, pelo Paranaíba e outros. O sertão não era destino excepcional: era a direção natural de quem estava de costas para o mar.1

Fausto aproxima essa São Paulo primitiva da periferia do Norte do Brasil, e a lista de semelhanças explica muita coisa: agricultura de exportação fraca, presença indígena grande, disputa entre colonos e missionários pelo controle dessa população, pouca moeda circulando e troca no lugar do dinheiro em boa parte dos negócios.1

Desse caldo saiu uma população específica. Com pouquíssimas mulheres brancas na região, o cruzamento foi extenso e deu origem ao mameluco, filho de branco com indígena. E a língua da terra não era a de Lisboa: o tupi predominou em São Paulo até o século 18. Os portugueses daqui incorporaram hábitos e técnicas indígenas em vez de substituí-los.1

LembreQual língua predominava em São Paulo no século 17?

O tupi — e ele seguiu dominante até o século 18. A vila que produziu os bandeirantes falava, no dia a dia, a língua dos povos que suas expedições iam capturar.

Questão 01múltipla escolha · sem placar
Sobre a composição das bandeiras paulistas do século 17, é correto afirmar que:
  1. Incorreta. O contingente branco era minoritário. No exemplo do Guaíra, em 1629, havia 69 brancos para quase três mil indígenas e mamelucos.

  2. Incorreta. Indígenas já cativos integravam as expedições. Fausto explica que a guerra era, nas sociedades indígenas, atividade própria do homem — ao contrário da agricultura.

  3. Correta. É o dado central do assunto: 69 brancos, 900 mamelucos e 2 mil indígenas naquela expedição, comandada por Manuel Preto e Raposo Tavares.

  4. Incorreta. A entrada do africano na região paulista foi tardia, e não é dela que saíam os integrantes das bandeiras.

  5. Incorreta. Houve bandeiras com incentivo direto da administração portuguesa e outras sem ele. Dizer que a Coroa comandava todas inverte a relação, que era variável.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Onde as bandeiras batiam

As rotas apontaram para Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e, sobretudo, para as regiões em que os espanhóis haviam reunido guaranis em aldeamentos. O alvo mais visado foi o Guaíra, situado na área dos rios Paranapanema e Iguaçu, onde os paulistas voltaram repetidas vezes em campanhas de saque, destruição e apresamento.1

Repare no detalhe: as missões eram alvo preferencial justamente porque já haviam concentrado populações antes dispersas. O trabalho de reunião feito pelos padres espanhóis facilitou a captura pelos caçadores portugueses.

Raposo Tavares em escultura · Luigi Brizzolara · 2018-05-12 16:02:06
Raposo Tavares em escultura de Luigi Brizzolara. Como toda peça do gênero, é reconstituição posterior: não existe retrato feito do natural dos chefes de bandeira.
Raposo Tavares em escultura · 2018 · Wikimedia Commons · Public domain

O bandeirante a serviço da Coroa

Um dos pilares do mito é a suposta autonomia paulista diante de Portugal. Fausto a relativiza sem inverter para o extremo oposto: os interesses da Coroa e o bandeirismo não estavam inteiramente divorciados. Algumas bandeiras tiveram incentivo direto da administração portuguesa; outras, não. Mas, de forma geral, buscar metal precioso, apresar indígenas em certos períodos e empurrar as fronteiras combinavam com o que a Metrópole queria.1

A prova mais dura vem do uso militar. Os paulistas foram empregados na repressão a populações submetidas no Norte e no Nordeste. Domingos Jorge Velho e Matias Cardoso de Almeida atuaram no Rio Grande do Norte contra a longa revolta indígena conhecida como Guerra dos Bárbaros, entre 1683 e 1713.1

E foi o mesmo Domingos Jorge Velho quem comandou a campanha final contra o Quilombo dos Palmares, em Alagoas, entre 1690 e 1695. Palmares era uma rede de povoados com vários milhares de habitantes, formada no início do século 17, que havia resistido a portugueses e holandeses por quase cem anos antes de sucumbir às tropas sob seu comando.1

O braço do Estado no sertão
Há uma leitura que vai além. Para Raymundo Faoro, citado por Fausto, o Estado português já era patrimonialista e centralizado desde o século 14, e na Colônia seus braços alcançavam até o sertão distante por meio de caudilhos e bandeirantes que, no fundo, agiam em nome do Estado. É uma interpretação forte e disputada — anote como tese de autor, não como fato.

A fábrica de heróis

Entre 1920 e 1950, historiadores paulistas — com destaque para Alfredo Ellis Jr. e Afonso Taunay — escreveram as obras que transformaram o apresador de gente em fundador da nação.1

O caso de Ellis Jr. é explícito até no título. Ele publicou Raça de Gigantes para sustentar a superioridade racial dos paulistas, que decorreria de três coisas: uma população branca numericamente relevante, o êxito do cruzamento com o indígena e a entrada tardia do africano na região. O veredito de Fausto sobre esse edifício é de uma frase: fantasia com pretensão científica.1

Os dois autores insistiam ainda na independência dos paulistas perante a Coroa e no caráter democrático daquela sociedade — apontando a origem plebeia dos colonos brancos, a mestiçagem, a pequena propriedade, a administração popular e bandeiras supostamente abertas a gente de qualquer condição. E celebravam o alargamento das fronteiras muito além da linha de Tordesilhas.1

Aqui entra a correção mais fina do assunto, e ela é fácil de errar na redação. Fausto concorda que os paulistas construíram uma sociedade rústica, com menos distância entre brancos e mestiços e forte marca da cultura indígena. Mas adverte na sequência: rústica não quer dizer democrática. Quem mandava ali eram as famílias de maior prestígio — e todas elas mandavam nos indígenas.1

Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret · Henrique Boney · 2012-03-29
O Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret, junto ao Ibirapuera. Fausto cita a obra ao tratar de como a cidade converteu o apresamento de indígenas em epopeia de praça pública.
Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret · 2012 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

A exaltação saiu dos livros e ocupou a cidade: ruas, avenidas e monumentos levam nomes de bandeirantes. Fausto separa dois exemplos — a obra de Victor Brecheret junto ao Ibirapuera, que ele considera bela, e o Borba Gato de Santo Amaro, que ele chama de assustador, um gigante de botas plantado no bairro.1

Questão 02múltipla escolha · sem placar
A historiografia paulista de exaltação, produzida entre 1920 e 1950 por autores como Alfredo Ellis Jr. e Afonso Taunay, é criticada por Fausto porque:
  1. Incorreta. Esses autores valorizavam a mestiçagem com indígenas — ela era, aliás, parte do argumento racial deles. A crítica de Fausto vai por outro caminho.

  2. Correta. É a crítica exata. Fausto admite a sociedade rústica, com menor distinção entre brancos e mestiços, mas nega que rústica signifique democrática: prevaleciam a hierarquia das melhores famílias e a dominação sobre os indígenas.

  3. Incorreta. Esses autores defendiam o contrário: acentuavam a independência dos paulistas diante da Coroa. Quem relativiza essa autonomia é Fausto.

  4. Incorreta. Não é esse o ponto da crítica. A objeção de Fausto é ao conteúdo racial e à idealização democrática, não à autoria de descobertas.

  5. Incorreta. Ao contrário: esses autores valorizavam justamente as façanhas territoriais. E a expansão de fato ocorreu — é um dos poucos pontos do mito que se sustenta.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

O que sobrou de verdade: a fronteira

Desmontado o mito, resta um efeito concreto e grande. A partir do século 17, a extensão real da Colônia já não tinha relação com a linha de Tordesilhas. Três movimentos empurraram o limite: as bandeiras paulistas rumo ao oeste, os criadores de gado e as forças militares rumo ao sudoeste e, depois, o avanço minerador do século 18. Somados, deixaram a fisionomia territorial do país bem próxima da atual.1

A América portuguesa e a linha de Tordesilhas, c. 1574 · Luís Teixeira · circa 1574
A América portuguesa com a linha de Tordesilhas traçada, em mapa de cerca de 1574. Serve de régua: quase tudo o que hoje é Centro-Oeste e Sul do Brasil está, neste desenho, do lado espanhol.
A América portuguesa e a linha de Tordesilhas, c. 1574 · 1574 · Wikimedia Commons · Public domain
Missionários e colonos, um choque permanente
A disputa pelo controle da população indígena era estrutural, não episódica. Quando papa e Coroa reafirmaram limites à escravização indígena, entre 1639 e 1640, a reação foi violenta no Rio de Janeiro, em Santos e em São Paulo — e os jesuítas acabaram expulsos da região. Colonos e padres queriam a mesma gente, para fins diferentes.
Pontos sensíveis deste artigo
  • A cor da bandeira — as expedições eram majoritariamente indígenas e mamelucas. No Guaíra, em 1629, foram 69 brancos para 900 mamelucos e 2 mil indígenas — números de Fausto, e o dado mais cobrado do assunto.
  • Autonomia relativa, não absoluta — houve bandeiras incentivadas pela administração portuguesa e outras não. Metal precioso, apresamento e expansão territorial eram, em geral, compatíveis com os objetivos da Metrópole.
  • Rústica não é democrática — Fausto aceita a descrição de uma sociedade rústica, com menor distinção entre brancos e mestiços, mas rejeita a conclusão democrática: mandavam as melhores famílias, e todos mandavam nos indígenas.
  • Quando o herói foi fabricado — entre 1920 e 1950, por Ellis Jr. e Taunay. O mito é do século 20, não do 17 — e “Raça de Gigantes” tem tese racial explícita, que Fausto trata como fantasia de aparência científica.
  • Palmares e o bandeirante — a destruição do quilombo, entre 1690 e 1695, foi conduzida por Domingos Jorge Velho. O mesmo grupo social celebrado como desbravador foi instrumento de repressão a indígenas e a quilombolas.
  • Um mérito que se confirma — a expansão das fronteiras para muito além de Tordesilhas de fato ocorreu. Nem tudo no relato tradicional é falso — o que é falso é a moldura racial e a idealização política em volta.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

De 1554 à fabricação do mito, em sete marcos

1554Nóbrega eAnchietafundamPiratininga1561O povoado viravila1629Raposo Tavaresataca o Guaíra1639–1640Revolta contralimites àescravização1683–1713Paulistas naGuerra dosBárbaros1690–1695Jorge VelhodestróiPalmares1920–1950Ellis Jr. eTaunay criam omitoNote a distância entre os fatos e sua celebração: três séculos separam o apresamento do monumento.
Os dois marcos em destaque são os mais cobrados. E o último marco não é do século 17: lembra que a imagem do bandeirante é obra de historiadores do século 20.

Quem ia na bandeira do Guaíra, em 1629

Brancos69Mamelucos900Indígenas2.000integrantes da bandeira do Guaíra, 1629
Nenhum argumento derruba tão rápido a imagem do bandeirante branco quanto estas três barras. Guarde os números: 69, 900 e 2 mil.

Por que as bandeiras, e o que elas produziram

POR QUE AS BANDEIRASO QUE ELAS PRODUZIRAMIsolamento no planaltoa Serra do Mar separaa vila do litoralSem lavoura de exportaçãoescassez de moeda etroca no lugar do dinheiroPresença indígenamão de obra ao alcancee disputada com os jesuítasAs bandeiras · século 17meses ou anos no sertão,atrás de cativos e metalApresamento em massaas missões de guaranissão o alvo preferidoFronteira empurradao território real ultrapassaa linha de TordesilhasServiço à Coroarepressão no Norte e noNordeste, e a PalmaresMito no século 20ruas, avenidas e estátuasconvertem tudo em epopeia
A coluna da esquerda explica por que o fenômeno é paulista e não baiano ou pernambucano: sem lavoura de exportação e atrás de uma serra, a vila olhou para dentro.

O monumento contra a documentação

O bandeirante do monumentoBranco, de botas, heroicoIndependente da Coroa portuguesaSociedade paulista democráticaPequena propriedade e administração popularBandeiras abertas a qualquer um“Raça de gigantes”O que a fonte indicaMaioria indígena e mameluca, e a péMuitas bandeiras incentivadas pela CoroaSociedade rústica, não democráticaHierarquia das melhores famíliasDominação sobre os indígenasFausto: fantasia com ares de ciência
Este quadro é o assunto inteiro em duas colunas. Numa redação, citar a diferença entre as duas vale mais do que repetir qualquer das duas sozinha.

Mapa mental do assunto

BandeirantesSéculo 17Quem iaGuaíra, 1629: 69 brancos900 mamelucos e 2 mil indígenasGuerra era atividade masculinaAtrás de quêIndígenas para escravizarMetais preciososMeses e às vezes anos no sertãoPara ondeMinas Gerais, Goiás, Mato GrossoGuaíra, entre Paranapanema e IguaçuMissões de guaranis dos espanhóisO que o mito inverteNão eram brancos em maioriaNão eram independentes da CoroaSociedade rústica não é democrática
O ramo destacado reúne as três inversões que o mito produziu — e é exatamente onde a questão de vestibular costuma armar a pegadinha.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Século das bandeiraso 17 — a grande marca deixada pelos paulistas na vida colonial
Objetivosapresar indígenas para escravizar e localizar metais preciosos
Duração das expediçõesmeses, às vezes anos no sertão
Composiçãomamelucos e indígenas sempre em maioria sobre os brancos
Bandeira do Guaíra, 162969 brancos, 900 mamelucos e 2 mil indígenas, sob Manuel Preto e Raposo Tavares
Por que indígenas iam juntoa guerra era atividade masculina nas sociedades indígenas, ao contrário da agricultura
Fundação de São Paulo1554, por Nóbrega e Anchieta, no Planalto de Piratininga a 800 metros; vila em 1561
Rede de penetraçãoos rios Tietê, Paranaíba e outros, depois de vencida a Serra do Mar
Língua da regiãoo tupi, dominante até o século 18
Destinos das bandeirasMinas Gerais, Goiás, Mato Grosso e as missões de guaranis dos espanhóis
Guaíraárea dos rios Paranapanema e Iguaçu; alvo de campanhas repetidas de saque e apresamento
Relação com a Coroanão inteiramente divorciada: algumas bandeiras tiveram incentivo direto da administração portuguesa
Guerra dos Bárbaros1683–1713, no Rio Grande do Norte, com Domingos Jorge Velho e Matias Cardoso de Almeida
Palmarescampanha final de 1690 a 1695, sob Domingos Jorge Velho, após quase cem anos de resistência
Construção do mitoAlfredo Ellis Jr. e Afonso Taunay, entre 1920 e 1950; “Raça de Gigantes” tem tese racial explícita
Veredito de Fausto sobre o mitofantasia com pretensão científica; sociedade rústica não equivale a sociedade democrática
Efeito territorial realbandeiras a oeste, gado e tropas a sudoeste e mineração no século 18 levam a fronteira muito além de Tordesilhas
Cada linha responde a uma pergunta que a questão costuma fazer sobre as bandeiras e sobre a formação do Centro-Sul.

Fontes

  1. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp. Fonte principal deste artigo.
  2. MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
  3. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Caminhos e Fronteiras. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
  4. FAORO, Raymundo. Os Donos do Poder. São Paulo: Globo. Citado no artigo como posição historiográfica em disputa.