História Verso
História do Brasil · Primeira República

Canudos

A explicação pelo fanatismo religioso é a que mais se repete — e é a que a própria fonte desmonta. A palavra “fanáticos” foi de quem atacou, o estopim foi um negócio de madeira, e a conspiração monarquista era fantasia. Entender por que essa versão pegou é entender o episódio.

1893-189713 min de leitura4 fontes
A população sobrevivente de Canudos, 1897 · Flávio de Barros · 1897
A população sobrevivente de Canudos, fotografada em 1897 por Flávio de Barros — contratado pelo Exército para acompanhar a expedição. Quem restou eram, em sua maioria, mulheres, crianças e velhos.
A população sobrevivente de Canudos, 1897 · 1897 · Wikimedia Commons · Public domain
Pergunta orientadora

Se você já estudou Canudos, provavelmente ouviu que foi um surto de fanatismo religioso no sertão. Essa explicação tem um problema sério: a palavra “fanáticos” não é do historiador — é de quem atacou. Vale examinar por que ela pegou, e o que ela serviu para justificar.

Fausto abre o assunto situando a escala. Foi um acontecimento muito distante do Rio de Janeiro que, mesmo assim, teve consequências na política da República, marcando os anos do governo de Prudente de Morais. Para entendê-lo é preciso ir ao norte do sertão da Bahia.1

Um arraial de trinta mil pessoas numa fazenda abandonada

O povoado surgiu em 1893, à margem do rio Vaza-Barris, ocupando o terreno de uma fazenda abandonada. Ficou conhecido como Arraial de Canudos.1

O homem à frente dele chamava-se Antônio Vicente Mendes Maciel — e entrou na história pelo apelido: Antônio Conselheiro. A biografia que a fonte traça dele não é a de um místico de nascença. Ele veio do Ceará, era filho de um comerciante que queria fazer dele um padre, e teve uma vida comum antes de virar o que virou: enfrentou problemas financeiros e complicações domésticas, e passou por vários ofícios — foi professor, foi vendedor ambulante — até se converter em beato.1

A definição que Fausto dá dessa figura é precisa e desconfortável: um misto de sacerdote e chefe de jagunços. Antes de se fixar, levava vida nômade pelo sertão, reunindo gente para tarefas concretas: levantar muro de cemitério, erguer igreja e reerguer a que estivesse caída — tudo isso sob a disciplina de uma vida ascética.1

Quando finalmente parou em Canudos, o arraial atraiu população sertaneja em quantidade que a fonte estima entre 20 mil e 30 mil habitantes.1 Guarde esse número: é gente suficiente para fazer de Canudos uma das maiores concentrações urbanas da Bahia naquele momento. Não se junta essa quantidade de pessoas num sertão pobre sem que haja alguma coisa que elas estejam buscando — e sem que haja alguma coisa de que elas estejam fugindo.

A única fotografia conhecida de Antônio Conselheiro · Flávio de Barros · 1897
A única fotografia conhecida de Antônio Conselheiro, feita por Flávio de Barros em 1897. Antes de ser beato, foi professor e vendedor ambulante.
A única fotografia conhecida de Antônio Conselheiro · 1897 · Wikimedia Commons · Public domain

O estopim foi um negócio de madeira

Havia um atrito de fundo, e ele não era com o Estado: a pregação do Conselheiro concorria com a da Igreja.1

Mas o que desencadeou a guerra foi outra coisa, e a fonte é desconcertante ao descrevê-la — um incidente sem maior importância, em torno do corte de madeira. Foi esse episódio banal que levou o governador da Bahia a decidir dar uma lição nos “fanáticos”.1

Repare em duas coisas nessa frase, porque elas comandam o resto do artigo. A primeira: a origem do conflito é uma questão de madeira, não uma profecia. A segunda: a palavra “fanáticos” aparece aqui como o rótulo de quem decidiu atacar — não como a descrição do que existia em Canudos.

E então veio o resultado que ninguém previu. Fausto usa o advérbio que o momento merece: surpreendentemente, a força baiana foi derrotada. O governador recorreu então às tropas federais.1

Também elas perderam. Duas expedições, ambas municiadas com canhões e metralhadoras, foram batidas — e em uma delas morreu o comandante, o coronel Moreira César. A notícia produziu, no Rio de Janeiro, uma onda de protestos e de violência.1

LembreCanudos representava uma ameaça militar à República?

A ameaça foi construída depois das derrotas, não antes delas. O conflito começa por um incidente sobre corte de madeira, e a decisão inicial é do governo da Bahia, não da União. O que transforma um caso local em causa nacional é a humilhação militar: tropas com canhão e metralhadora derrotadas por sertanejos, e um coronel morto. Foi a derrota que criou a comoção — e a comoção que pediu o extermínio.

A fantasia monarquista

Foi nesse clima que se montou a explicação que serviria de justificativa. Os jacobinos passaram a enxergar o dedo oculto dos políticos monarquistas por trás de Canudos.1

Fausto não deixa isso passar como interpretação possível. Ele chama a tese de fantasia, e põe outra explicação no lugar dela. O que estava em causa, escreve, eram as condições em que se vivia no sertão e o universo mental daquela gente.1

De onde vinha o combustível da fantasia? De dois fatos, ambos reais, ambos mal lidos. O primeiro: o Conselheiro de fato pregava a volta da Monarquia. O segundo: circulava a convicção de que a República era coisa de ateus e maçons. Como “prova”, apontavam-se duas medidas: uma suposta interdição da Companhia de Jesus e a criação do casamento civil.1

Por que a Monarquia significava outra coisa no sertão
Vale distinguir o que se dizia de o que aquilo significava. Que o Conselheiro pregasse o retorno do rei é fato registrado. Mas repare no que a própria fonte lista como motivo da desconfiança em relação à República: a perseguição que se supunha haver contra uma ordem religiosa, e a retirada do casamento das mãos da Igreja. Ou seja — o que estava em causa, para aquela população, era um regime que parecia estar mudando as regras da vida religiosa. Tratar isso como partido político, e não como reação de um mundo social ameaçado, é o erro que produziu a versão da conspiração.
Questão 01múltipla escolha · sem placar
Sobre as explicações correntes a respeito de Canudos, é correto afirmar, com base na leitura de Boris Fausto, que:
  1. Incorreta. A fonte trata essa tese como fantasia dos jacobinos. O episódio é atribuído às condições de vida do sertão e ao universo mental dos sertanejos.

  2. Incorreta. A decisão inicial foi do governador da Bahia, depois de um incidente sobre corte de madeira. As tropas federais só entraram quando a força estadual foi derrotada.

  3. Incorreta. A palavra “fanáticos” aparece na fonte entre aspas e atribuída ao governador da Bahia. Fausto classifica Canudos entre os movimentos que combinam conteúdo religioso com carência social — o fator social é parte da explicação, não um detalhe.

  4. Correta. É exatamente a distinção que o assunto exige: o fato existia, e a leitura que dele se fez não se sustenta. A desconfiança em relação à República associava-se ao casamento civil e a uma suposta interdição da Companhia de Jesus.

  5. Incorreta. Fausto rejeita expressamente essa leitura: havia “barbárie” dos dois lados, e mais entre os homens instruídos que não tentaram compreender a gente sertaneja.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Agosto de 1897

A quarta investida foi de outra ordem. Sob o comando do general Arthur Oscar, reuniu 8 mil homens e equipamento moderno. O arraial resistiu um mês e meio e foi arrasado em agosto de 1897.1

O que aconteceu com quem estava lá precisa ser dito sem rodeio, porque a fonte também não usa nenhum: os defensores morreram em combate e, quando feitos prisioneiros, foram degolados.1

Não se trata de excesso isolado de tropa em campo. Trata-se de execução de gente rendida, praticada por forças regulares do Estado, ao fim de uma campanha que o próprio Estado apresentava como missão civilizadora.

Ruínas da igreja do Bom Jesus, em Canudos · Flávio de Barros · 1897
Ruínas da igreja do Bom Jesus, em 1897. O arraial foi arrasado ao fim de um mês e meio de combate.
Ruínas da igreja do Bom Jesus, em Canudos · 1897 · Wikimedia Commons · Public domain

“Civilização contra barbárie” — e a frase que desmonta a frase

Terminada a campanha, veio a narrativa. Para os oficiais positivistas e para os políticos republicanos, aquilo tinha sido uma luta da civilização contra a barbárie.1

É a frase mais citada sobre Canudos, e costuma ser reproduzida como se fosse o veredito da história. Não é — é o veredito dos vencedores. Fausto responde a ela na frase seguinte, e a resposta inverte a acusação: para ele “havia ‘barbárie’ em ambos os lados”, com a parte maior cabendo aos letrados — porque nem sequer tentaram compreender o povo do sertão.1

Repare no rigor dessa formulação. Ela não diz que os sertanejos eram inocentes de toda violência — houve guerra, e guerra dos dois lados. O que ela diz é outra coisa, mais dura: a maior barbárie foi a dos instruídos, e a falha deles não foi militar. Foi não terem sequer tentado compreender quem estavam destruindo.

Onde Canudos se encaixa

Ao tratar dos movimentos sociais no campo da Primeira República, Fausto os separa em três grupos: os que juntam conteúdo religioso com carência social; os que juntam conteúdo religioso com reivindicação social; e os que apresentam reivindicação social sem conteúdo religioso.1

Canudos é o exemplo que ele dá do primeiro grupo.1 E essa classificação é, sozinha, a refutação da leitura pelo fanatismo: na definição do próprio autor, a religião entra como uma das duas metades. A outra metade — a carência social — não é pano de fundo nem detalhe pitoresco. É constitutiva do fenômeno.

Cena encenada da prisão de sertanejos pela cavalaria · Flávio de Barros · 1897
Cena de prisão de sertanejos pela cavalaria. O próprio acervo identifica a imagem como reconstituição posterior — foi montada, não flagrada.
Cena encenada da prisão de sertanejos pela cavalaria · 1897 · Wikimedia Commons · Public domain
O 40º Batalhão de Infantaria em Canudos · Flávio de Barros · 1897
O 40º Batalhão de Infantaria, vindo do Pará, em 1897. A última expedição reuniu 8 mil homens e equipamento moderno.
O 40º Batalhão de Infantaria em Canudos · 1897 · Wikimedia Commons · Public domain
Questão 02múltipla escolha · sem placar
A destruição de Canudos, em agosto de 1897, e a forma como o episódio foi narrado pelos vencedores permitem afirmar que:
  1. Correta. São os dois fatos que a fonte registra lado a lado, e é justamente essa vizinhança que sustenta a crítica de Fausto à narrativa oficial.

  2. Incorreta. A resistência à expedição final durou um mês e meio. O arraial existia desde 1893, o que é diferente da duração do cerco.

  3. Incorreta. Duas expedições federais foram derrotadas, e numa delas morreu o coronel Moreira César. Antes disso, a própria força do governo da Bahia havia sido batida.

  4. Incorreta. Fausto a rejeita expressamente, afirmando que houve barbárie dos dois lados e mais entre os homens instruídos.

  5. Incorreta. A decisão inicial de atacar foi do governador da Bahia. As tropas federais entraram depois, a pedido dele.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Pontos sensíveis deste artigo
  • “Fanáticos” é termo de quem atacou — a palavra aparece na fonte entre aspas, na decisão do governador da Bahia de dar uma lição no arraial. Usá-la como descrição neutra é adotar, sem perceber, o vocabulário de um dos lados do conflito.
  • A conspiração monarquista era fantasia — é o termo empregado pela fonte. A tese dos jacobinos se alimentava de dois fatos reais — a pregação monarquista do Conselheiro e a crença de que a República era coisa de ateus e maçons —, mas a explicação está nas condições em que se vivia no sertão e no universo mental daquela gente.
  • LACUNA: a estrutura fundiária não está na fonte — Fausto atribui o episódio às condições de vida do sertão e classifica Canudos entre os movimentos que combinam religião com carência social — mas não desenvolve concentração de terra, seca, pecuária nem dados demográficos da região. Este artigo não preenche essa lacuna de memória. Para trabalhá-la, é preciso ir a bibliografia específica sobre o sertão baiano.
  • LACUNA: o número de mortos não é dado pela fonte — a fonte informa que o arraial tinha de 20 mil a 30 mil habitantes e que a expedição final reuniu 8 mil homens, mas não fornece total de mortos. Números de vítimas circulam largamente e variam muito entre autores; nenhum deles vem daqui, e por isso nenhum é afirmado.
  • A degola de prisioneiros é fato registrado — não é acusação de uma corrente historiográfica: a fonte afirma que os defensores morreram em combate e, quando prisioneiros, foram degolados. Trata-se de execução de gente rendida por forças regulares do Estado.
  • Havia barbárie dos dois lados — a formulação de Fausto é exata e não deve ser suavizada em nenhuma das duas direções. Ele não absolve os sertanejos de violência; atribui a parte maior aos letrados, cuja falha não foi militar — foi não terem tentado compreender quem destruíam.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

De 1893 a agosto de 1897

1893Forma-se oarraial numafazendaabandonada, noVaza-Barrisanos seguintesA povoaçãochega a 20 milou 30 milhabitanteso estopimUm incidentesobre corte demadeira1ª respostaA força dogoverno daBahia éderrotadaexpedições federaisDuas derrotas;morre ocoronelMoreira Césarno RioOnda deprotestos eviolência;culpa-se aMonarquiaago 18978 mil homensarrasam oarraial apósmês e meioQuatro expedições em pouco mais de um ano. As duas do meio foram derrotadas — e é a derrota, não a ameaça, que aumenta a violência da resposta.
Repare no terceiro marco: o estopim de uma guerra que mobilizaria 8 mil homens foi um incidente sobre corte de madeira, que a própria fonte classifica como sem maior importância.

A versão que se contou e o que a fonte sustenta

A versão que se contouUm bando de fanáticos religiososMovidos só por profecia e misticismoBraço armado de uma conspiração monarquistaAmeaça real à RepúblicaGuerra da civilização contra a barbárieA repressão como necessidadeO que a fonte sustentaSertanejos atraídos por um beato andarilhoReligião somada a carência socialA conspiração monarquista era fantasiaO estopim foi um negócio de madeiraHavia “barbárie” dos dois ladosE mais entre os homens instruídos
Leia as linhas em pares. A coluna da esquerda não é invenção de livro didático: é o que se dizia na época, e é por isso que ela sobreviveu tanto tempo.

O que estava em jogo, o que o ataque produziu

O QUE ESTAVA EM JOGOO QUE O ATAQUE PRODUZIUCarência social no sertãoa fonte liga o episódio àscondições de vida da regiãoPregação concorrentea fala do Conselheiro disputavaespaço com a da IgrejaDerrotas humilhantestropas com canhão e metralhadoraperdem — e morre Moreira CésarAtaque final · ago 18978 mil homens e equipamentomoderno contra o arraialO arraial arrasadoapós um mês e meiode combatePrisioneiros degoladosquem não morreu lutandofoi executado depoisA fantasia monarquistajacobinos culpam a Monarquiapor um problema do sertãoA versão oficial“civilização contra barbárie”justifica o que se fez
Repare na terceira causa: não é a ameaça de Canudos que aumenta a violência da resposta, é a derrota das tropas. A comoção nacional vem depois da humilhação militar, não antes.

Mapa mental do assunto

Canudos1893-1897O arraialFundado em 1893, no rio Vaza-BarrisNuma fazenda abandonada, no sertão baianoDe 20 mil a 30 mil habitantesLiderado por Antônio ConselheiroO conflitoEstopim: incidente sobre corte de madeiraForça baiana derrotadaDuas expedições federais derrotadasMorte do coronel Moreira CésarO desfechoExpedição do general Arthur Oscar8 mil homens, equipamento modernoArraial arrasado em agosto de 1897Prisioneiros degoladosErros que a prova cobraFanatismo não é explicação suficienteNão havia conspiração monarquista“Fanáticos” é palavra de quem atacouA barbárie não estava só de um lado
O ramo destacado reúne os quatro erros mais caros. Os dois primeiros são de conteúdo; os dois últimos são de método — usar o vocabulário de um dos lados como se fosse descrição.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Ondenorte do sertão da Bahia, às margens do rio Vaza-Barris
Quando se formou1893, sobre uma fazenda abandonada
Governo federalPrudente de Morais
LíderAntônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro
Origemcearense, filho de comerciante que pretendia fazê-lo padre
Ofícios anterioresprofessor e vendedor ambulante, antes de se converter em beato
Definição da fonteum misto de sacerdote e chefe de jagunços
Atividades da vida nômadelevantar muros de cemitério, erguer e reerguer igrejas, sob disciplina ascética
População do arraialde 20 mil a 30 mil habitantes
Atrito de fundoa pregação do Conselheiro concorria com a da Igreja
Estopimum incidente sem maior importância, sobre corte de madeira
Primeira decisãodo governador da Bahia, para dar uma lição nos “fanáticos”
Resultado inesperadoa força baiana foi derrotada
Expedições federaisduas derrotadas, com canhões e metralhadoras; morre o coronel Moreira César
Repercussão no Rioonda de protestos e de violência
A tese dos jacobinoso “dedo oculto” dos monarquistas — que a fonte chama de fantasia
O que alimentava a teseo Conselheiro pregava a volta da Monarquia
Provas alegadasa suposta interdição dos jesuítas e a criação do casamento civil
Explicação da fonteas condições em que se vivia no sertão e o universo mental daquela gente
Expedição finalgeneral Arthur Oscar, 8 mil homens, equipamento moderno
Desfechoarraial arrasado em agosto de 1897, após um mês e meio de luta
Prisioneirosforam degolados
Narrativa dos vencedoresluta da civilização contra a barbárie
Resposta de Faustoa barbárie estava nos dois lados, com a parte maior cabendo aos letrados
Classificaçãomovimento que combina conteúdo religioso com carência social
Lacuna da fonte (1)não desenvolve estrutura fundiária, seca nem demografia do sertão
Lacuna da fonte (2)não fornece número total de mortos
Cada linha responde a uma pergunta que a prova costuma fazer — inclusive as duas últimas, que registram o que a fonte principal não cobre.

Fontes

  1. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp. Fonte principal deste artigo.
  2. CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Rio de Janeiro, 1902. Relato de quem cobriu a campanha como correspondente.
  3. LEVINE, Robert M. O sertão prometido: o massacre de Canudos. São Paulo: Edusp.
  4. VILLA, Marco Antonio. Canudos: o povo da terra. São Paulo: Ática.