História Verso
História do Brasil · Primeira República

Deodoro e Floriano

O primeiro presidente da República fechou o Congresso onze meses depois de ser eleito por ele — e renunciou vinte dias depois. O segundo enfrentou uma esquadra revoltada dentro da baía da capital. Os quatro primeiros anos do regime novo foram os mais instáveis dele.

189113 min de leitura4 fontes
A baía do Rio sob bombardeio, setembro de 1893 · Angelo Agostini · 1893
A baía do Rio de Janeiro sob bombardeio em setembro de 1893, em gravura de Angelo Agostini. Fortalezas de terra atirando contra navios da própria Marinha brasileira: é a imagem exata do problema institucional dos primeiros anos republicanos.
A baía do Rio sob bombardeio, setembro de 1893 · 1893 · Wikimedia Commons · Public domain
Pergunta orientadora

O Exército derrubou a Monarquia em uma manhã, sem resistência. Por que os quatro anos seguintes foram os mais violentos e instáveis de toda a Primeira República?

Porque derrubar um regime e montar outro são operações diferentes. Fausto resume a distância entre as duas numa observação que vale guardar: como episódio, a passagem do Império à República quase não custou esforço — e justamente por isso os anos posteriores ao 15 de novembro foram de grande incerteza. Os grupos que disputavam o poder queriam coisas diferentes e não concordavam sobre como organizar o regime que acabavam de criar.1

Uma eleição apertada demais para quem fundou o regime

A Constituição promulgada em fevereiro de 1891 abriu uma exceção para o começo: o primeiro presidente e o primeiro vice não seriam escolhidos pelo eleitorado, e sim pelo voto indireto da Assembleia Constituinte convertida em Congresso comum.1

O resultado foi mais apertado do que se esperaria. Deodoro venceu com 129 votos contra 97 dados ao paulista Prudente de Morais — e a votação de Prudente reuniu tanto congressistas dos grandes estados quanto florianistas. Floriano, por sua vez, foi eleito vice-presidente.1

Leia a votação como um mapa político
Quem proclamou a República levou 129 votos; quem representava a elite civil dos grandes estados levou 97 — com apoio de parte dos próprios militares. Nessa aritmética já está escrito o que aconteceria nos três anos seguintes: Deodoro governaria sem maioria confortável e sem tropa unida.

O choque com o Congresso

Deodoro entrou em atrito com o Congresso e alimentou suspeitas ao desmontar o ministério herdado do governo provisório para pôr no lugar outro, chefiado pelo Barão de Lucena — um político de carreira feita na Monarquia. Juntos, passaram a trabalhar por um Executivo mais forte, e o modelo que tinham em mente era o extinto Poder Moderador.1

Em 3 de novembro de 1891, o marechal fechou o Congresso. Prometeu, para depois, novas eleições e uma revisão da Constituição.1

Vale conhecer o teor da revisão prometida, porque ela explica o conflito melhor que qualquer adjetivo. Nas palavras do próprio Deodoro, a mudança iria no sentido do “fortalecimento do Poder Executivo da União e de uma comedida autonomia dos Estados, sem os exageros de soberania que trariam fatalmente a dissolução nacional”. Havia mais dois pontos: unidade da magistratura — ou seja, acabar com a Justiça organizada por cada estado — e igualdade de representação dos estados na Câmara, o que anularia o peso que ali tinham os estados grandes.1

LembreContra quem, exatamente, era o projeto de Deodoro?

Contra São Paulo e Minas Gerais. Bancada igual para todos os estados destrói a vantagem de quem tem mais população, e o fim da Justiça estadual retira dos governos locais um instrumento de poder. O projeto era centralizador — o oposto exato do que a Constituição de 1891 tinha acabado de consagrar.

Marechal Deodoro da Fonseca · Unknown author Unknown author · circa 1895
Marechal Deodoro da Fonseca. Eleito pelo Congresso em fevereiro de 1891, fechou esse mesmo Congresso em novembro — e renunciou vinte dias depois.
Marechal Deodoro da Fonseca · 1895 · Wikimedia Commons · Public domain

Vinte dias entre o golpe e a renúncia

O plano dependia de uma condição que não existia: unidade das Forças Armadas. Com os florianistas reagindo, a oposição civil em cima e parte da Marinha contra, o marechal renunciou em 23 de novembro de 1891. Quem assumiu foi o vice, Floriano Peixoto.1

Repare no intervalo: entre fechar o Congresso e deixar o cargo passaram-se vinte dias. É o tipo de dado que economiza parágrafos de explicação — o golpe fracassou porque a corporação que o sustentaria estava rachada.1

Que República Floriano tinha na cabeça

Aqui está o ponto que separa a boa resposta da resposta decorada. Floriano não representava as forças econômicas dominantes. O projeto dele era outro: um governo estável, centralizado e vagamente nacionalista, que se sustentasse no Exército e na juventude das escolas — as civis e as militares.1

Esse desenho batia de frente com a chamada “República dos fazendeiros” — liberal, descentralizada, e que olhava com desconfiança tanto o reforço do Exército quanto os movimentos de rua da população carioca.1

E aí acontece o inesperado. Contrariando o que se poderia prever a partir dessa oposição, houve na presidência de Floriano um acordo tático entre ele e o PRP, o partido da burguesia cafeeira paulista. Governar exige base, e nenhum dos dois lados tinha base suficiente sozinho naquele momento.1

Marechal Floriano Peixoto em 1891 · Governo do Brasil · circa 1891
Marechal Floriano Peixoto, 1891. Governou apoiado no Exército e na juventude das escolas — e, ao mesmo tempo, fechou acordo tático com a elite política paulista, que pensava a República de modo oposto ao dele.
Marechal Floriano Peixoto em 1891 · 1891 · Wikimedia Commons · Public domain

A Revolta da Armada

O momento mais grave veio em 1893, com o levante da esquadra. A Revolta da Armada começou nos navios fundeados no Rio de Janeiro e teve duas causas que Fausto apresenta juntas: a rivalidade entre Exército e Marinha e o ressentimento do almirante Custódio José de Melo, que se via frustrado no objetivo de suceder Floriano na presidência.1

Por que a Marinha estava ressentida
Porque o Exército tinha sido o artífice do novo regime e colhia os frutos disso. A rivalidade entre as duas forças vem de antes de 1889 e atravessa toda a fundação da República: quem derrubou o Império ganhou o direito de ocupá-lo, e a outra corporação ficou de fora do arranjo.

Parte da esquadra rebelde desceu para o Sul e ocupou Desterro — a atual Florianópolis. Ali ela se juntou às colunas de maragatos vindas da guerra civil gaúcha, e a soma das duas forças produziu a fase mais perigosa da crise: a rebelião avançou pelo Paraná e chegou a pôr Curitiba sob seu controle, antes do recuo.1

Combate da Armação, em Niterói, fevereiro de 1894 · Angelo Agostini · 1894
Combate da Armação, em Niterói, fevereiro de 1894, por Angelo Agostini. A revolta se arrastou por meses dentro da própria baía da capital da República.
Combate da Armação, em Niterói, fevereiro de 1894 · 1894 · Wikimedia Commons · Public domain

Foi para vencer essa combinação que o governo federal recorreu a quem tinha dinheiro e tropa organizada: as forças de Floriano contaram com o apoio financeiro de São Paulo e com a Força Pública paulista, que era bem montada. O preço político dessa ajuda aparece na composição do governo — a influência militar foi declinando, a pasta da Fazenda ficou com Rodrigues Alves e o PRP passou a comandar as duas casas do Legislativo.1

Questão 01múltipla escolha · sem placar
A renúncia de Deodoro da Fonseca, em novembro de 1891, é melhor explicada por:
  1. Incorreta. A guerra civil gaúcha começou em fevereiro de 1893, mais de um ano depois da renúncia — e sob o governo de Floriano, não de Deodoro.

  2. Incorreta. Não foi decisão judicial que derrubou o plano. O que o desmontou foi a reação política e militar imediata ao fechamento do Congresso.

  3. Correta. É a explicação da fonte: o êxito do projeto dependia de uma corporação unida, e ela não existia. Vinte dias depois de fechar o Congresso, Deodoro deixou o cargo.

  4. Incorreta. As eleições prometidas por Deodoro nunca ocorreram. Prudente só seria eleito em março de 1894, e quem assumiu em 1891 foi o vice, Floriano Peixoto.

  5. Incorreta. Havia desconfiança externa em relação ao novo regime, mas não é isso que a fonte aponta como causa da renúncia. A crise foi interna e militar.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

1894: a República muda de mãos

O acordo tático entre Floriano e a elite paulista durou até a hora de escolher o sucessor. Com poucas bases de apoio — e entre elas os jacobinos, que Fausto descreve como ruidosos e pouco eficazes —, o marechal não conseguiu emplacar candidato próprio. Prevaleceu o nome do paulista Prudente de Morais, eleito em 1º de março de 1894.1

A contrariedade de Floriano ficou registrada num gesto: ele não compareceu à posse do sucessor. As crônicas do tempo contam que ele preferiu passar o dia na sua casa simples, entre as roseiras.1

Aquela sucessão marcou algo maior que a troca de um nome por outro: foi o fim da presença de figuras do Exército na presidência da República — com uma única exceção posterior, o marechal Hermes da Fonseca, eleito para o período de 1910 a 1914. E não foi só a cadeira presidencial: a atividade política dos militares como um todo declinou, e o Clube Militar ficou fechado entre 1896 e 1901.1

Uma data que organiza trinta anos
1894 é a fronteira. Antes dela, a República é comandada por marechais e sacudida por revoltas; depois, ela vira o arranjo civil e oligárquico que o vestibular costuma chamar de República Velha. Os militares voltam ao centro da cena apenas em 1910, com Hermes, e como força de oposição a partir de 1922.

Os jacobinos: o florianismo sem Floriano

Já no governo de Prudente, ficou aguda uma oposição que vinha da época anterior: de um lado a elite política dos grandes estados, de outro o republicanismo jacobino, concentrado no Rio de Janeiro.1

O nome vem da Revolução Francesa, e o programa é reconhecível. Queriam um Estado forte, capaz de enfrentar as ameaças monarquistas que, na visão deles, estavam em toda parte. Eram adversários da República liberal e cultivavam uma tradição patriótica e antilusitana — os “galegos”, que controlavam boa parte do comércio carioca, viravam alvo de ataques violentos.1

Foram eles que apoiaram Floriano e que, depois da morte do marechal em junho de 1895, transformaram seu nome em bandeira. O desfecho do movimento é sombrio: o jacobinismo se esfacelou depois que alguns de seus integrantes se envolveram numa tentativa de assassinar Prudente de Morais.1

O forte de Villegagnon durante a revolta · E., H. · between 1893 and 1895
O forte de Villegagnon durante a revolta de 1893. A geografia do conflito diz muito: ele se desenrolou à vista da cidade, não numa fronteira distante.
O forte de Villegagnon durante a revolta · 1893 · Wikimedia Commons · Public domain
Questão 02múltipla escolha · sem placar
Sobre o governo de Floriano Peixoto (1891–1894), é correto afirmar que:
  1. Incorreta. Fausto afirma o contrário: a visão de República de Floriano não se identificava com as forças econômicas dominantes. Houve acordo tático com o PRP, o que é diferente de representação.

  2. Incorreta. O projeto de Floriano era de governo centralizado, apoiado no Exército — justamente o oposto do modelo liberal e descentralizado da República dos fazendeiros.

  3. Incorreta. As tropas do governo tiveram apoio financeiro de São Paulo e o concurso da Força Pública paulista, bem organizada.

  4. Incorreta. Com poucas bases de apoio, Floriano não teve condições de designar sucessor. Prevaleceu o paulista Prudente de Morais, e o marechal sequer foi à posse.

  5. Correta. É a síntese correta, e o ponto mais interessante do período: dois projetos opostos de República se aliaram por necessidade — nenhum dos dois lados tinha base suficiente sozinho.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Pontos sensíveis deste artigo
  • Ordem dos fatos em 1891 — Deodoro fechou o Congresso em 3 de novembro e renunciou em 23 de novembro. As eleições e a revisão constitucional que ele prometeu nunca aconteceram.
  • Floriano não era o que parece — ele não representava as forças econômicas dominantes. Seu projeto era centralizador e apoiado no Exército, e chocava-se com a “República dos fazendeiros” — o acordo com o PRP foi tático, não programático.
  • Causas da Revolta da Armada — duas, e ambas contam: a rivalidade entre Exército e Marinha e o ressentimento pessoal do almirante Custódio José de Melo, frustrado na pretensão de suceder Floriano.
  • Quem pagou a conta da vitória — as tropas do governo federal foram sustentadas por dinheiro paulista e pela Força Pública de São Paulo. É por isso que a influência militar no governo declina justamente quando Floriano vence militarmente.
  • 1894 como divisor — a eleição de Prudente encerra a presença de militares na presidência até Hermes da Fonseca (1910–1914). O Clube Militar ficaria fechado entre 1896 e 1901.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

Quatro anos de instabilidade, em sete marcos

fev 1891Congressoelege Deodoropor 129 votosa 973 nov 1891Deodoro fechao CongressoNacional23 nov 1891Deodororenuncia;Florianoassumeset 1893Revolta daArmada começana baía do Rio1º mar 1894Prudente deMorais éeleitopresidentejun 1895Morte deFloriano;jacobinosfazem delebandeira1896–1901Clube MilitarpermanecefechadoQuatro anos, dois marechais, um Congresso fechado, uma renúncia e uma esquadra revoltada. Só a partir de 1894 a República encontra alguma estabilidade.
Os dois marcos em destaque estão a vinte dias um do outro. É a medida da fragilidade do primeiro governo republicano eleito.

O que gerou a crise, e como ela se resolveu

O QUE GEROU A CRISECOMO SE RESOLVEUForças Armadas divididastarimbeiros e florianistas;Exército contra MarinhaExecutivo contra CongressoDeodoro quer poder aomolde do Poder ModeradorRessentimento navalCustódio de Melo frustradona sucessão presidencialCrise institucional · 1891–1894Congresso fechado, renúnciae revolta armadaDeodoro cairenúncia em 23 de novembrode 1891, sem disparar tiroFloriano se apoia no Exércitogoverno centralizado evagamente nacionalistaSão Paulo entra em cenadinheiro e Força Públicasustentam o governo federalMilitares saem da cenapresidência civil a partirde 1894; Clube Militar fechado
A última caixa da direita é a mais importante: a crise militar termina com os militares saindo da política, e não com eles no comando dela.

A eleição indireta de 1891

Deodoro da Fonseca129 votosPrudente de Morais97 votosvotos no Congresso, eleição indireta de fevereiro de 1891
Trinta e dois votos de diferença. Quem havia proclamado a República não tinha, quinze meses depois, maioria confortável no Congresso que o elegeu.

A Constituição de 1891 e a revisão que Deodoro queria

O que a Constituição de 1891 deuAmpla autonomia aos estadosJustiça organizada por cada estadoBancada proporcional à população,o que favorece os grandes estadosExecutivo federal sem poderde arbitrar acima dos demaisO que Deodoro queria reverExecutivo da União fortalecidoAutonomia estadual “comedida”,sem exageros de soberaniaUnidade da magistratura: fim daJustiça organizada pelos estadosBancadas iguais entre estados,anulando o peso de SP e MG
Coloque as duas colunas lado a lado e o conflito de 1891 deixa de ser briga de personalidades: é disputa sobre quem manda na Federação.

Mapa mental do assunto

Governos militares1891–1894DeodoroEleito por 129 a 97Ministério do Barão de LucenaFecha o Congresso e renunciaFlorianoGoverno centralizado no ExércitoAcordo tático com o PRPEnfrenta a Revolta da ArmadaOs jacobinosEstado forte e antimonarquismoAntilusitanos, atacam os “galegos”Fazem de Floriano uma bandeiraO que muda em 1894Presidência volta aos civisMilitares recuam da políticaElite paulista assume o comando
O ramo destacado responde à pergunta que fecha o assunto: quem saiu ganhando da crise não foi nenhum dos dois marechais.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Eleição de 1891voto indireto do Congresso, em fevereiro; exceção prevista para o início do regime
Placar129 votos para Deodoro contra 97 para Prudente de Morais
Vice-presidenteFloriano Peixoto
Ministério de Deodorochefiado pelo Barão de Lucena, político de carreira monárquica
Modelo buscadoreforço do Executivo tendo como referência o extinto Poder Moderador
Fechamento do Congresso3 de novembro de 1891, com promessa de eleições e revisão constitucional
Pontos da revisãoExecutivo forte, autonomia estadual limitada, unidade da magistratura, bancadas iguais
Renúncia23 de novembro de 1891 — vinte dias depois do fechamento
Projeto de Florianogoverno centralizado e vagamente nacionalista, apoiado no Exército e nas escolas
Acordo inesperadoentendimento tático entre Floriano e o PRP, partido da burguesia cafeeira
Revolta da Armada1893; rivalidade Exército–Marinha e ressentimento do almirante Custódio José de Melo
Alcance da revoltaesquadra rebelde ocupa Desterro e se une aos maragatos; federalistas tomam Curitiba
Quem sustentou o governodinheiro de São Paulo e a Força Pública paulista; Rodrigues Alves na Fazenda
SucessãoPrudente de Morais eleito em 1º de março de 1894; Floriano não compareceu à posse
Consequência de longo prazofim dos militares na presidência até Hermes da Fonseca (1910–1914); Clube Militar fechado de 1896 a 1901
Jacobinosrepublicanos radicais do Rio, antilusitanos; fizeram de Floriano bandeira após sua morte, em junho de 1895
Cada linha corresponde a uma pergunta frequente sobre os governos militares da Primeira República.

Fontes

  1. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp. Fonte principal deste artigo.
  2. CARVALHO, José Murilo de. A Formação das Almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
  3. CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
  4. QUEIROZ, Suely Robles Reis de. Os Radicais da República. São Paulo: Brasiliense, 1986.