História Verso
História do Brasil · Primeiro Reinado

A abdicação de Dom Pedro I

Em 1824 ele tinha força para fechar uma assembleia e outorgar uma Constituição. Sete anos depois, entregou a coroa a um menino de cinco anos e embarcou para a Europa. No intervalo couberam uma guerra perdida, uma moeda que valia 57% e cinco noites de briga na rua.

183113 min de leitura4 fontes
Dom Pedro I em retrato de 1830 · Simplício Rodrigues de Sá · circa 1830
Dom Pedro I retratado por Simplício Rodrigues de Sá em 1830 — no ano anterior à abdicação. As condecorações no peito contrastam com a situação real do imperador naquele momento: guerra perdida, moeda desvalorizada e a rua contra ele.
Dom Pedro I em retrato de 1830 · 1830 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
Pergunta orientadora

Em março de 1824, o imperador tinha força para fechar uma assembleia e impor uma Constituição. Sete anos depois, entregou a coroa e embarcou. O que aconteceu nesse intervalo?

É exatamente essa a pergunta que Fausto formula — e ele começa a respondê-la por um terreno que os resumos escolares costumam ignorar: a política externa.1

Antes disso, porém, uma observação sobre geografia do poder. Fausto registra que os rumos do país foram traçados a partir da capital e das províncias em volta dela, com menos sobressaltos do que nas rebeliões do Nordeste. Assim tinha sido na Independência, e assim seria na queda do primeiro imperador.1

A guerra que o Império herdou

O país recém-criado recebeu de herança um problema territorial: a ocupação da Banda Oriental, mantida sob a forma que Fausto qualifica de artificiosa — a de Província Cisplatina.1

Foi de dentro dessa província que veio a ruptura. Um levante local, em 1825, declarou que a região deixava de pertencer ao Império para se juntar às Províncias Unidas do Rio da Prata — o Estado que viraria Argentina. A partir daí não havia saída diplomática: em dezembro daquele ano o Brasil estava em guerra com Buenos Aires.1

O balanço é duplo e igualmente ruim. Do ponto de vista militar, foi desastre para os brasileiros, derrotados em Ituzaingó, em 1827. Do ponto de vista das contas, foi catástrofe financeira para os dois lados envolvidos.1

A batalha de Ituzaingó, vista do lado platino · Augusto Ballerini (1857-1897) · 19 th century
A batalha de Ituzaingó em pintura do século 19, vista do lado platino. A derrota de 1827 é uma das peças que explicam por que o imperador ficou sem sustentação quatro anos depois.
A batalha de Ituzaingó, vista do lado platino · 0 · Wikimedia Commons · Public domain

A paz veio com mediação da Inglaterra — e o motivo do interesse britânico é prosaico: o conflito havia aniquilado as transações comerciais normais da região, e Londres queria restaurá-las.1

Dois resultados saíram do tratado. Nasceu ali o Uruguai independente, e ficou assegurada a livre navegação do Prata e dos rios que nele deságuam. Esse segundo ponto agradava às potências da Europa — à Inglaterra acima de todas — e agradava também ao lado brasileiro, por motivo que ia além do comércio: os rios eram o caminho por onde se chegava a Mato Grosso, o que dava à cláusula peso geopolítico.1

Como se formou a tropa que perdeu

Internamente, a guerra cobrou seu preço antes mesmo das derrotas. Ela provocou recrutamento temido e impopular, feito por métodos de pura força.1

Diante da dificuldade de completar os quadros, o imperador decidiu contratar tropas no exterior. E o retrato desses contratados é desconcertante: eram pessoas pobres, sem nada de soldados, que se inscreveram na Europa com a perspectiva de virar pequenos proprietários no Brasil. Como era de se esperar, em nada ajudaram a fazer a guerra pender para o lado do Império.1

Pior: em julho de 1828, algumas centenas de mercenários alemães e irlandeses que integravam essas tropas se amotinaram no Rio de Janeiro. E a saída encontrada pelo governo foi das mais humilhantes — recorrer à proteção de navios ingleses e franceses.1

Um governo protegido por quem ele não controla
Meça o alcance simbólico da cena. O Império do Brasil, soberano havia seis anos, precisou pedir abrigo a esquadras estrangeiras para se defender de tropas que ele próprio contratara. Nenhum discurso da oposição faria mais estrago à autoridade do imperador do que esse episódio.

As contas, vistas por quem pagava

Convém olhar a crise financeira do fim do reinado não pela ordem cronológica, e sim por quem levava o prejuízo em cada frente.1

Quem exportava. O volume físico de alguns produtos — o café entre eles — cresceu consideravelmente ao longo da década de 1820. Só que os preços tenderam a cair. Vender mais e receber menos por unidade não sustenta uma economia.1

Quem arrecadava. Os gastos militares agravaram problemas que já existiam. E a receita pública dependia da alfândega, num quadro em que a Inglaterra mantinha tarifa privilegiada de 15% sobre a entrada de seus produtos — vantagem depois estendida às demais nações.1

Quem vivia na cidade. Fundado em 1808 por Dom João VI, o Banco do Brasil já cambaleava havia uma década. O golpe fora desferido em 1821: às vésperas do embarque de volta a Lisboa, o rei levou consigo o ouro que ali estava guardado. Para recompor o meio circulante, Dom Pedro mandou cunhar moeda de cobre em larga escala — e o resultado foi um mercado invadido por peças falsas, com os preços subindo sobretudo nas cidades.1

Quem tinha papel na mão. O dinheiro de papel emitido pelo Banco do Brasil e pelo Tesouro era mal recebido fora do Rio. O número que mede isso é impressionante: em 1829, uma nota circulava em São Paulo por 57% do valor nominal — ou seja, 100 mil-réis impressos valiam 57 mil-réis na província. Naquele mesmo ano, o Banco do Brasil foi fechado.1

Quem importava. Ao longo da década de 1820, a moeda brasileira se desvalorizou seguidamente frente à libra inglesa. Isso favorecia a exportação, mas encarecia os bens de consumo importados — justamente os desejados pelas elites e pelos nascentes setores médios urbanos.1

LembrePor que a desvalorização irritava a cidade?

Porque quem morava nos centros urbanos comprava importado e não exportava nada. Para o fazendeiro que vendia café, moeda fraca podia ser boa notícia; para o funcionário, o comerciante e o profissional da cidade, significava apenas preço mais alto na loja.

Onde a insatisfação encontrou alvo

Esses descontentamentos não ficaram no abstrato: eles aprofundaram os atritos entre brasileiros e portugueses. E há uma razão econômica direta para o alvo escolhido — os portugueses controlavam boa parte do comércio de varejo, o que fazia deles o destinatário preferencial dos ataques nativistas.1

Enquanto isso, no andar de cima, a elite política estava partida em dois campos — e vale notar o que eles tinham em comum antes de ver o que os separava.1

Os absolutistas defendiam a ordem e a propriedade, e a garantia disso seria um imperador forte e respeitado. Temiam que a “liberdade excessiva” colocasse seus privilégios em risco — e, em nome da ordem, aceitavam atos imperiais contrários à legalidade.1

Os liberais tinham objetivo idêntico: ordem e propriedade preservadas. Divergiam quanto ao caminho — para eles, a preservação vinha da liberdade garantida por Constituição. Fausto os apresenta como gente à vontade com as “novidades” da época, entre as quais uma se destacava: era possível opor-se ao gabinete, e até à figura do imperador.1

Questão 01múltipla escolha · sem placar
Sobre a crise financeira do final do Primeiro Reinado, é correto afirmar que:
  1. Incorreta. O volume físico exportado cresceu consideravelmente na década. O problema estava nos preços, que tenderam a cair.

  2. Incorreta. Ocorreu o oposto: pouco antes de partir, em 1821, o rei retirou o ouro depositado no banco — que entraria em dificuldades a partir dali e seria fechado em 1829.

  3. Incorreta. A moeda se desvalorizou seguidamente frente à libra ao longo da década de 1820, encarecendo justamente esses bens importados.

  4. Correta. É a descrição correta. O deputado Bernardo de Vasconcelos falava em “inchação” do meio circulante, numa época em que a palavra inflação ainda não era empregada.

  5. Incorreta. A Inglaterra tinha tarifa privilegiada de 15% sobre a entrada de seus produtos — vantagem que depois foi estendida às demais nações.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

1830: o exemplo vem de fora

Da metade de 1830 em diante, tudo passou a andar depressa. O empurrão inicial atravessou o Atlântico: Carlos X perdeu o trono francês e em seu lugar instalou-se a Monarquia de Julho, de reputação liberal. O caso ecoou por aqui com força suficiente para ser debatido dentro do próprio Conselho de Estado.1

Por que a França importava tanto
Um rei europeu derrubado por movimento liberal, e substituído por outro que aceitava limites, era demonstração prática de que trono não é destino. Que isso tenha sido debatido no Conselho de Estado mostra o tamanho do nervosismo: a instituição criada para aconselhar o imperador discutia o caso de um monarca que havia acabado de perder a coroa.

Março de 1831: cinco dias de rua

Em março de 1831, a temperatura política do Rio de Janeiro subiu. O imperador voltava de uma viagem a Minas, onde havia sido recebido com a maior frieza.1

A reação dos apoiadores dele piorou tudo. Os portugueses decidiram organizar festejos — promovidos pela sociedade secreta Coluna do Trono — para demonstrar apoio ao monarca. Os brasileiros responderam, e daí nasceram os primeiros tumultos, que se prolongaram por cinco dias.1

Uma dessas noites entrou para o anedotário histórico, e Fausto a descreve como briga juvenil travada por gente grande: é a “noite das garrafadas”, quando os cabras — como se chamavam os brasileiros — atacaram as casas iluminadas dos “pés-de-chumbo”, e estes responderam atirando garrafas e cacos de vidro.1

A abdicação, por Aurélio de Figueiredo · Aurélio de Figueiredo · 1911
A abdicação, em tela de Aurélio de Figueiredo pintada em 1911 — oitenta anos depois do episódio. É documento da memória construída sobre o 7 de abril, e não registro da madrugada em que a carta foi entregue.
A abdicação, por Aurélio de Figueiredo · 1911 · Wikimedia Commons · Public domain

7 de abril de 1831

Seguiram-se tentativas de formar um novo ministério e mais manifestações de protesto. O que decidiu a questão, porém, foi a posição de quem tinha armas.1

Os comandantes militares brasileiros de maior prestígio — entre eles os irmãos Lima e Silva, um dos quais era pai do futuro Duque de Caxias — aderiram à revolta. Sem tropa do seu lado, Dom Pedro foi forçado a abdicar em favor do filho, em 7 de abril de 1831.1

O país passava a ter, em tese, a perspectiva de coroar um rei nascido aqui — mas quase uma década se passaria antes disso. O motivo é aritmético: o menino Pedro tinha cinco anos quando o pai abdicou.1

E o pai não saiu de cena para se aposentar. Dom Pedro partiu para a Inglaterra alimentando um projeto específico: recuperar o outro trono, o português, então ocupado por seu irmão Dom Miguel.1

O que a abdicação abre
Com um imperador de cinco anos, o país entra num arranjo inédito: nove anos de Regência, governado por políticos em nome de uma criança. É desse vazio no trono que sairão as revoltas provinciais e a disputa entre correntes que este site trata nos artigos seguintes.
Questão 02múltipla escolha · sem placar
O fator decisivo para a abdicação de Dom Pedro I, em 7 de abril de 1831, foi:
  1. Incorreta. A derrota de Ituzaingó é de 1827, quatro anos antes. Ela integra o desgaste acumulado, mas não é o fator imediato.

  2. Incorreta. A proteção de navios estrangeiros ocorreu em 1828, durante o motim de mercenários, e não teve o objetivo de depor o imperador.

  3. Correta. É o que decidiu a questão. Sem tropa ao seu lado após cinco dias de tumulto e o impasse ministerial, o imperador foi forçado a abdicar.

  4. Incorreta. O Conselho discutiu a repercussão dos acontecimentos franceses, mas não declarou o trono vago. A abdicação foi ato do próprio imperador, sob pressão.

  5. Incorreta. O filho tinha cinco anos em 1831. A antecipação da maioridade só ocorreria em 1840, encerrando o período regencial.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Pontos sensíveis deste artigo
  • A crise começa longe do Rio — o desgaste do reinado se abre com a guerra na região platina, iniciada em dezembro de 1825, e com a derrota de Ituzaingó, em 1827 — antes de qualquer tumulto na capital.
  • Mercenários não eram soldados — as tropas contratadas na Europa eram formadas por pessoas pobres atraídas pela promessa de virar pequenos proprietários aqui. Em julho de 1828, alemães e irlandeses se amotinaram no Rio.
  • O número que mede a crise monetária — em 1829, uma nota de 100 mil-réis circulava em São Paulo por 57 mil-réis. O Banco do Brasil foi fechado no mesmo ano.
  • Liberais e absolutistas concordavam no essencial — os dois campos defendiam a ordem e a propriedade. A divergência era sobre o instrumento: imperador forte, de um lado; liberdade constitucional, de outro.
  • Quem derrubou o imperador — não foi a rua sozinha, nem o Parlamento: foi a adesão dos comandantes militares de maior prestígio, entre eles os irmãos Lima e Silva — um deles pai do futuro Duque de Caxias.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

Do auge à saída, em sete marcos

mar 1824Imperador noauge: dissolvee outorga semresistênciadez 1825Começa aguerra contraBuenos Aires1827Derrota emItuzaingómarca odesastremilitarjul 1828Mercenáriosalemães eirlandeses seamotinam noRio1829Banco doBrasil éfechado;papel-moedadesvalorizadomar 1831Cinco dias detumulto e anoite dasgarrafadas7 abr 1831Abdicação emfavor do filhode cinco anosSete anos entre o auge e a saída. A guerra abre o processo em 1825; a rua o encerra em abril de 1831.
Os dois marcos em destaque delimitam o desgaste: a guerra abre o processo em dezembro de 1825, e a abdicação o encerra em abril de 1831.

O que se acumulou, e o desfecho

O QUE SE ACUMULOUO DESFECHOGuerra perdidadesastre militar no Pratae catástrofe financeiraDinheiro que não valecobre emitido, papel-moedaaceito abaixo do nominalAtrito nativistaportuguês no varejo viraalvo dos ataquesExército descontentederrotas e oficiaisportugueses em postos altosCrise de março e abril de 1831cinco dias de tumulto eimpasse ministerialA tropa muda de ladoos irmãos Lima e Silvaaderem à revoltaAbdicação7 de abril de 1831, emfavor do filhoUm trono para uma criançaPedro II tem cinco anosquando o pai parteO outro tronoPedro I vai à Europa disputara coroa portuguesa
Nenhuma das quatro caixas da esquerda derruba um imperador sozinha. O que decide é a primeira caixa da direita: o momento em que a tropa muda de lado.

Quanto valia o dinheiro fora do Rio

Valor impresso na nota100 mil-réisValor aceito em São Paulo57 mil-réisvalor de uma nota de 100 mil-réis, em 1829
A barra destacada mostra o que se recebia por uma nota de 100 mil-réis em São Paulo. Desconto de 43% sobre o próprio dinheiro do país é a definição prática de crise monetária.

Absolutistas e liberais, lado a lado

Os absolutistasDefendem a ordem e a propriedadeGarantia: um imperador fortee respeitadoTemem que a “liberdade excessiva”ponha seus privilégios em riscoAceitam, em nome da ordem, atosimperiais contrários à legalidadeOs liberaisDefendem a mesma ordem e amesma propriedadeGarantia: a liberdade constitucionalPartidários das “novidades”A maior delas: fazer oposição aogoverno e ao próprio monarca
Leia as duas primeiras linhas de cada coluna: elas são quase idênticas. A divergência aparece só no meio — e é sobre o método, não sobre o objetivo.

Mapa mental do assunto

Abdicação7 de abril de 1831A guerraCisplatina e a rebelião de 1825Derrota em Ituzaingó, 1827Nasce o Uruguai independenteA crise financeiraMoedas de cobre e falsificaçãoPapel-moeda a 57% em São PauloBanco do Brasil fechado em 1829A crise políticaAtrito com os portuguesesElite dividida entre dois camposExército descontenteO que decidiuCinco dias de tumulto no RioAdesão dos comandantes militaresAbdicação em favor do filho
O ramo destacado reúne o que decidiu o 7 de abril. Os outros três explicam por que a decisão se tornou possível.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Ponto de partidaem março de 1824 o imperador tinha força para dissolver a Constituinte e outorgar a Carta
Herança territoriala ocupação da Banda Oriental sob a forma artificiosa de Província Cisplatina
Estopim da guerrarebelião de 1825 proclama separação e adesão às Províncias Unidas do Rio da Prata
Início do conflitodezembro de 1825, contra Buenos Aires
DerrotaItuzaingó, em 1827; catástrofe financeira para os dois lados
Pazmediada pela Inglaterra; nasce o Uruguai e garante-se a livre navegação do Prata
Interesse brasileiro na navegaçãoeconômico e geopolítico — era a via principal de acesso a Mato Grosso
Recrutamentotemido e impopular, feito por métodos de pura força
Mercenáriosmotim de alemães e irlandeses no Rio, em julho de 1828; governo recorre a navios ingleses e franceses
Cafévolume exportado cresce na década de 1820, mas os preços caem
Tarifa inglesaprivilégio de 15% sobre a entrada de produtos, depois estendido às demais nações
Banco do Brasilem dificuldades desde 1821, quando o rei retirou o ouro; fechado em 1829
Moedaemissão de cobre gera falsificação e carestia; papel-moeda a 57% do valor nominal em São Paulo, em 1829
Atrito nativistaportugueses controlavam boa parte do varejo e viraram alvo dos ataques
Crise de março de 1831volta fria de Minas, festejos da Coluna do Trono, cinco dias de tumulto e a noite das garrafadas
Desfechoadesão dos irmãos Lima e Silva à revolta e abdicação em 7 de abril de 1831, em favor do filho de cinco anos
Cada linha responde a uma pergunta recorrente sobre a queda do primeiro imperador.

Fontes

  1. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp. Fonte principal deste artigo.
  2. SOUSA, Otávio Tarquínio de. A Vida de Dom Pedro I. Rio de Janeiro: José Olympio.
  3. MOREL, Marco. O Período das Regências (1831–1840). Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
  4. BASILE, Marcello. O Império em Construção. Rio de Janeiro: UFRJ.