A Revolução Francesa
Começou com o rei pedindo dinheiro e a nobreza se recusando a pagar imposto. Terminou com a mais forte monarquia absoluta da Europa desmontada — e com a França mantendo a escravidão nas colônias e negando o voto às mulheres por mais um século e meio.

A tomada da Bastilha, aquarela de Jean-Pierre Houël, 1789 · 1789 · Wikimedia Commons · Public domain
Quem convocou os Estados Gerais em 1789 foi o próprio rei, e o objetivo era criar impostos novos. Como um pedido de dinheiro da coroa terminou com a cabeça do rei numa cesta?
A resposta não começa no povo. Começa numa conta que não fechava — e, logo depois, na recusa da nobreza em ajudar a pagá-la.
A conta que não fechava
A crise econômica que precede a revolução tem duas fontes, e a segunda é irônica o bastante para o próprio livro-texto assinalar. De um lado, os gastos extravagantes do rei. De outro — e a fonte usa a palavra “ironicamente” — o apoio francês à Guerra de Independência dos Estados Unidos.1
Quer dizer: a França quebrou, em parte, financiando uma revolução alheia — e os críticos do absolutismo francês agiam, justamente, inspirados pelo êxito norte-americano.1
Sobre esse chão fiscal veio a fome. Uma série de más colheitas somada à quase falência da Coroa deixou camponeses e pobres urbanos à beira da inanição nos anos 1770. E o que transformou a miséria em política foi o ressentimento com a incapacidade do regime de oferecer alívio, que produziu agitação e motins generalizados.1
Foi então que a Coroa tentou a solução óbvia — e levou a resposta que decidiu tudo. Ao propor um imposto territorial sobre os aristocratas, que até ali eram isentos, o governo enfrentou resistência ampla das elites sociais, relutantes em abrir mão de privilégios tradicionais.1
Guarde a sequência, porque ela inverte a versão escolar: o primeiro grupo a desafiar o rei não foi o povo faminto — foi a nobreza que não queria pagar imposto.
Faltava o terceiro descontentamento, e ele não era de fome nem de privilégio: a classe média em crescimento, ressentida com sua exclusão do poder político, agitava por mudança inspirada na retórica iluminista de direitos e liberdades. Em meados dos anos 1780, as demandas por reforma de um sistema de governo e de hierarquia social antiquado chegaram a um ponto sem retorno.1
Três estados, e a aritmética que explica tudo
A sociedade francesa estava dividida, desde a Idade Média, em três estados — e é a comparação entre quanta gente e quanta terra cada um tinha que dispensa qualquer adjetivo.1
O Primeiro Estado, o clero católico, era menos de 1% da população e detinha cerca de 10% das terras francesas. Era praticamente isento de impostos — e ainda arrecadava, obtendo riqueza substancial dos dízimos, que tomavam um décimo da renda anual, e de taxas impostas à população.1
O Segundo Estado, a nobreza, representava 3% a 4% da população e detinha mais de 30% das terras do país. Também isenta de impostos, dominava os postos administrativos, militares e judiciais mais prestigiosos da burocracia real por força do status aristocrático — não por concurso, não por mérito.1
O Terceiro Estado eram os 95% restantes: camponeses, pobres urbanos, a burguesia — a classe média urbana que vivia de comércio e de profissões liberais — e todos os demais. E o peso dos impostos caía, em larga medida, sobre eles.1
LembrePor que a divisão em três estados é o centro do assunto?
Porque ela é desproporção declarada em lei. Menos de 5% da população — clero e nobreza — detinha mais de 40% das terras e era isento de impostos, enquanto 95% pagavam a conta. Não era desigualdade de fato: era desigualdade de estatuto jurídico.
Havia ainda a instituição que deveria arbitrar tudo isso, e ela estava fora de uso. Os Estados Gerais — assembleia com representantes de nobres, clero e plebeus, a coisa mais próxima de um corpo constitucional que a França tinha — não eram convocados por um monarca francês desde 1614.1
E, quando funcionavam, funcionavam com um vício de origem: cada estado tinha um voto. Como clero e nobreza geralmente partilhavam os mesmos interesses, seus dois votos derrotavam automaticamente qualquer iniciativa do Terceiro Estado. Noventa e cinco por cento da população perdia sempre por dois a um.1
1789: o rei pede dinheiro e perde o controle
Foi em ato de desespero, registra a fonte, que Luís XVI convocou os Estados Gerais em 1789. O que ele levava à mesa era uma reforma radical da economia e a criação de novos impostos.1
O Terceiro Estado respondeu com uma condição: recusou-se a participar enquanto o rei não reformasse o sistema de votação. Seguiu-se o impasse — e o desfecho dele foi o ato fundador da revolução. Com o apoio de muitos membros do clero, o Terceiro Estado reuniu-se separadamente como Assembleia Nacional.1
O gesto tem conteúdo doutrinário preciso: aquela rebelião política reforçava a soberania do povo. Uma parte da assembleia declarava-se a nação, sem autorização de ninguém.1

O Juramento do Jogo da Péla, de Jacques-Louis David · 1790 · Wikimedia Commons · Public domain
A reação real foi militar: o rei reuniu forças com o objetivo de subjugar o povo pela força. E o plano saiu pela culatra.1
O que veio foi uma série de levantes populares em Paris e por todo o país, com três resultados que a fonte enumera: a tomada de locais associados à autoridade real, entre eles a Bastilha, uma fortaleza parisiense; a redistribuição de terras; e a recusa de pagar impostos.1
Repare que a Bastilha é apenas o item mais famoso de três. Os outros dois — terra e tributo — são os que mudam a vida de quem não estava em Paris.
A Declaração — e a Declaração que faltou
Em posição de força, a Assembleia Nacional emitiu a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Ela sustentava direitos naturais como liberdade e propriedade, tal como a Declaração de Independência norte-americana — mas ia além dela em três pontos, ao determinar governo representativo, igualdade perante a lei e liberdade de expressão.12
Para converter aquilo em instituição e reduzir o poder monárquico, a Assembleia criou uma nova constituição em 1791 e encarregou a recém- formada Assembleia Legislativa de governar a França como monarquia constitucional. O rei continuava — com coleira.1

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, 1789 · 1789 · Wikimedia Commons · Public domain
A crítica mais precisa àquele texto veio de dentro da própria revolução. A dramaturga Olympe de Gouges apontou que a Declaração falhava em tratar dos direitos das mulheres — e, em 1791, publicou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, que enfatizava a igualdade entre mulheres e homens e sustentava que elas deveriam ter os mesmos direitos de cidadania.13
Quem empurrava por baixo
Enquanto a assembleia legislava, a pressão vinha de dois grupos que não estavam nela — e ambos se definem por uma peça de roupa ou pela falta de comida.
As mulheres, pela fome. Com a situação econômica piorando, um grupo de mulheres que lutava para alimentar suas famílias organizou uma multidão de milhares para confrontar o rei e exigir providências. Não foi manifestação simbólica: a multidão irada capturou a família real.1
Os sans-culottes, pela roupa. Eram radicais das classes baixa e trabalhadora, e o nome é uma declaração de classe. Culottes eram os calções elegantes usados pela aristocracia, e usá-los significava, na prática, anunciar que não se fazia trabalho manual para viver. Quem não podia pagá-los era, literalmente, sans — “sem” — culotte.1
E foi a fuga que liquidou o que restava da monarquia: o rei perdeu todo o apoio popular que ainda tinha quando ele e a rainha Maria Antonieta tentaram escapar.1
Da monarquia constitucional ao cadafalso
Capturada a família real, a Assembleia Legislativa suspendeu o rei e criou um novo corpo representativo, a Convenção Nacional — que o condenou por traição.1
A Convenção, porém, não era um bloco: reunia grupos revolucionários com opiniões conflitantes sobre o que deveria ser o governo e a sociedade francesa, e vários clubes e organizações políticas defendiam objetivos e caminhos diferentes.1
Fundados em 1789, os jacobinos tornaram-se rapidamente o mais influente desses clubes. O programa era claro — acabar com o reinado de Luís XVI e estabelecer uma república no lugar da monarquia. O problema também: as divergências entre suas facções radicais e moderadas tornavam o consenso difícil.1
As duas facções têm nomes que valem decodificar, porque ambos vêm de geografia — uma de província, outra de mobília. Os girondinos eram a facção moderada dos jacobinos, e alguns vinham da região da Gironda, no sudoeste francês; opunham-se a executar o rei. A Montanha era a facção radical, assim chamada porque seus membros sentavam nos bancos mais altos da Convenção; defendia a pena de morte.1
Realizado o julgamento, a Montanha prevaleceu — e o rei foi executado em janeiro de 1793.1

A execução de Luís XVI, gravura de 1793 · 1793 · Wikimedia Commons · Public domain
O Terror, com as duas metades na mesma frase
Este é o trecho do assunto que mais sofre com resumo, porque ele só faz sentido inteiro.
Depois de declarar inimigos da revolução os que se haviam oposto à execução do rei, a Montanha e seus apoiadores iniciaram, em 1793, um período de repressão violenta conhecido como Terror. À frente do governo provisório — o Comitê de Salvação Pública — ficou, de 1793 a 1794, Maximilien de Robespierre, advogado descrito pela fonte como defensor dos princípios de igualdade.1
Sob o grito de guerra liberté, égalité, fraternité, essa fase radical alcançou muitas reformas progressistas, e a lista precisa ser lida: controle do preço do grão, legalização do divórcio e abolição da escravidão.1
E, na mesma frase, o outro lado. A fase foi inerentemente contraditória, porque dezenas de milhares de pessoas foram arbitrariamente presas ou executadas como meio de silenciar a dissidência.1
Não se trata de dois períodos, nem de dois governos: é o mesmo Comitê, no mesmo ano, fazendo as duas coisas. Quem estuda só a violência não entende por que o Terror teve apoio; quem estuda só as reformas não entende por que ele caiu.

Maximilien Robespierre, retrato de cerca de 1790 · 1790 · Wikimedia Commons · CC0
A queda, o Diretório e o convite
O fim veio por desgaste interno. Divergências entre o Comitê de Salvação Pública e a Convenção sobre políticas religiosas e econômicas apressaram o desfecho, à medida que minguava o apoio às políticas repressivas de Robespierre.1
Em 1794 a oposição o removeu do poder, e o Terror terminou em julho daquele ano, quando seus líderes — inclusive o próprio Robespierre — foram executados na guilhotina.1
A Convenção então desmontou os poderes executivos do Comitê e tentou restaurar a estabilidade com uma constituição em 1795, que criou um conselho executivo de cinco homens: o Diretório.1
Mas o novo governo ficou espremido entre dois inimigos simétricos: de um lado, jacobinos radicais que queriam restaurar o fervor revolucionário do Terror; de outro, facções conservadoras que buscavam restaurar a monarquia. Com fome e dificuldade econômica agravando o conflito entre moderados e radicais, o Diretório tomou a decisão que encerraria a revolução: em 1799, convidou Napoleão Bonaparte — general carismático e implacável — para ajudá-lo a desenvolver um governo mais autoritário e calar as vozes de oposição.1
Vale reter o sujeito da frase. Napoleão não tomou o poder contra a revolução: foi chamado por ela, para fazer exatamente o que fez.
O saldo, com as duas colunas
Depois do fracasso do Terror, a revolução tomou rumo mais conservador e o idealismo revolucionário chegou ao fim. A tradição democrática que emergia na França transformou-se em autoritarismo popular quando Napoleão assumiu o controle.1
O balanço do próprio Napoleão já mistura os sinais. Ele preservou alguns ganhos revolucionários — e restabeleceu a escravidão nas colônias francesas, além de declarar-se imperador em 1804.1
O desfecho militar é conhecido: após campanhas fracassadas movidas pelo desejo de dominar a Europa, entre elas a desastrosa tentativa de invadir a Rússia, abdicou em 1814; voltou, liderou a França novamente e foi derrotado por britânicos e prussianos em Waterloo, na Bélgica, em 1815, sendo então banido e mantido no exílio pelo resto da vida.1
E aí vem o dado que impede a leitura de fracasso total. Com a restauração da monarquia em 1814–1815, a revolução parecia fechar o círculo — mas Luís XVIII, o rei restaurado, não pôde governar como monarca absoluto: teve de reconhecer os novos direitos constitucionais dos súditos de participar do governo e de regular o poder do rei.1
Daí a avaliação da fonte, que é positiva e específica: apesar do breve reinado autocrático de Napoleão, a Revolução Francesa desmontou a fatia desproporcional de poder da nobreza e do clero e derrotou a mais forte monarquia absoluta da Europa.1
A outra coluna é igualmente explícita. Os revolucionários não estabeleceram plenamente a liberdade, a igualdade e a fraternidade que os haviam inspirado.1
As mulheres não receberam muitos dos direitos estendidos aos homens — apesar dos papéis instrumentais que desempenharam na revolução. E o número que fecha o argumento é de outro século: a França foi a última das grandes potências ocidentais a estender o voto às mulheres, em 1944.1
Mais paradoxal ainda, diz a fonte, foi a contradição entre os ideais de liberdade que alimentaram a revolução e, do outro lado, o colonialismo francês em curso, a exploração de trabalho escravo e a discriminação contra pessoas de cor livres. Com uma ressalva cronológica que é preciso registrar com exatidão: exceto por um breve período durante o Terror, a França continuou a sustentar a escravidão em suas colônias.1
O caso concreto é Saint-Domingue, hoje Haiti, onde poucos ou nenhum direito foram estendidos a escravizados ou a pessoas de cor livres depois de 1789. Por isso a conclusão da fonte não é celebratória nem condenatória: o legado da revolução na França foi misto.1
- A crise fiscal tem causa irônica — aos gastos extravagantes do rei somou-se o custo do apoio francês à Guerra de Independência dos Estados Unidos. A França ajudou a financiar uma revolução alheia e quebrou fazendo isso.
- Quem desafiou o rei primeiro foi a nobreza — a tentativa da Coroa de criar um imposto territorial sobre aristocratas até então isentos gerou resistência ampla das elites. O confronto começa por privilégio ameaçado, não por fome.
- A desigualdade era jurídica — clero e nobreza somavam menos de 5% da população, detinham mais de 40% das terras e eram praticamente isentos de impostos. Não era desproporção de fato: era estatuto legal.
- O voto por estado decidia antes de votar — cada estado tinha um voto, e clero e nobreza partilhavam interesses. Os 95% do Terceiro Estado perdiam por dois a um em qualquer matéria — daí a recusa em participar antes da reforma do sistema.
- O Terror tem duas metades inseparáveis — controle do preço do grão, legalização do divórcio e abolição da escravidão convivem, no mesmo governo, com dezenas de milhares de prisões e execuções arbitrárias. A fonte chama a fase de inerentemente contraditória.
- Napoleão foi convidado — o Diretório o chamou em 1799 para desenvolver um governo mais autoritário e calar a oposição. Ele não tomou o poder contra a revolução: foi chamado por ela para fazer o que fez.
Aviso de fonte. A base é o OpenStax World History, em inglês, e o medidor de originalidade do projeto não afere nada contra fonte estrangeira — o cuidado aqui foi de arquitetura: a fonte narra em sequência cronológica contínua, e este artigo entra pela conta fiscal e deixa a aritmética dos três estados fazer o trabalho de explicação.
Ficam de fora, por terem página própria: a Era Napoleônica — aqui Napoleão aparece só como desfecho — e o Iluminismo, que fornece o vocabulário da revolução. E há uma lacuna que não é minha, é do índice do site: a fonte trata a Revolução Haitiana com profundidade — Bois Caïman, Toussaint Louverture, a constituição de 1801, a indenização imposta pela França —, e não existe artigo para ela neste site. Aqui o Haiti entra apenas como limite do caso francês.
Material de estudo
Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.
Vinte e seis anos, e não dez
Cinco por cento da gente, quarenta por cento da terra
Por que 1789, e não antes
A divisão que decidiu a vida do rei
Mapa mental do assunto
Quadro-resumo para revisão rápida
| Item | Dado |
|---|---|
| Causas fiscais | gastos extravagantes do rei e o custo do apoio francês à independência norte-americana |
| Causa social | más colheitas e quase falência da Coroa deixam camponeses e pobres urbanos à beira da fome nos anos 1770 |
| Gatilho institucional | a tentativa de tributar terras aristocráticas, até então isentas, e a recusa das elites |
| Causa política | a classe média, excluída do poder, agita por reforma com o vocabulário iluminista |
| Primeiro Estado | clero: menos de 1% da população, ≈10% das terras, isento e cobrador de dízimos |
| Segundo Estado | nobreza: 3–4% da população, mais de 30% das terras, isenta e dona dos altos cargos |
| Terceiro Estado | 95% da população: camponeses, pobres urbanos e burguesia — pagavam o grosso dos impostos |
| Estados Gerais | não convocados desde 1614; voto por estado, o que dava 2 a 1 contra o Terceiro |
| Assembleia Nacional | 1789: o Terceiro Estado se reúne à parte, com apoio de parte do clero, afirmando a soberania popular |
| Levantes de 1789 | tomada da Bastilha e de outros locais do poder real, redistribuição de terras e recusa de pagar impostos |
| Declaração de 1789 | direitos naturais mais governo representativo, igualdade perante a lei e liberdade de expressão |
| Constituição de 1791 | cria a Assembleia Legislativa e a monarquia constitucional |
| Olympe de Gouges | publica em 1791 a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã |
| Sans-culottes | radicais das classes baixa e trabalhadora; o nome vem de não poderem pagar as culottes da aristocracia |
| Convenção Nacional | suspende o rei e o condena por traição; abriga jacobinos, girondinos e a Montanha |
| Execução do rei | janeiro de 1793, após a Montanha prevalecer sobre os girondinos |
| Terror | 1793–1794; Robespierre à frente do Comitê de Salvação Pública |
| Reformas do Terror | controle do preço do grão, legalização do divórcio e abolição da escravidão |
| Custo do Terror | dezenas de milhares de prisões e execuções arbitrárias para silenciar a dissidência |
| Fim do Terror | julho de 1794: Robespierre e outros líderes executados na guilhotina |
| Diretório | constituição de 1795; conselho executivo de cinco homens |
| Entrada de Napoleão | convidado pelo Diretório em 1799 para tornar o governo mais autoritário |
| Saldo positivo | desmontou o poder desproporcional de nobreza e clero e derrotou a mais forte monarquia absoluta da Europa |
| Saldo negativo | voto feminino só em 1944, o último entre as grandes potências ocidentais; escravidão colonial mantida |
Fontes
- OPENSTAX. World History, Volume 2: from 1400. Houston: Rice University. Seção 7.3. Fonte principal deste artigo — livro-texto universitário em inglês.
- ASSEMBLEIA NACIONAL FRANCESA. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. 1789. Fonte primária.
- GOUGES, Olympe de. Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. 1791. Fonte primária.
- HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções, 1789–1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
- LEFEBVRE, Georges. O Grande Medo de 1789. Rio de Janeiro: Campus.