História Verso
História do Brasil · Estado Getulista

A Constituição de 1934

A primeira Carta brasileira que se meteu na economia, no contrato de trabalho, na escola e na família — copiando o molde da Alemanha de Weimar. E a primeira a criar um título de segurança nacional. Durou três anos.

193414 min de leitura4 fontes
Primeira página da Constituição de 1934 · Assembleia Nacional Constituinte de 1933/1934 · 1934
Primeira página da edição oficial da Constituição promulgada em julho de 1934. Ela vigorou por pouco mais de três anos, até o golpe de novembro de 1937.
Primeira página da Constituição de 1934 · 1934 · Wikimedia Commons · Public domain
Pergunta orientadora

Todas as Constituições brasileiras anteriores tratavam de poderes, competências e garantias — e paravam por aí. A de 1934 abriu três títulos que nenhuma outra tinha: economia e trabalho, escola e família, e segurança nacional. Por que uma Carta passa a se ocupar disso? E por que a mesma Carta que ampliou direitos criou o instrumento que seria usado contra eles?

Uma eleição que mostrou quem mandava nos estados

A decisão veio do governo provisório: constitucionalizar o país, marcando eleições para a Assembleia Nacional Constituinte em maio de 1933.1

A campanha teve um efeito que Fausto registra com atenção — houve impulso na participação popular e na organização partidária. Nasceram muitos partidos nos estados, das tendências mais variadas; alguns com base real, outros sem consistência alguma. Mas há um limite que define a política brasileira da época: partido nacional não se formou. As duas únicas exceções eram os comunistas, que estavam na ilegalidade, e a Ação Integralista.1

O resultado das urnas foi, nas palavras da fonte, uma demonstração da força das elites regionais. No Rio Grande do Sul, a maioria dos eleitos era de Flores da Cunha. Em São Paulo, a Frente Única venceu de forma esmagadora. E, em Minas Gerais, quem elegeu foi o velho governador Olegário Maciel, por meio de seus seguidores. E os “tenentes”, que haviam feito a revolução de três anos antes, saíram das urnas com resultados magros.1

Guarde esse dado, porque ele explica o texto que veio depois: a Constituinte que escreveria a Carta mais avançada em direito social até então era, na sua composição, uma assembleia de forças estaduais tradicionais.

Página 04 do texto de 1934 · Assembleia Nacional Constituinte de 1933/1934 · 1934
Página da edição oficial impressa pela Imprensa Nacional. A Constituinte eleita em maio de 1933 levou meses de debates até promulgar o texto.
Página 04 do texto de 1934 · 1934 · Wikimedia Commons · Public domain

O molde deixou de ser americano

Depois de meses de debates, a Constituinte promulgou o texto em julho de 1934. Na estrutura básica ele se parecia com o de 1891: continuava sendo uma República federativa. Mas trazia vários aspectos novos, que Fausto explica como reflexo das mudanças ocorridas no país.1

E a mudança maior está na referência estrangeira. A primeira Carta republicana havia copiado o desenho norte-americano. Esta olhou para outro lugar: a Constituição de Weimar. Weimar era a república alemã do entreguerras — nasceu com o fim da Primeira Guerra e desapareceu quando o nazismo chegou ao poder.1

A troca de modelo não é detalhe erudito — ela muda o que uma Constituição serve para fazer. No molde liberal, o texto limita o Estado. No molde de Weimar, o texto encarrega o Estado de agir sobre a economia, o trabalho e a educação. Daí saem os três títulos que nenhuma Constituição brasileira anterior tinha: ordem econômica e social; família, educação e cultura; e segurança nacional.1

LembreQual foi o modelo estrangeiro da Constituição de 1934?

A Constituição de Weimar, alemã — e não o modelo norte-americano, que fora a referência de 1891. A troca explica tudo o que vem depois: Weimar é o marco do constitucionalismo social, aquele em que a Carta deixa de apenas organizar poderes e passa a impor tarefas ao Estado em economia, trabalho e educação.

Título I: o Estado entra na economia e no contrato de trabalho

Na parte econômica, Fausto identifica intenções nacionalistas. O texto previa a nacionalização progressiva de três coisas — minas, jazidas minerais e quedas-d’água —, mas não de todas indistintamente: apenas daquelas consideradas básicas ou essenciais à defesa econômica ou militar do país.1

Na parte social, o texto tomou partido em favor de sindicatos plurais e autônomos — decisão que a prática do período contrariaria, e cujo desfecho é assunto do artigo sobre a política trabalhista.1

O que muda quando o molde é Weimar
Vale entender o que a troca de referência significa, porque ela organiza todo o resto. Numa Carta de molde liberal clássico, o texto existe para conter o poder: diz o que o Estado não pode fazer com a liberdade, a propriedade e a vida do cidadão. Weimar inaugura outra ideia — a de que a Constituição também encomenda tarefas ao Estado. Ela passa a dizer o que ele tem de fazer: garantir escola, fixar piso de salário, regular o contrato de trabalho, cuidar do subsolo. É o que se chama de constitucionalismo social, e o Brasil entra nele em 1934.

O texto também mandou a legislação trabalhista existir, e listou o que ela teria de conter no mínimo. Vale ler a lista pensando no que cada item significava para quem trabalhava naquele momento:

  • Indenização para quem fosse despedido sem justa causa.
  • Férias remuneradas e descanso semanal.
  • Um salário mínimo.
  • Regulamentação do trabalho das mulheres e dos menores.
  • Salário igual para trabalho igual: era vedado pagar a menos por estado civil, nacionalidade, sexo ou idade.1

Agora o contraponto, e ele é indispensável. Escrever o mínimo na Constituição não faz o mínimo existir. O salário mínimo estava previsto desde 1934 — e o decreto-lei que efetivamente o instituiu só veio em maio de 1940, já sob outro regime.1 Entre o direito escrito e o direito aplicado passaram-se seis anos.

Questão 01múltipla escolha · sem placar
Sobre o tratamento dado pela Constituição de 1934 à organização sindical e à legislação trabalhista, é correto afirmar que:
  1. Incorreta. Esse modelo é posterior. O texto de 1934 assegurava justamente o contrário: pluralidade e autonomia dos sindicatos.

  2. Incorreta. A Constituição previa que a lei estabeleceria um salário mínimo. O decreto-lei que o instituiu só apareceu em maio de 1940, seis anos depois.

  3. Incorreta. O texto enumerou um conteúdo mínimo que a legislação deveria assegurar, incluindo férias remuneradas, descanso semanal e indenização na despedida sem justa causa.

  4. Correta. É a descrição da fonte. A proibição alcançava diferenças por idade, sexo, nacionalidade ou estado civil.

  5. Incorreta. Ocorreu o oposto: a regulamentação do trabalho das mulheres e dos menores estava entre os mínimos exigidos da legislação.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Título II: a escola e a religião

O segundo título inédito tratava de família, educação e cultura. Dele saíram duas definições que valem por si.

A primeira: o ensino primário passou a ser gratuito e de frequência obrigatória. Numa Constituição que ainda condicionava o voto à alfabetização, tornar a escola primária obrigatória mexe na própria base do eleitorado — a médio prazo, é uma decisão política, não só educacional.1

A segunda: o ensino religioso nas escolas públicas seria de frequência facultativa e ficaria aberto a todas as confissões, e não apenas à católica.1 Note a diferença em relação a 1891, que simplesmente separara Estado e Igreja: aqui a religião volta para dentro da escola pública, porém sem obrigatoriedade e sem exclusividade de uma fé.

Página 07 do texto de 1934 · Assembleia Nacional Constituinte de 1933/1934 · 1934
Página da edição oficial de 1934. Três títulos do texto não tinham equivalente em nenhuma Constituição brasileira anterior.
Página 07 do texto de 1934 · 1934 · Wikimedia Commons · Public domain
Página 10 do texto de 1934 · Assembleia Nacional Constituinte de 1933/1934 · 1934
Página da edição oficial de 1934, impressa pela Imprensa Nacional.
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Título III: a segurança nacional entra na Constituição

É aqui que o assunto fica delicado, e por isso merece precisão. Fausto assinala que o tema da segurança nacional aparecia pela primeira vez num texto constitucional brasileiro.1

Todas as questões relativas a ela passariam pelo Conselho Superior de Segurança Nacional. Vale olhar quem o compunha, porque a composição é o conteúdo. Assentavam-se ali os chefes dos estados-maiores da Marinha e do Exército, ao lado dos ministros — e quem presidia a mesa era o presidente da República.1

No mesmo título, o serviço militar foi declarado obrigatório. Não era regra nova — já existia na Primeira República —, mas, como observa a fonte, ela pouco funcionara na prática.1

O dia seguinte à promulgação

A Carta mal saiu do papel e já produziu seu primeiro efeito político. No dia seguinte à promulgação, ainda em julho de 1934, a Assembleia Nacional Constituinte elegeu Getúlio Vargas presidente da República — por voto indireto, com mandato marcado para terminar em 3 de maio de 1938. Ficava estabelecido que, daí em diante, a eleição presidencial seria direta. Em seguida, a Constituinte se converteu em Congresso ordinário.1

O desfecho todo mundo conhece, e ele cabe numa frase da própria fonte: pouco mais de três anos depois de promulgada a Constituição, o golpe do Estado Novo frustrou a expectativa de que o país passaria a viver sob regime democrático.1 Como se chegou ali — a polarização entre integralistas e a Aliança Nacional Libertadora, a Lei de Segurança Nacional, o Plano Cohen — é assunto do artigo seguinte.

Página 13 do texto de 1934 · Assembleia Nacional Constituinte de 1933/1934 · 1934
Outra página do texto de 1934. Vários dos direitos ali escritos só ganhariam lei própria anos depois — o salário mínimo, apenas em 1940.
Página 13 do texto de 1934 · 1934 · Wikimedia Commons · Public domain

O que ficou de pé, o que ficou no papel

Resolveu a exigência que armara a guerra civil de 1932: o país voltou a ter Constituição votada, e o governo provisório deixou de ser provisório por decreto. E resolveu a ausência do social no texto constitucional — depois de 1934, nenhuma Carta brasileira voltaria a tratar trabalho, economia e educação como matéria de fora.

Adiou a eficácia daquilo que escreveu. Prometer salário mínimo em 1934 e instituí-lo em 1940 mostra a distância entre a promessa constitucional e a norma que a torna exigível. E os sindicatos plurais e autônomos do texto não chegaram a existir como sistema.

E adiou a própria democracia que dizia inaugurar. A Carta que devolveu a legalidade ao país elegeu o presidente por voto indireto, deixando a eleição direta para o futuro — e criou, no seu terceiro título inédito, um conselho de segurança nacional presidido pelo próprio presidente. Três anos depois, quem ocupava esse cargo fechou o regime. Não é que a Constituição tenha causado o golpe; é que ela deixou ferramentas prontas na mão de quem o daria.

Questão 02múltipla escolha · sem placar
A Constituição de 1934 é frequentemente descrita como a primeira Carta social brasileira. Sobre suas inovações e seus limites, é correto afirmar que:
  1. Incorreta. A forma federativa foi mantida: nesse ponto, o texto de 1934 se assemelhava ao de 1891. A novidade está nos três títulos inéditos, não na forma de Estado.

  2. Correta. É a descrição da fonte. A troca do modelo norte-americano pelo alemão é o que explica a entrada do Estado na economia, no trabalho e na educação.

  3. Incorreta. Vargas foi eleito por voto indireto da própria Assembleia Constituinte, com mandato até 3 de maio de 1938. A eleição direta ficou prevista apenas para as seguintes.

  4. Incorreta. A nacionalização prevista era progressiva e alcançava minas, jazidas e quedas-d’água julgadas básicas ou essenciais à defesa econômica ou militar do país.

  5. Incorreta. O ensino religioso era de frequência facultativa e aberto a todas as confissões, e não apenas à católica.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Pontos sensíveis deste artigo
  • O modelo é alemão, não norte-americano — trocar Weimar pelos Estados Unidos é o erro mais comum sobre esse texto, e ele derruba a resposta inteira: é justamente o molde de Weimar que explica por que a Carta passa a tratar de economia, trabalho e escola.
  • Sindicato em 1934 é plural e autônomo — o texto assegurava pluralidade e autonomia sindicais. A unidade sindical, o imposto sindical e a tutela estatal são de outro momento. Projetar para trás a estrutura corporativa consolidada depois é anacronismo.
  • Direito previsto não é direito vigente — o salário mínimo consta do texto de 1934 e só foi instituído por decreto-lei em maio de 1940. Ao responder sobre conquistas sociais dessa Carta, distinguir o que ela previu do que efetivamente vigorou é o que separa uma boa resposta de uma resposta decorada.
  • Vargas não foi eleito pelo voto popular em 1934 — foi eleito por voto indireto da Assembleia Nacional Constituinte, com mandato até maio de 1938. A eleição direta valeria só para as seguintes — que não chegaram a ocorrer.
  • A segurança nacional estreia aqui — o tema aparece pela primeira vez numa Constituição brasileira, com um Conselho Superior presidido pelo presidente da República e integrado por ministros e pelos chefes dos estados-maiores do Exército e da Marinha. Registrar isso não é dizer que a Carta causou o golpe de 1937 — é notar que o instrumento passou a existir.
  • A Constituinte de 1933 era de base estadual — com exceção dos comunistas, na ilegalidade, e da Ação Integralista, não se formaram partidos nacionais. As urnas revelaram a força das elites regionais, e os tenentes tiveram resultados magros — o que ajuda a entender os limites do texto.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

De maio de 1933 a novembro de 1937

1933O governoprovisório decideconstitucionalizaro paísmaio 1933Eleições para aAssembleiaNacionalConstituinte1933-34Meses de debatesna Constituintejulho 1934Promulgação danova Constituiçãojulho 1934Vargas eleito porvoto indireto daprópriaConstituintenov 1937O golpe do EstadoNovo encerra avigência do textoEntre a promulgação e a eleição do presidente passou-se um dia. Entre a promulgação e o golpe, pouco mais de três anos.
Repare na distância entre o quarto e o sexto marco: uma Constituição inteira cabe em pouco mais de três anos. É o texto de vida mais curta entre os que o Brasil chegou a aplicar.

1891 e 1934: dois moldes, duas ideias de Estado

1891 · o molde liberalInspirada no modelo norte-americanoEstado que se abstémTrata de poderes, competências e garantiasNada sobre contrato de trabalhoNada sobre educação ou economiaMulher fora do voto, por silêncio1934 · o molde de WeimarInspirada na Constituição de WeimarEstado que intervém e dirigeGanha três títulos inexistentes antesFixa mínimos de legislação trabalhistaEnsino primário gratuito e obrigatórioVoto feminino já reconhecido
Leia as linhas em pares. A primeira delas comanda todas as outras: trocado o modelo estrangeiro, muda o que se espera que uma Constituição faça.

O que levou à Carta, o que ela instituiu

O QUE LEVOU À CARTAO QUE ELA INSTITUIUPressão por constitucionalizaro governo provisório convocaa Constituinte para maio de 1933Elites regionais fortesas urnas de 1933 elegemos nomes dos estados, não os tenentesConstitucionalismo socialo molde vem de Weimar,não mais dos Estados UnidosConstituição · julho 1934república federativa como em 1891,com três títulos inéditosDireito social escritosalário mínimo, férias, descansoe indenização na despedidaNacionalismo econômiconacionalização progressiva de minase quedas-d’água essenciaisSegurança nacionaltema inédito, com conselhopresidido pelo presidenteVargas presidenteeleito indiretamente pelaprópria Assembleia Constituinte
Repare no último quadro da direita: o presidente que a Carta elegeu indiretamente é o mesmo que fecharia o regime três anos depois. A Constituição não causou o golpe, mas deixou ferramentas prontas.

Mapa mental do assunto

Constituição de 1934julhoOrdem econômica e socialNacionalização progressiva de minas e jazidasQuedas-d’água essenciais à defesaPluralidade e autonomia dos sindicatosMínimos de legislação trabalhistaFamília, educação, culturaEnsino primário gratuitoFrequência obrigatóriaEnsino religioso facultativoAberto a todas as confissõesSegurança nacionalTema inédito nas Cartas brasileirasConselho Superior de Segurança NacionalPresidido pelo presidente da RepúblicaServiço militar obrigatórioErros que a prova cobraO modelo é Weimar, não os EUASindicato aqui é plural e autônomoDireito escrito não é direito aplicadoVargas foi eleito indiretamente
Os três primeiros ramos são exatamente os três títulos inéditos. O ramo destacado reúne os erros que mais aparecem em correção de prova.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Decisão inicialo governo provisório resolve constitucionalizar o país
Eleição da Constituintemaio de 1933
Efeito da campanhaimpulso na participação popular e na organização partidária
Partidossurgem nos estados; não se formam partidos nacionais, salvo comunistas (ilegais) e Ação Integralista
Resultado das urnasforça das elites regionais — Flores da Cunha, Olegário Maciel e a Frente Única paulista
Os tenentesresultados magros; o movimento vinha se desagregando ao longo de 1933
Promulgaçãojulho de 1934, após meses de debates
Semelhança com 1891manteve a República federativa
Modelo inspiradora Constituição de Weimar, da Alemanha entre as guerras
Títulos inéditosordem econômica e social; família, educação e cultura; segurança nacional
Nacionalismo econômiconacionalização progressiva de minas, jazidas e quedas-d’água essenciais à defesa
Sindicatospluralidade e autonomia asseguradas
Mínimos trabalhistassalário mínimo, férias remuneradas, descanso semanal e indenização na despedida sem justa causa
Isonomia salarialvedado pagar a menos pelo mesmo serviço em razão de estado civil, nacionalidade, sexo ou idade
Mulheres e menorestrabalho a ser regulamentado por lei
Destino do salário mínimoprevisto em 1934, instituído por decreto-lei só em maio de 1940
Educaçãoensino primário gratuito e de frequência obrigatória
Ensino religiosofrequência facultativa, aberto a todas as confissões
Segurança nacionaltema inédito em Constituição brasileira
Conselho Superiorreúne os chefes dos estados-maiores da Marinha e do Exército e os ministros, sob presidência do chefe do Executivo
Serviço militarobrigatório — norma já existente na Primeira República, mas pouco aplicada
Imigraçãoquotas de ingresso, que ajudaram a reduzir o fluxo estrangeiro
Voto femininoreconhecido; votar, porém, só era obrigatório para a mulher que ocupasse cargo público remunerado
Representação profissionalprevista no texto; seria suprimida em 1946 como marca de corporativismo
Eleição de Vargasjulho de 1934, por voto indireto da Constituinte, com mandato até 3 de maio de 1938
Eleições seguintesseriam diretas — mas não chegaram a ocorrer
Fim da Constituinteconverteu-se em Congresso ordinário
Vigênciapouco mais de três anos, até o golpe do Estado Novo
O que resolveua exigência de constitucionalização e a ausência do social no texto constitucional
O que adioua eficácia dos direitos que escreveu e a própria eleição direta
Cada linha responde a uma pergunta que a prova costuma fazer sobre a Carta que durou três anos.

Fontes

  1. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp. Fonte principal deste artigo.
  2. BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de julho de 1934.
  3. GOMES, Angela de Castro. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: Editora FGV.
  4. PANDOLFI, Dulce (org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Editora FGV.