História Verso
História do Brasil · Regime Militar

O AI-5 e o governo Costa e Silva

Todos os atos institucionais anteriores traziam data para acabar. O quinto não trazia nenhuma — e foi por isso que a “medida excepcional” de dezembro de 1968 durou dez anos e virou o próprio regime.

196814 min de leitura4 fontes
Primeira página do Ato Institucional nº 5 · autoria não identificada · 13 December 1968
Primeira página do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, no acervo do Gabinete Civil da Presidência. Procure no documento a cláusula que fixa quando ele deixaria de valer: não existe.
Primeira página do Ato Institucional nº 5 · 1968 · Wikimedia Commons · Public domain
Pergunta orientadora

Todo ato institucional anterior trazia data para deixar de valer. O quinto não trazia nenhuma. Quanto tempo durou, então, essa “medida excepcional”?

Dez anos. Editado em dezembro de 1968, o AI-5 só seria revogado no início de 1979. Fausto resume o que ele significou com uma fórmula que vale citar inteira: foi “o instrumento de uma revolução dentro da revolução ou, se quiserem, de uma contra-revolução dentro da contra-revolução”.1

Costa e Silva não era o que se esperava

Convém começar desfazendo uma expectativa. Ele chegara ao cargo como esperança da linha-dura — mas seria erro supor que, no poder, tenha sido instrumento dela. Atento às pressões que vinham da sociedade, o presidente abriu canais com setores moderados da oposição e quis escutar quem discordava.1

Houve até uma frente trabalhista: o governo passou a incentivar que se organizassem sindicatos e a cultivar direções sindicais de sua confiança. Essa política de liberalização, escreve Fausto, acabou atropelada pelos acontecimentos.1

Retrato oficial de Artur da Costa e Silva · Governo do Brasil · 2012-04-10 04:24:00
Retrato oficial de Artur da Costa e Silva, presidente entre 1967 e 1969. Chegou como aposta da linha-dura e começou tentando o oposto do que o fim de seu governo produziria.
Retrato oficial de Artur da Costa e Silva · 2012 · Wikimedia Commons · Public domain

1968 não foi um ano qualquer

A frase é de Fausto, e o quadro que ele desenha é internacional. Em vários países a juventude se rebelou, movida pela ideia de que um mundo diferente era possível. Nos Estados Unidos, o alvo foi a Guerra do Vietnã, com protestos enormes. Na França, uma disputa nascida em torno do sistema de ensino cresceu até ameaçar o governo De Gaulle.1

O programa daquela geração ia além da política institucional: buscava revolucionar todas as áreas do comportamento, com liberação sexual e afirmação da mulher. As formas políticas tradicionais pareciam velharias, e o que se queria era pôr a imaginação no poder.1

No Brasil, esse clima teve efeitos visíveis na cultura e especialmente na música popular, e deu impulso à mobilização social. Fausto acrescenta a ressalva que muda tudo: era árduo pôr a imaginação no poder num país submetido a uma ditadura militar.1

A Frente Ampla: inimigos que se juntaram
A oposição institucional produziu naquele momento uma aliança improvável. Posto de lado pelo regime que ajudara a instalar, Carlos Lacerda aproximou-se de seus adversários históricos, Jango e Juscelino. O encontro foi em Montevidéu, e o programa que a Frente Ampla anunciou tinha dois pontos: redemocratizar o país e afirmar os direitos dos trabalhadores.

A passeata dos 100 mil

O ponto alto da convergência veio no Rio de Janeiro. Em 25 de junho de 1968, a chamada passeata dos 100 mil reuniu não apenas os estudantes, mas também setores representativos da Igreja e a classe média carioca — forças que se empenhavam, juntas, na luta pela democratização.1

Manifestação estudantil contra a ditadura, junho de 1968 · Unknown Unknown · 26 June 1968
Manifestação estudantil contra a ditadura em 26 de junho de 1968, no dia seguinte à passeata. Fotografia do acervo do Correio da Manhã.
Manifestação estudantil contra a ditadura, junho de 1968 · 1968 · Wikimedia Commons · Public domain
Questão 01múltipla escolha · sem placar
Sobre o ano de 1968 no Brasil e o governo Costa e Silva, é correto afirmar que:
  1. Incorreta. Fausto adverte que seria erro supor isso. Ele abriu canais com a oposição moderada, tratou de ouvir os discordantes e estimulou a organização sindical — política que os acontecimentos atropelaram.

  2. Incorreta. Fausto situa o ano num quadro internacional: manifestações contra a Guerra do Vietnã nos Estados Unidos e uma revolta na França que chegou a ameaçar o governo De Gaulle.

  3. Incorreta. É o contrário do que a torna notável: Carlos Lacerda, que apoiara o golpe e fora depois marginalizado, aproximou-se de Jango e Juscelino, seus adversários tradicionais.

  4. Correta. É a descrição correta, e a amplitude da convergência é o dado que importa: a oposição de rua já não se restringia ao movimento estudantil.

  5. Incorreta. Houve as greves de Contagem e de Osasco naquele mesmo ano. A de Osasco, em julho, nasceu de trabalho conjunto entre operários e estudantes.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

As greves, e o que elas custaram

Duas paralisações marcam o ano, e elas não foram iguais. A de Contagem teve caráter até certo ponto espontâneo. Já a de Osasco, em julho de 1968, nasceu de um trabalho conjunto entre trabalhadores e estudantes e teve início na ocupação da Cobrasma.1

O braço de ferro saiu caro. Veio a intervenção do Ministério do Trabalho no Sindicato dos Metalúrgicos, e seu presidente, José Ibraim, viu-se obrigado a entrar na clandestinidade. A fábrica foi desocupada com violência, por pesado aparato militar.1

A luta armada estreia

Foi também em 1968 que os grupos armados realizaram suas primeiras ações. Explodiu uma bomba no consulado americano em São Paulo. Surgiram as chamadas “expropriações” — assaltos para levantar fundos. E a ALN executou uma ação de grande repercussão: o assalto a um trem pagador da Santos–Jundiaí.1

13 de dezembro de 1968

O ato veio no fim do ano, e sua diferença em relação aos anteriores é de natureza, não de grau. Os outros traziam prazo para deixar de valer; este não trazia nenhum. Deixava de ser, portanto, medida excepcional transitória.1

Sobre o habeas corpus, é preciso ser exato. Desde o AI-2, tribunais militares já julgavam civis acusados de crimes contra a segurança nacional. O que o AI-5 fez foi suspender a garantia de habeas corpus para os acusados desses crimes e também de infrações contra a economia popular e contra a ordem econômica e social.1

Página do Ato Institucional nº 5 · autoria não identificada · 13 December 1968
Outra folha do Ato Institucional nº 5. É neste texto que a garantia de habeas corpus deixa de valer para quem for acusado de crime contra a segurança nacional.
Página do Ato Institucional nº 5 · 1968 · Wikimedia Commons · Public domain

Quanto aos demais poderes, há um jeito seguro de medi-los: ler a emenda que o revogou. Quando a emenda constitucional nº 11 entrou em vigor em 1º de janeiro de 1979, o Executivo perdeu quatro poderes de uma vez: decretar recesso do Congresso, derrubar mandatos, afastar servidores por decisão própria e suspender direitos políticos — e o habeas corpus voltou a valer em plenitude. Cada item dessa lista descreve, pelo avesso, o que o AI-5 havia autorizado.1

LembreO que tornava o AI-5 diferente dos atos anteriores?

A ausência de prazo. Os anteriores se apresentavam como exceções transitórias, com data para expirar — o AI-1, por exemplo, expirou ainda em 1964. O quinto não tinha prazo de vigência, e por isso deixou de ser exceção: virou o regime, por dez anos.

O que se instalou a partir dali muda a natureza do Estado. O núcleo militar do poder passou a se concentrar na chamada comunidade de informações — as figuras que comandavam os órgãos de vigilância e repressão. Abriu-se novo ciclo de cassações, de expurgo no funcionalismo e de perda de direitos políticos, atingindo em grande número os professores universitários. Sobre a imprensa e o rádio instalou-se, na prática, a censura. E, na formulação direta de Fausto, “a tortura passou a fazer parte integrante dos métodos de governo”.1

O efeito trágico

Fausto aponta uma consequência que ele próprio classifica como um dos aspectos mais trágicos do episódio: o AI-5 deu razão a quem já defendia a luta armada. Depois dele, o regime não dava sinal de que cederia à pressão social nem de que se reformaria, e caminhava para uma brutalidade cada vez maior.1

O resultado apareceu rápido: as ações armadas se multiplicaram já em 1969. Logo em janeiro daquele ano, o capitão Carlos Lamarca conduziu um grupo de militares que tomou um depósito de armas do Exército, em Quitaúna, nos arredores de São Paulo. E Fausto registra o detalhe que dá a medida da inversão: Lamarca era um oficial que até havia pouco aparecia em revistas ensinando bancários a atirar contra assaltantes.1

Reunião estudantil após a passeata dos 100 mil · Unknown Unknown · 27 June 1968
Reunião estudantil em 27 de junho de 1968, dois dias depois da passeata dos 100 mil. Seis meses depois desta cena, reunir-se assim seria impossível.
Reunião estudantil após a passeata dos 100 mil · 1968 · Wikimedia Commons · Public domain
Questão 02múltipla escolha · sem placar
Sobre o Ato Institucional nº 5, é correto afirmar que:
  1. Incorreta. Isso já ocorria desde o AI-2. A novidade do AI-5 nesse ponto foi suspender a garantia de habeas corpus aos acusados desses crimes.

  2. Correta. É a característica que o distingue de todos os anteriores, e a razão de Fausto o chamar de contra-revolução dentro da contra-revolução.

  3. Incorreta. Continuou em vigor por uma década. Sua revogação veio pela emenda constitucional nº 11, em 1º de janeiro de 1979.

  4. Incorreta. Fausto aponta o efeito oposto e o classifica como um dos aspectos mais trágicos do ato: ele reforçou a tese desses grupos, e as ações armadas se multiplicaram a partir de 1969.

  5. Incorreta. A suspensão do habeas corpus para acusados de crimes contra a segurança nacional e contra a ordem econômica e social é justamente um de seus dispositivos centrais.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

O derrame e a junta

Em agosto de 1969, um derrame deixou Costa e Silva paralisado. Os ministros militares resolveram trocá-lo e, para conseguir isso, passaram por cima da regra constitucional que dava a vaga ao vice-presidente Pedro Aleixo.1

Os motivos da recusa são reveladores. Além de ser civil, Pedro Aleixo carregava o que Fausto chama de grave defeito aos olhos dos ministros: havia se oposto ao AI-5. Por meio de mais um ato — o AI-12, de 31 de agosto de 1969 —, o poder passou em caráter provisório a três ministros militares: Lira Tavares, Augusto Rademaker e Márcio de Sousa e Melo, respectivamente do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.1

Em meados de outubro, com Costa e Silva ainda vivo mas sem possibilidade de recuperação, a junta declarou vagas as duas cadeiras — a de presidente e a de vice — e marcou eleição pelo Congresso para 25 de outubro. O mandato de quem viesse a ser eleito iria de 30 de outubro até 15 de março de 1974.1

E a economia ia bem

Há um contraste que Fausto faz questão de marcar: enquanto o país vivia um de seus períodos políticos mais tenebrosos, o governo colhia êxitos econômicos.1

Reequilibradas as contas por Campos e Bulhões por meio de uma recessão relativamente curta, coube a Delfim Netto estimular o crescimento, facilitando a expansão do crédito e impondo controles de preços para segurar a inflação — que, partindo de 25,4% em 1968, começou a cair. Houve forte recuperação industrial naquele ano, puxada pela automobilística, pelos produtos químicos e pelo material elétrico, enquanto a construção civil se expandia com recursos do Banco Nacional de Habitação.1

Pontos sensíveis deste artigo
  • O que distingue o AI-5 dos outros — não é a dureza, é a ausência de prazo. Os atos anteriores se apresentavam como exceções transitórias; este não tinha data para terminar e durou dez anos, até a emenda nº 11 de 1979.
  • Habeas corpus e tribunal militar são coisas diferentes — o julgamento de civis por tribunais militares em crimes contra a segurança nacional já existia desde o AI-2. O que o AI-5 acrescentou foi a suspensão da garantia de habeas corpus a esses acusados.
  • Costa e Silva tentou liberalizar antes — Fausto adverte que seria erro tratá-lo como simples instrumento da linha-dura: ele abriu canais com a oposição moderada e estimulou a organização sindical. Os acontecimentos de 1968 atropelaram essa política.
  • O ato fortaleceu a luta armada — é o efeito que Fausto classifica como um dos mais trágicos: ao mostrar um regime incapaz de ceder ou se reformar, o AI-5 deu razão a quem defendia a via armada, e as ações se multiplicaram a partir de 1969.
  • Por que Pedro Aleixo foi preterido — porque era civil e porque havia se oposto ao AI-5. A sucessão passou por cima da regra constitucional, por meio do AI-12, de 31 de agosto de 1969.
  • Duas lacunas que este artigo não preenche — o material-fonte não detalha qual episódio serviu de catalisador às manifestações de rua de 1968, e não fornece número total de mortos e desaparecidos do regime. Nos dois casos, registrar a lacuna é mais honesto que completá-la de memória.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

De 1967 a 1979, em sete marcos

1967Costa e Silvatenta pontescom a oposiçãomoderada25 jun 1968Passeata dos100 mil, noRio de Janeirojul 1968Greve deOsasco começana ocupação daCobrasma1968Luta armadafaz suasprimeirasações13 dez 1968AI-5, semprazo devigênciaago 1969Derrame afastaCosta e Silva;junta assume1979Emenda nº 11revoga o AI-5Um ano inteiro de mobilização, e a resposta veio em dezembro — sem prazo para terminar.
Repare no último marco: ele está onze anos depois do quarto. É a distância entre editar uma “medida excepcional” e conseguir revogá-la.

Os atos anteriores e o quinto

Os atos anterioresTraziam prazo de vigênciaApresentados como exceção transitóriaO AI-1 expirou ainda em 1964Mantinham o habeas corpusImprensa relativamente livreExceção com data para acabarO Ato Institucional nº 5Sem prazo de vigênciaDeixa de ser medida transitóriaVigorou até o início de 1979Suspende o habeas corpusCensura na prática instaladaA exceção vira o próprio regime
A diferença decisiva está na primeira linha de cada coluna. Tudo o mais decorre dela: uma exceção sem prazo deixa de ser exceção.

O que antecedeu, e o que o ato produziu

O QUE ANTECEDEUO QUE O ATO PRODUZIURuas de 1968estudantes, Igreja e classemédia convergem no RioGreves operáriasContagem e Osasco levama prova de força ao chão de fábricaPrimeiras ações armadasbomba, “expropriações”e assalto a trem pagadorAI-5 · 13 dez 1968sem prazo de vigência:exceção que virou regimeSem habeas corpuspara acusados de crimecontra a segurança nacionalCensura instaladacontrole prático sobre osmeios de comunicaçãoTortura como métodopassa a integrar osmétodos de governoLuta armada cresceo ato reforça a tese dequem já pegara em armas
A última caixa da direita é a mais dolorosa do assunto: o ato que pretendia liquidar a oposição armada acabou fornecendo o argumento de que ela precisava.

Lendo o AI-5 pela emenda que o revogou

Sob o AI-5, o Executivo podiaSuspender direitos políticosDecretar recesso do CongressoJulgar civis em tribunais militaresDerrubar mandatos parlamentaresNegar habeas corpus a acusadosAfastar servidores por decisão própriaA partir de 1979, com a emenda nº 11Não pode mais fechar o CongressoNão pode cassar mandatosNão pode demitir a seu critérioNão pode privar de direitos políticosHabeas corpus restaurado em plenitudeMas surgem as “salvaguardas”
Este quadro é um truque de método útil: quando um texto de exceção é vago sobre seus poderes, a lei que o revoga costuma listá-los um a um.

Mapa mental do assunto

AI-51968–1979O ano de 1968Passeata dos 100 mil, 25 de junhoGreves de Contagem e OsascoFrente Ampla em MontevidéuO ato13 de dezembro de 1968Sem prazo de vigênciaHabeas corpus suspensoO que se instalouCensura aos meios de comunicaçãoTortura como método de governoComunidade de informações no centroO que a prova erraCosta e Silva tentou liberalizar antesO ato não era transitório: durou dez anosPedro Aleixo foi preterido por se opor
O ramo destacado reúne os três enganos mais frequentes, e o segundo é o que compromete qualquer resposta: tratar o AI-5 como medida passageira.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Postura inicial de Costa e Silvacanais com a oposição moderada e estímulo à organização sindical — política atropelada pelos fatos
Frente AmplaLacerda, Jango e Juscelino reunidos em Montevidéu pela redemocratização
Contexto internacional de 1968protestos contra a Guerra do Vietnã nos EUA e revolta na França que ameaçou De Gaulle
Passeata dos 100 mil25 de junho de 1968, no Rio: estudantes, Igreja e classe média
Greve de Contagemde caráter até certo ponto espontâneo
Greve de Osascojulho de 1968; trabalho conjunto de operários e estudantes, a partir da ocupação da Cobrasma
Desfecho de Osascosindicato sob intervenção, José Ibraim na clandestinidade e fábrica desocupada com violência
Estreia da luta armadabomba no consulado americano, “expropriações” e assalto da ALN ao trem pagador da Santos–Jundiaí
Data do AI-513 de dezembro de 1968
O que o distinguenão tinha prazo de vigência: deixou de ser medida excepcional transitória
Duraçãoaté o início de 1979
Habeas corpussuspenso para crimes contra a segurança nacional e contra a ordem econômica e social
Julgamento de civispor tribunais militares — prática que já existia desde o AI-2
Poderes do Executivosuspender direitos políticos, decretar recesso do Congresso, derrubar mandatos e afastar servidores
O que se instaloucomunidade de informações no centro do poder, censura instalada na prática e a tortura incorporada aos métodos de governo
Efeito sobre a luta armadareforçou a tese dos grupos armados; as ações se multiplicaram a partir de 1969
Lamarca em Quitaúnajaneiro de 1969: toma um depósito de armas do Exército perto de São Paulo
Doença de Costa e Silvaderrame em agosto de 1969; junta assume pelo AI-12, de 31 de agosto
Pedro Aleixo preteridopor ser civil e por ter se oposto ao AI-5
A juntaos ministros das três forças: Lira Tavares, Rademaker e Sousa e Melo
Economia em 1968inflação cede a partir de 25,4%; alta industrial na automobilística, química e material elétrico
Revogaçãoemenda constitucional nº 11, em vigor a partir de 1º de janeiro de 1979
Cada linha responde a uma pergunta que a questão de vestibular costuma fazer sobre 1968 e o AI-5.

Fontes

  1. FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp. Fonte principal deste artigo.
  2. GASPARI, Elio. A Ditadura Escancarada. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
  3. ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO. Brasil: Nunca Mais. Petrópolis: Vozes, 1985.
  4. VENTURA, Zuenir. 1968: o ano que não terminou. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.