História Verso
História Geral · Idade Antiga

China: Zhou, Qin e Han

Em 213 a.C., um ministro propôs queimar todos os livros de história que não fossem os do próprio Estado, e o imperador respondeu com uma palavra: aprovado. Como três dinastias chinesas responderam à mesma pergunta — o que dá a alguém o direito de governar — e por que a resposta dos livros queimados acabou vencendo.

c. 1100 a.C.-220 d.C.12 min de leitura7 fontes
Fileiras de soldados de terracota na fossa 1 do túmulo do Primeiro Imperador, Xi'an · Jmhullot · 2015-04-19 10:44:47
Soldados de barro em fileiras no túmulo do Primeiro Imperador, perto de Xi’an — a antiga Chang’an, capital dos Qin e dos Han. O Estado que mandou queimar os livros deixou, no túmulo do seu soberano, milhares de soldados de barro em formação.
Fileiras de soldados de terracota na fossa 1 do túmulo do Primeiro Imperador, Xi'an · 2015 · Wikimedia Commons · CC BY 3.0
Pergunta orientadora

Por que uma dinastia cai? Para os chineses da Antiguidade a resposta não era “perdeu a guerra”, e sim “perdeu o direito”. Quem dá esse direito, e como se sabe que ele foi perdido?

A pergunta atravessa mil anos de história chinesa e organiza este artigo. Os Zhou formularam uma resposta; a crise do fim da dinastia produziu três propostas rivais; os Qin apostaram em uma delas com uma violência que ficou famosa; e os Han fizeram a escolha que marcaria a China até o século XX.

Como este artigo foi construído
O ponto de partida são documentos de época em traduções hoje livres de direitos — clássicos confucianos, o Tao Te King, o relato de Sima Qian sobre a queima dos livros — e as notas de Paul Halsall, editor do Internet East Asian History Sourcebook, mantido pela Universidade Fordham. Obra de síntese, aqui, não houve. Várias traduções modernas que o próprio Sourcebook indica são protegidas e ficaram de lado, e com elas parte do assunto. Leia o que segue como provisório.

Um aviso sobre as dinastias

Quase todo livro divide a história chinesa por dinastias, e este artigo também o faz. Mas o editor do Sourcebook, ao montar sua cronologia, aponta três problemas no método: ele sugere mudanças onde a vida comum não mudou; sugere continuidades que não existiram — dizer que a queda dos Qing, em 1911, encerrou “mais de dois mil anos de império” esconde transformações profundas; e, por contar a história da elite política, deixa de lado a economia e a agricultura.2 Ele avisa também que as datas mais antigas variam de autor para autor. Para os Zhou, dá duas: começo em 1111 ou em 1027 a.C.2

Para enxergar além da lista de nomes, Halsall resume a periodização do historiador Jacques Gernet, que pensa em formas de poder.2 Entre c. 900 e c. 500 a.C., um sistema de cidades aristocráticas, ligadas por parentesco e culto, ora aliadas, ora rivais. Entre c. 500 e 220 a.C., uma crise dessa sociedade de nobres, resolvida pela criação de um Estado centralizado que suprime os chefes locais e se apoia diretamente no campesinato, fonte de riqueza e de soldados. A partir de 220 a.C., esse Estado se estende pela conquista de todos os antigos reinos.

O Mandato do Céu

A resposta dos Zhou à pergunta inicial está num dos textos mais antigos da tradição, o Shu Jing, ou Clássico da História, que Halsall data do século VI a.C. e reproduz sob o título The Mandate of Heaven.3 O trecho é um conselho dado a um rei jovem pelo ministro Yi Yin.

A lição é uma história de dinastias. Os antigos reis Xia cultivaram a virtude, e não houve calamidades. Seu descendente abandonou o exemplo, e “o grande Céu fez descer calamidades”, usando como instrumento o fundador dos Shang, que substituiu a opressão pela brandura e ganhou o coração de milhões.3 Daí o aviso ao herdeiro, que resume a doutrina inteira: “os caminhos do Céu não são invariáveis: sobre quem faz o bem ele derrama todas as bênçãos, e sobre quem faz o mal, todas as misérias”.3

Duas consequências decorrem daí. A primeira: o trono não é propriedade de uma família; é uma concessão, e se revoga. A segunda, mais perigosa para quem governa: se a dinastia caiu, é porque já tinha perdido a virtude. A vitória do rebelde vira prova de que o Céu estava com ele. O texto lista até os comportamentos que arruínam um Estado — festas e cantoria bêbada no palácio, apego à riqueza e às mulheres, desprezo pelos sábios — e manda marcar a ferro o ministro que não corrigir o soberano.3

LembreSegundo o Shu Jing, por que os Xia perderam o poder?

Porque o descendente dos antigos reis abandonou a virtude, e o Céu mandou calamidades, usando o fundador dos Shang como instrumento. O Céu não garante o trono a uma família: favorece quem governa bem e castiga quem governa mal. É a lógica do Mandato do Céu.

A crise e três respostas

Pela cronologia do editor, os Zhou do Oeste dão lugar aos Zhou do Leste em 771 a.C., e o período final recebe dois nomes: Primaveras e Outonos (722-481 a.C.) e Reinos Combatentes (480-222 a.C.).2 A história dos Han Anteriores, citada por Legge, descreve essa fase como um tempo em que, depois da morte de Confúcio, “verdade e falsidade” também estavam em guerra.5 Da desordem saíram respostas diferentes à pergunta de como governar.

Confúcio: a virtude que se irradia

Confúcio nasceu em 551 a.C. (ou 550, conforme a fonte chinesa seguida) e morreu em 479 a.C., segundo Legge.5 Nos Analectos, a coletânea de suas falas, quem governa pela virtude é comparado à estrela polar, que fica parada enquanto as outras giram em torno dela.4 E o contraste com o governo pela punição é explícito: “se o povo for conduzido por leis e mantido na ordem por castigos, tentará escapar do castigo, mas não terá vergonha; se for conduzido pela virtude e pelas regras do decoro, terá vergonha e, além disso, se tornará bom”.4

Ordem, para Confúcio, é cada um ocupar o próprio papel. Ao duque que lhe pergunta sobre governo, responde que há governo quando o príncipe é príncipe e o ministro é ministro, o pai é pai e o filho é filho. A piedade filial não se reduz a sustentar os pais — cães e cavalos também recebem sustento —, mas exige reverência. E a regra para a vida inteira cabe numa palavra, reciprocidade: não fazer aos outros o que não se quer para si.4

Confúcio ensinando, em imagem atribuída a Wu Daozi (dinastia Tang) · Wu Daozi , 685-758, Tang Dynasty. · 8 th century
Confúcio ensinando, em imagem atribuída a Wu Daozi, pintor da dinastia Tang — mais de mil anos depois do mestre. É o sábio como o império o venerava, não como os discípulos o viram.
Confúcio ensinando, em imagem atribuída a Wu Daozi (dinastia Tang) · 0 · Wikimedia Commons · Public domain

Um século depois, Mêncio, nascido em 372 a.C. segundo a introdução de Wilson, levou a cobrança aos palácios.7 A um rei que culpava o mau ano pela fome, respondeu que isso era como matar um homem a facadas e dizer “não fui eu, foi a arma”; perguntou se havia diferença entre matar com uma espada e matar com medidas de governo; e lembrou que, enquanto os estábulos tinham cavalos gordos, o povo morria de fome nos campos.7

Laozi: governar menos

A segunda resposta vem do Tao Te King, atribuído a Laozi, que o Sourcebook data, com dupla interrogação, do século V a.C.1 Aqui o diagnóstico se inverte: o excesso de governo é a doença. “Quanto mais se exibe a legislação, mais ladrões e salteadores existem”, diz o capítulo 57; e o 75 atribui a fome do povo à multidão de impostos consumidos pelos superiores.6 O ideal descrito no capítulo 80 é um Estado pequeno, de pouca gente, com barcos e armas que ninguém precisa usar.

Qin: uma só autoridade

A terceira resposta venceu primeiro. O Sourcebook agrupa sob o rótulo legalismo os textos de Han Fei, morto em 233 a.C., e a política do Estado de Qin.1 Em 221 a.C., Qin conquistou os demais reinos e criou o primeiro império unificado; seu rei tornou-se Qin Shi Huangdi, o Primeiro Imperador.2

Questão 01múltipla escolha · sem placar
“Se o povo for conduzido por leis e mantido na ordem por castigos, tentará escapar do castigo, mas não terá vergonha.” A frase, dos Analectos de Confúcio, opõe-se mais diretamente a qual proposta da China antiga?
  1. Incorreta. Não há oposição: o Mandato do Céu também faz da virtude o fundamento do poder. Confúcio está no mesmo campo.

  2. Incorreta. O Tao Te King diz o contrário: quanto mais legislação, mais ladrões. Laozi também desconfia do governo pela lei, embora por outro caminho.

  3. Incorreta. A piedade filial é parte da própria doutrina de Confúcio, que pede reverência, e não só sustento, aos pais.

  4. Correta. Correta. O memorial de Li Si, aprovado pelo Primeiro Imperador, é o oposto do governo pela virtude e pelo exemplo: uniformidade imposta pela lei e pelo castigo.

  5. Incorreta. Os Han recolheram e guardaram os clássicos, entre eles a tradição confuciana; não o fizeram para substituir a virtude pela lei.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

213 a.C.: aprovado

O episódio que melhor revela a lógica de Qin está nos Registros Históricos de Sima Qian, num trecho que o sinólogo James Legge traduziu por inteiro.5 Num banquete no palácio de Xianyang, setenta letrados da corte saúdam o imperador. Um ministro o lisonjeia por ter transformado os principados em províncias e distritos. Um letrado protesta: as dinastias antigas davam domínios aos filhos e irmãos do rei, e um governo que não segue o modelo da Antiguidade não dura.

Quem responde é o primeiro-ministro, Li Si. Cada época, diz ele, teve seu sistema; agora as leis e ordens “emanam de uma só autoridade suprema”. O povo deve se dedicar à lavoura, e os letrados, às leis — mas eles estudam a Antiguidade para condenar o presente e espalham murmúrio pelas ruas.5 A proposta vem em seguida: queimar os registros dos historiadores, salvo os de Qin; entregar às autoridades, para o fogo, as cópias dos clássicos de poesia e de história; executar quem discutir esses livros; punir com a morte, junto com os parentes, quem usar o passado para criticar o presente. Quem não queimasse seus livros em trinta dias seria marcado a ferro e mandado trabalhar na muralha por quatro anos. Só escapavam os livros de medicina, de adivinhação e de agricultura.5

A decisão imperial, registra o texto, foi uma palavra: “Aprovado”.5 No ano seguinte, mais de 460 letrados acusados de violar as proibições foram enterrados vivos. O filho mais velho do imperador, Fusu, protestou — e foi mandado para longe, para junto do general que dirigia a construção da grande muralha.5

Qin Shi Huangdi em retrato imaginado de um álbum de imperadores do século XVIII · Unknown (18??–18??) · 18 th century
Qin Shi Huangdi num álbum de retratos imperiais do século XVIII. Ninguém sabe como era seu rosto: a imagem severa é a que a tradição posterior construiu.
Qin Shi Huangdi em retrato imaginado de um álbum de imperadores do século XVIII · 0 · Wikimedia Commons · Public domain
O fogo destruiu tudo? Legge achava que não
Legge não se limitou a traduzir. Lembrou que o édito poupava o livro de adivinhação e as cópias guardadas pelos letrados da corte; que o imperador morreu em 210 a.C., três anos depois da ordem; que o grande incêndio da capital, no saque de 206 a.C., deve ter destruído tanto quanto o édito; e que entre a ordem e a ascensão dos Han passaram só onze anos. Concluiu que o dano “não pode ter chegado perto de uma destruição completa”.5 É uma avaliação de historiador do século XIX, não um fato — mas mostra que o episódio mais famoso da dinastia pede leitura crítica.

Os Han: a dinastia que guardou os livros

O império de Qin durou pouco: a cronologia do editor o encerra em 206 a.C., e os Han governam dali até 220 d.C., com uma interrupção entre 9 e 23 d.C.2 Legge data o reinado do fundador Han de 202 a.C.5 As capitais, Chang’an e Luoyang.

O que os Han fizeram com a herança de Qin aparece no capítulo sobre literatura da história oficial dos Han Anteriores, que Legge também traduziu. Ali, a queima é descrita como uma calamidade imposta “para manter o povo na ignorância” — e a nova dinastia, como a que se dedicou a remediar o mal: recolheu as tiras e tábuas em que se escrevia, abriu caminho para que os livros fossem trazidos e, no tempo do imperador Wu (140-85 a.C.), criou depósitos e nomeou funcionários para copiá-los.5 Vinte e dois anos depois da ordem de Qin, segundo Legge, o édito contra a posse privada de livros foi formalmente revogado.

Os Han mantiveram as províncias e o poder central de Qin, mas reabilitaram os clássicos que Qin tinha mandado queimar. É a combinação que a periodização de Gernet registra: um Estado centralizado que se estende e dura, até que crises internas, a partir de c. 190 d.C., terminam em anarquia política.2

Édito imperial de 61 a.C. em tiras de bambu, dinastia Han, achado na região de Juyan · Tbatb · 2019-11-13 11:53:24
Édito imperial de 61 a.C., da dinastia Han, escrito em oito tiras de bambu e enviado da capital à fronteira. Antes do papel, livros e leis eram isto: tiras amarradas por cordões, que se desfaziam com o tempo.
Édito imperial de 61 a.C. em tiras de bambu, dinastia Han, achado na região de Juyan · 2019 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
Questão 02múltipla escolha · sem placar
Ao traduzir o relato de Sima Qian sobre a queima dos livros ordenada em 213 a.C., o sinólogo James Legge argumentou que o dano às obras antigas “não pode ter chegado perto de uma destruição completa”. Esse argumento se apoia, entre outros pontos, em que:
  1. Incorreta. Não há revogação pelo próprio imperador nas fontes usadas. No ano seguinte, ao contrário, mais de 460 letrados foram enterrados vivos.

  2. Correta. Correta. São os argumentos de Legge: exceções no próprio édito, vigência efetiva curta e o esforço de recuperação dos Han, somados ao fato de que o saque da capital em 206 a.C. também destruiu muito.

  3. Incorreta. Legge afirma o oposto: nenhum crítico chinês tentou desacreditar o relato. O que se discute é a extensão do dano, não a existência do episódio.

  4. Incorreta. Os textos eram escritos em tiras e tábuas de bambu, que, como explica Legge, faziam as vezes do papel.

  5. Incorreta. É o contrário: essas eram as únicas obras poupadas. O alvo eram os registros históricos de outros Estados e os clássicos de poesia e de história.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Pontos sensíveis deste artigo
  • “Céu” não é um deus pessoal à maneira ocidental — no Shu Jing, o Céu concede e retira o favor conforme a virtude do governante. Ler o Mandato do Céu como “direito divino” europeu é anacronismo.
  • A lista de dinastias engana — o próprio editor do Sourcebook adverte que a cronologia dinástica inventa rupturas e continuidades e esconde a economia. Use-a como régua, não como explicação.
  • Datas antigas variam — o início dos Zhou aparece como 1111 ou 1027 a.C.; o começo dos Han, como 206 a.C. (fim dos Qin) ou 202 a.C. (reinado do fundador, em Legge). Nenhuma das duas está errada: medem coisas diferentes.
  • A queima dos livros foi real, a extensão é discutida — o episódio está em Sima Qian e não foi contestado por críticos chineses, segundo Legge; o tamanho do estrago é o que se discute.
  • Os retratos não são do natural — as imagens de Confúcio e do Primeiro Imperador que circulam foram feitas muitos séculos depois. Mostram como a tradição os via.
  • O que este artigo não usou — várias traduções indicadas pelo Sourcebook (Sima Qian por Burton Watson, Han Fei, Ban Zhao) são protegidas por direitos e ficaram de fora. Isso explica as lacunas abaixo.
Onde este artigo para
A base documental usada aqui é forte em ideias políticas e fraca em quase todo o resto. Não se trata dos Shang nem dos ossos oraculares, da economia agrária, da Rota da Seda, do sistema de recrutamento de funcionários dos Han, da escrita e da técnica do período, nem de Ban Zhao e das mulheres letradas — os textos que o Sourcebook indica para esses temas estão em traduções protegidas ou não existem na seção. A muralha aparece só onde a fonte a menciona. Este artigo deve ser ampliado quando houver obra de síntese em domínio público ou licenciada.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

De Zhou ao fim dos Han

1111 ou 1027 a.C.Iníciodos Zhou(as duasdatas doeditor)771 a.C.Zhou doOeste dãolugar aosZhou doLeste551-479 a.C.Vida deConfúcio480-222 a.C.PeríododosReinosCombatentes221 a.C.Qinunifica aChina213 a.C.Ordem dequeimaros livros210 a.C.Morte doPrimeiroImperador206 a.C.Fim dosQin,iníciodos Hanc. 67 d.C.Primeirotextobudistalevado àChina220 d.C.Fim dosHanDatas da cronologia do editor do Sourcebook, que avisa que as mais antigas variam de autor para autor; onde ele dá duas, as duas aparecem. As datas de Confúcio vêm de Legge.
Os marcos destacados são as três viradas do assunto: a crise dos Reinos Combatentes, a unificação de Qin e a troca de dinastia que reabilitou os clássicos.

Virtude ou lei: Confúcio e Li Si

Confúcio: governar pela virtudeO governante é a estrela polarLei e castigo não ensinam vergonhaVirtude e ritos tornam o povo bomCada um no seu papel: pai, filho, súditoO passado é modeloLivros antigos são a escolaLi Si: governar pela lei únicaLeis e ordens saem de uma só autoridadeO povo lavra; o letrado estuda as leisQuem critica o presente desorganizaCada época tem seu próprio sistemaO passado não é modeloLivros antigos vão para o fogo
Leia as linhas em pares. A última é a que decide o destino dos livros — e explica por que os Han, ao escolher a coluna da esquerda, precisaram reconstruí-los.

Mapa mental do assunto

China: Zhou, Qin e Hano direito de governarZhouMandato do Céu: virtude dá o tronoPoder repartido entre principadosReinos Combatentes: criseTrês respostasConfúcio: virtude, ritos, papéisLaozi: governar menosQin: lei única e puniçãoQin e Han221 a.C.: províncias e distritos213 a.C.: livros queimadosHan recolhem e guardam os livrosErros que a prova cobraLer “Céu” como deus pessoalAchar que o fogo destruiu tudoTomar a lista de dinastias como história
O ramo destacado reúne os enganos mais comuns. Os três nascem de ler a China antiga com categorias que não são dela.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Zhouinício em 1111 ou 1027 a.C.; do Oeste até 771, do Leste até 221 a.C.
Mandato do Céuo Céu favorece o governante virtuoso e castiga o mau; a dinastia que cai perdeu a virtude
Primaveras e Outonos722-481 a.C.
Reinos Combatentes480-222 a.C.; crise da sociedade aristocrática
Confúcio551 (ou 550)-479 a.C.; virtude, decoro, papéis, piedade filial, reciprocidade
Mêncionascido em 372 a.C.; o governo que deixa o povo morrer de fome também mata
Laozidata incerta; mais leis, mais ladrões; impostos causam fome
Legalismorótulo do Sourcebook para Han Fei (m. 233 a.C.) e a política de Qin
Unificação221 a.C.: Qin conquista os reinos e os transforma em províncias e distritos
Queima dos livros213 a.C., proposta de Li Si; poupados medicina, adivinhação e agricultura
Letradosmais de 460 enterrados vivos no ano seguinte
Muralhadestino dos que não queimassem os livros: quatro anos de trabalho
Fim de Qinimperador morre em 210 a.C.; dinastia cai em 206 a.C.
Han206 a.C.-220 d.C., com interrupção entre 9 e 23 d.C.; capitais Chang’an e Luoyang
Política dos livrosrecolhidos e copiados; depósitos sob o imperador Wu (140-85 a.C.)
Budismoprimeiro texto levado à China c. 67 d.C.
Cada linha responde a uma pergunta frequente sobre a China antiga, com a origem do dado quando ela importa.

Fontes

  1. HALSALL, Paul (ed.). Internet East Asian History Sourcebook. Fordham University. sourcebooks.fordham.edu/halsall/eastasia/eastasiasbook.asp. Introdução e cabeçalhos do editor. Fonte principal deste artigo.
  2. HALSALL, Paul. “A Brief Chinese Chronology”, com a periodização resumida de Jacques Gernet, A History of Chinese Civilization (1982). Página do editor do Sourcebook (Brooklyn College, via Internet Archive), chron.html.
  3. Shu Jing (Clássico da História): “The Mandate of Heaven”. Trad. James Legge, The Sacred Books of the East, vol. 3 (Oxford, 1879). Em página de P. Halsall (Brooklyn College, via Internet Archive), shu-jing.html. Usado só o texto de Legge.
  4. CONFÚCIO. The Analects. Trad. James Legge (The Chinese Classics). Project Gutenberg, e-book nº 3330.
  5. LEGGE, James. The Chinese Classics — Prolegomena, com a tradução do relato de Sima Qian sobre a queima dos livros (213 a.C.) e o capítulo de literatura da história dos Han Anteriores. Project Gutenberg, e-book nº 2941. Avaliação crítica de Legge atribuída no texto.
  6. LAOZI. The Tao Teh King. Trad. James Legge. Project Gutenberg, e-book nº 216.
  7. MÊNCIO. The Sayings of Mencius. Trad. James Legge. In: WILSON, Epiphanius (ed.). Chinese Literature. Nova York: Colonial Press, 1900. Project Gutenberg, e-book nº 10056. Introdução de Wilson atribuída no texto.