História Verso
História Geral · Idade Antiga

Pérsia: o império aquemênida

Vinte satrapias, uma estrada de noventa dias, cartas escritas na língua de cada povo e um rei que mandou gravar numa rocha que não estava mentindo. Como os persas governaram do Egito à Índia, contado por quem os admirava, por quem os temia e por eles mesmos.

c. 560-330 a.C.12 min de leitura8 fontes
Relevo de Behistun: Dario pisa o usurpador derrotado, reinado de Dario I · Patrick C, known as dynamomosquito on Flickr, and Pentocelo on this project · 2019-01-20 07:54:43
No rochedo de Behistun, Dario apoia o pé sobre um homem caído — o usurpador que, segundo a inscrição gravada em volta, se fez passar por filho de Ciro. Imagem e texto contam a mesma coisa: este rei é legítimo.
Relevo de Behistun: Dario pisa o usurpador derrotado, reinado de Dario I · 2019 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0
Pergunta orientadora

Um rei persa mandava suas ordens “a cada província segundo a sua escrita, e a cada povo segundo a sua língua”, de acordo com o livro de Ester.7 Do Egito à Índia, como se mantinha unido um império em que ninguém falava a mesma língua?

Os persas responderam a essa pergunta com quatro instrumentos: uma forma de justificar o poder diante de povos com deuses diferentes, um tributo calculado, uma estrada e uma dose deliberada de tolerância. Antes de ver cada um, é preciso saber quem está contando a história.

Como este artigo foi construído
Este texto foi montado diretamente sobre documentos de época — Heródoto, o cilindro de Ciro, a inscrição de Behistun, trechos bíblicos — e sobre as notas do editor do Internet Ancient History Sourcebook, da Universidade Fordham. Não há obra de síntese por trás dele. É, por isso, mais provisório que um artigo apoiado em historiografia consolidada.

Quem conta a história da Pérsia

Duas vozes dominam o que chegou até nós por escrito, e nenhuma é neutra. A primeira é grega: Heródoto, que viveu de c. 490 a c. 425 a.C.1 e escreveu sobre um império que os gregos haviam enfrentado em guerra. A segunda é a dos próprios reis persas, que gravavam em argila e em pedra a versão oficial de seus feitos.

Heródoto, ao menos, mostra as costuras. Ao narrar a morte de Ciro, admite que havia muitas versões e que escolheu a que lhe pareceu mais digna de crédito.3 Os reis não fazem isso. É desse cruzamento entre o olhar de fora e a propaganda de dentro que sai o retrato do império.

Ciro: conquistar sem apagar

Segundo Heródoto, os persas eram um povo de muitas tribos, e Ciro reuniu as principais para que se revoltassem contra os medos, que então os dominavam. A família real, os aquemênidas, era um clã da tribo mais nobre, a dos pasárgadas.3 O editor do Sourcebook data o início do reinado de Ciro em 560 ou 559 a.C.1

Em 539 a.C., Ciro tomou Babilônia. Heródoto conta que, depois de um cerco sem progresso, ele desviou o Eufrates para uma antiga bacia, e seus soldados entraram pelo leito do rio com a água na altura da coxa; no centro da cidade, que era imensa, a população seguia em festa sem saber que a periferia tinha caído.3

O que Ciro fez depois é o que o distingue. No cilindro de argila redigido em seu nome, ele se apresenta como “rei legítimo, rei de Babilônia, rei da Suméria e da Acádia”, descendente de uma família que sempre reinou, e diz ter entrado na cidade “como amigo”. Afirma que o próprio Marduk, deus de Babilônia, fez os babilônios o amarem. E descreve a política: devolveu as imagens dos deuses a cidades cujos santuários estavam em ruínas e reconduziu os antigos habitantes às suas casas.4

Cilindro de Ciro, Babilônia, c. 539-530 a.C. · Unknown artist Unknown artist · 2007-08-22 22:42:18
O cilindro de Ciro, escrito em cuneiforme babilônico depois da tomada de Babilônia. O conquistador persa fala a língua política dos vencidos: invoca Marduk, não um deus persa.
Cilindro de Ciro, Babilônia, c. 539-530 a.C. · 2007 · Wikimedia Commons · CC BY 2.5

Repare no detalhe: um rei persa invocando o deus dos vencidos, na escrita dos vencidos. Do lado hebreu, o livro de Isaías chegou a chamar Ciro de “ungido” do Senhor.7 Dois povos, dois deuses, a mesma conclusão: o conquistador tinha sido enviado pelo deus deles. Era essa a vantagem da política.

Ciro morreu depois de 29 anos de reinado. Na versão que Heródoto preferiu, caiu em batalha contra os massagetas, povo de pastores governado por uma rainha, Tômiris, que mandou mergulhar a cabeça dele num odre de sangue.3 Seu filho Cambises levou a conquista ao Egito.25

LembrePor que Ciro se apresentava como escolhido de Marduk, e não de um deus persa?

Porque falava aos babilônios. Apresentar-se como rei legítimo escolhido pelo deus da cidade, devolver as imagens dos deuses e os habitantes deslocados transformava a conquista em restauração. O mesmo raciocínio aparece no lado hebreu, que viu Ciro como ungido do seu próprio Deus.

Dario e a Mentira

A sucessão de Cambises terminou em crise, e ela chegou até nós em duas versões que vale ler juntas. A primeira foi gravada por Dario num rochedo em Behistun, no texto que o editor do Sourcebook aponta como peça-chave para a decifração moderna do cuneiforme.1

Ali, Dario conta que Cambises havia matado o irmão, Bardiya, em segredo, e partido para o Egito. Na ausência dele, “a Mentira” se espalhou pelas províncias, e um mago chamado Gaumata se apresentou ao povo dizendo “eu sou Bardiya, filho de Ciro”. Ninguém ousava enfrentá-lo até que Dario, “com poucos homens”, o matou. Seguiram-se revoltas em várias províncias — cada rebelde, diz o texto, “mentiu” — e nove reis foram capturados.5

O fecho da inscrição é revelador. Dario aconselha o rei futuro a se proteger da Mentira e se dirige a quem lê: “tu que examinares esta inscrição no futuro, que ela te convença do que foi feito por mim; não a tomes por mentira”.5 Quem precisa jurar que não mente, em pedra, sabe que a própria versão pode ser contestada.

A segunda versão é grega. Heródoto descreve sete nobres que, depois de derrubar o mago, debatem a melhor forma de governo: Otanes defende o governo do povo, com cargos por sorteio e magistrados que prestam contas; Megabizo, uma oligarquia; Dario, a monarquia. Quatro votam com Dario, e o rei é escolhido pelo cavalo que relinchar primeiro ao nascer do sol — prova que um cavalariço esperto arranjou em favor do patrão.2 O próprio Heródoto registra que muitos gregos não acreditavam naquele debate.2 Ele diz mais sobre as discussões gregas do que sobre a corte persa.

A máquina: satrapias, tributo e estrada

Firme no trono, segundo Heródoto, Dario dividiu o império em vinte governos, que os persas chamavam de satrapias, cada um com seu governador e um tributo fixo. Antes dele, sob Ciro e Cambises, não havia valor estabelecido: os povos levavam presentes. Por isso, conta Heródoto, os persas diziam que Ciro foi um pai, Cambises, um senhor, e Dario, um negociante — que tirava lucro de tudo.2

A lista de Heródoto mostra o peso de cada região. A satrapia de Babilônia e Assíria pagava mil talentos de prata e quinhentos meninos eunucos; o Egito, setecentos, além de trigo para os 120 mil persas aquartelados em Mênfis. A Índia pagava em ouro em pó, e mais que qualquer outra. A própria Pérsia não pagava nada. Fora das satrapias, alguns povos levavam presentes regulares — entre eles os etíopes vizinhos do Egito, que entregavam a cada três anos ouro, ébano, cinco meninos e vinte presas de elefante.2

Relevo das delegações, Persépolis · No machine-readable author provided. Pentocelo~commonswiki assumed (based on copyright claims). · 11 November 2006 (original upload date)
Relevo das delegações em Persépolis: filas de homens com trajes diferentes, cada uma levando seus presentes. É a lista de tributos de Heródoto em forma de pedra.
Relevo das delegações, Persépolis · 2006 · Wikimedia Commons · Public domain

Para cobrar e mandar, era preciso chegar. Heródoto descreve a estrada real entre Sardes e Susa: 111 estações com pousadas, terra habitada e segura, postos de guarda nas travessias de rios. No ritmo de um viajante, eram noventa dias de caminho.6 As ordens andavam bem mais depressa. Cavalos e homens ficavam postados a cada dia de percurso, e a mensagem passava de um para outro como uma tocha numa corrida de revezamento; “nem neve, nem chuva, nem calor, nem a escuridão da noite” os impediam, escreveu ele.6

Questão 01múltipla escolha · sem placar
Segundo Heródoto, os persas diziam que Ciro fora um pai, Cambises um senhor e Dario um negociante, porque Dario tirava lucro de tudo. Considerando as medidas que o mesmo autor atribui a Dario, essa fama se explica principalmente pelo fato de ele ter:
  1. Incorreta. É o contrário. Os presentes voluntários eram o regime de Ciro e de Cambises; Dario os substituiu por tributo fixo.

  2. Incorreta. Heródoto diz que a Pérsia era a única terra isenta de imposto. O peso caía sobre os povos conquistados.

  3. Incorreta. Heródoto afirma que os persas nem sequer tinham praças de mercado. A fama de negociante vem da cobrança, não do comércio.

  4. Incorreta. As fontes mostram o oposto: as ordens reais iam a cada povo na sua língua e na sua escrita, segundo o livro de Ester.

  5. Correta. É a explicação de Heródoto. A troca do presente pelo tributo calculado transformou a relação com os súditos — e deu a Dario a fama de quem fazia conta de tudo.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Tolerância ou cálculo?

É comum ler a política persa como tolerância, e há documentos para isso. Heródoto observa que nenhum povo adotava costumes estrangeiros com tanta facilidade: os persas vestiam a roupa dos medos e iam à guerra com a couraça egípcia.3 O cilindro devolve deuses aos santuários, e o livro de Esdras atribui a Ciro a ordem de reconstruir o Templo de Jerusalém.4

Mas os mesmos documentos permitem outra leitura. Devolver deuses e habitantes era um modo barato de obter lealdade de quem pagava tributo. E a tolerância tinha limite no topo. Heródoto conta que, quando Cambises quis casar com a própria irmã, os juízes reais — cargo vitalício, intérpretes das leis antigas — responderam que nenhuma lei o permitia, mas que havia outra lei: o rei podia fazer o que quisesse.7 O editor do Sourcebook põe a palavra “despotismo” entre aspas ao reunir esses relatos — sinal de que o rótulo é o do olhar grego.7

As duas leituras convivem. A pergunta útil não é se os persas eram “bons”, mas o que a diversidade rendia ao império — e a resposta das fontes é: obediência a um custo menor que o da força.

A religião do rei

Na inscrição de Behistun, Dario repete que é rei “pela graça de Auramazda” — o deus que, diz ele, lhe deu o reino e o ajudou em cada batalha.5 Heródoto, de fora, notou que os persas não faziam imagens dos deuses, nem templos, nem altares; subiam aos montes para sacrificar ao céu, ao sol, à lua, ao fogo e à água, e nenhum sacrifício era válido sem a presença de um mago. Quem sacrificava não podia pedir só para si: pedia pelo rei e por todos os persas.3

Há um fio que liga esses textos: a verdade. Heródoto diz que os meninos persas aprendiam, dos cinco aos vinte anos, só três coisas — montar, atirar com arco e dizer a verdade — e que mentir era, para eles, a pior das vergonhas.3 Dario, em Behistun, chama os rebeldes de mentirosos e trata a Mentira quase como uma força; o tradutor de 1908, H. C. Tolman, anota que a palavra é a personificação do Engano.5 O credo zoroastriano reproduzido no Sourcebook declara fidelidade a Ahura Mazda e se compromete com o bom pensamento, a boa palavra e a boa ação.8

Friso dos arqueiros do palácio de Dario em Susa, c. 510 a.C. · Unknown artist Unknown artist · 2007-01-04 15:11:37
Guardas em tijolo vitrificado do palácio de Dario em Susa, c. 510 a.C. Susa era o ponto final da estrada real descrita por Heródoto.
Friso dos arqueiros do palácio de Dario em Susa, c. 510 a.C. · 2007 · Wikimedia Commons · Public domain
Questão 02múltipla escolha · sem placar
No cilindro redigido em seu nome após a tomada de Babilônia, em 539 a.C., Ciro se apresenta como rei legítimo escolhido pelo deus babilônico Marduk e afirma ter devolvido imagens de deuses e antigos habitantes às suas cidades. A leitura crítica desse documento permite afirmar que:
  1. Incorreta. O cilindro não cita os judeus. A ligação com o retorno a Jerusalém vem do livro de Esdras e do título dado ao documento pelo editor moderno.

  2. Incorreta. O texto faz o contrário: Ciro invoca Marduk e diz cultuá-lo diariamente. Auramazda aparece nas inscrições de Dario, não no cilindro.

  3. Correta. É a leitura crítica. A devolução de deuses e habitantes foi política efetiva, mas o texto foi escrito para legitimar o conquistador junto aos babilônios.

  4. Incorreta. Ser “amado” por vontade de Marduk é fórmula de legitimação monárquica. Nada no texto sugere governo do povo.

  5. Incorreta. O cilindro foi redigido em cuneiforme babilônico, em nome do próprio Ciro. Os gregos, como Heródoto, são outra fonte.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Pontos sensíveis deste artigo
  • Base em documentos, não em síntese — o artigo foi construído sobre fontes primárias e notas de editor. É mais provisório que um artigo apoiado em obra de síntese.
  • Fontes interessadas dos dois lados — Heródoto escreve como grego, sobre um inimigo; o cilindro e Behistun são propaganda real. Nenhuma das duas vozes é neutra, e o artigo as cruza em vez de escolher uma.
  • O cilindro não cita os judeus — a política que ele descreve é geral. O vínculo com o retorno a Jerusalém vem de Esdras e da forma como o editor agrupa os textos.
  • Tolerância não é bondade — devolver deuses e respeitar línguas rendia lealdade a baixo custo. A mesma monarquia tinha juízes que reconheciam que o rei podia fazer o que quisesse.
  • Datas com duas possibilidades — o editor dá 560 ou 559 a.C. para o início de Ciro, e 522 ou 521 a.C. para o de Dario. O artigo mantém as duas em vez de escolher.
  • Religião dos reis — Dario invoca Auramazda, e o credo zoroastriano invoca Ahura Mazda. As fontes lidas não permitem afirmar em que medida os reis aquemênidas seguiam a doutrina de Zaratustra.
Onde este artigo para
Ficam de fora: as Guerras Médicas contra as cidades gregas e a conquista por Alexandre, que encerra a dinastia em 330 a.C. — ambas no artigo sobre a Grécia; a história de Xerxes e dos reis seguintes; a arquitetura de Persépolis, que aparece aqui só em imagem; a vida de Zaratustra e a história do zoroastrismo; e o exílio dos judeus, tratado no artigo sobre os hebreus. Os documentos lidos não sustentam números de população nem de exército.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

Dois séculos de um império

c. 560/559 a.C.Ciro assume;persas serevoltamcontra osmedos539 a.C.Ciro tomaBabilônia529 a.C.Morte de Ciro,após 29 anosde reinadoapós 529 a.C.Cambises levaa conquista aoEgito522/521 a.C.Dario mata o“falsoBardiya” e éaclamadoreinado de Dario20 satrapias,tributo fixo,estrada real330 a.C.Fim dadinastiaaquemênidaDatas do editor do Sourcebook, que dá dois anos possíveis para o começo de Ciro e de Dario. O fim da dinastia, em 330 a.C., é assunto do artigo sobre a Grécia.
Os três marcos destacados — revolta contra os medos, tomada de Babilônia e ascensão de Dario — são os que organizam a construção do império.

O peso de cada satrapia

Babilônia e Assíria1.000Egito e Líbia700Lídia e Mísia500Cilícia500 + 360 cavalosJônia e vizinhos400tributo anual em talentos babilônicos de prata, segundo Heródoto (III.90-92)
Babilônia pagava o dobro do Egito e, segundo Heródoto, alimentava o rei durante quatro meses do ano. A Índia, que pagava em ouro, não cabe na mesma escala.

Como Dario chegou ao trono, em duas versões

Dario, em BehistunOito antepassados foram reis antes deleUm mago, Gaumata, fingiu ser BardiyaA “Mentira” tomou as provínciasDario, com poucos homens, o matouAuramazda lhe deu o reinoHeródoto, livro IIISete nobres conspiram contra o magoDebatem democracia, oligarquia, monarquiaQuatro votam pela monarquiaO rei sai do cavalo que relinchar primeiroUm cavalariço esperto garante Dario
As duas concordam que houve um mago no trono e que Dario o derrubou com outros nobres. Todo o resto é escolha de quem conta.

Mapa mental do assunto

Império aquemênidac. 560 a 330 a.C.LegitimidadeCiro: escolhido por MardukDario: escolhido por AuramazdaBehistun: “não é mentira”Administração20 satrapias com governadorTributo fixo em prata e ouroEstrada real e mensageirosDiversidadeCartas na língua de cada povoDeuses devolvidos às cidadesPersas adotam costumes alheiosErros que a prova cobraVer a Pérsia só pelo olho gregoTomar tolerância por generosidadeAchar que o cilindro cita os judeus
Os três primeiros ramos respondem à pergunta do artigo: como se mantém unido um império de muitas línguas. O ramo destacado reúne os atalhos que a prova costuma explorar.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Dinastiaaquemênidas, clã da tribo dos pasárgadas; c. 560-330 a.C.
Origem do impérioCiro lidera a revolta persa contra os medos
Ciror. 560/559-529 a.C.; toma Babilônia em 539 a.C.; morre em guerra contra os massagetas
Cilindro de Cirorei legítimo escolhido por Marduk; devolve deuses e habitantes; não cita os judeus
Cambisesleva a conquista ao Egito
Dario Ir. 522/521-486 a.C.; Behistun: derrota o mago Gaumata e a “Mentira”
Versão gregaHeródoto: debate sobre democracia, oligarquia e monarquia; escolha pelo cavalo
Satrapias20 governos com governador e tributo fixo
TributoBabilônia 1.000 talentos de prata; Egito 700; Índia, a maior, em ouro; Pérsia isenta
ApelidosCiro, pai; Cambises, senhor; Dario, negociante
Estrada realSardes a Susa: 111 estações, 90 dias de viagem; mensageiros em revezamento
Línguasordens enviadas a cada povo na sua língua e escrita (Ester 1)
Limite da tolerânciajuízes reais: “o rei pode fazer o que quiser”
ReligiãoAuramazda nas inscrições; sem templos nem imagens, segundo Heródoto; magos
Valor centrala verdade; a Mentira como inimiga, em Heródoto e em Behistun
Datas segundo o editor do Sourcebook; números segundo Heródoto, que escrevia de fora e um século depois de Ciro.

Fontes

  1. HALSALL, Paul (ed.). Internet Ancient History Sourcebook: Persia. Fordham University. sourcebooks.fordham.edu/halsall/ancient/asbook05.asp. Notas do editor sobre datas e sobre Behistun. Fonte principal deste artigo.
  2. HERÓDOTO. História, III.80-97: “The Persians Reject Democracy / Darius’ State Organization”. Trad. George Rawlinson (1862). In: Internet Ancient History Sourcebook, herodotus-persdemo.asp.
  3. HERÓDOTO. “On the Customs of the Persians”. Trad. Rawlinson, via W. S. Davis (1912). In: Internet Ancient History Sourcebook, herodotus-persians.asp; e “Queen Tomyris”, I.201-214, tomyris.asp; e I.188-192 sobre a tomada de Babilônia, greek-babylon.asp.
  4. Kurash (Cyrus) the Great: The Decree of Return for the Jews, 539 BCE: cilindro de Ciro. In: Internet Ancient History Sourcebook, 539cyrus1.asp. Tradução sem indicação de tradutor.
  5. DARIO I. Inscrição de Behistun. In: TOLMAN, Herbert Cushing. The Behistan Inscription of King Darius. Nashville: Vanderbilt University, 1908. Internet Archive, behistaninscript00daririch (indicado pelo Sourcebook).
  6. HERÓDOTO. The History of Herodotus, vol. 2, V.52-54 e VIII.98. Trad. G. C. Macaulay. Project Gutenberg, e-book nº 2456.
  7. Accounts of Persian “Despotism” and Law: Heródoto III.31 e Ester 1. In: Internet Ancient History Sourcebook, persianlaw.asp; versículos de Ester e Isaías citados pela King James Version, Project Gutenberg, e-book nº 10.
  8. The Zoroastrian Creed. In: Internet Ancient History Sourcebook, zoroastriancreed.asp (texto do Avesta Web Server).