Grécia: pólis, democracia e filosofia
Péricles disse que Atenas se chamava democracia porque era governada pelos muitos, e não pelos poucos. Um crítico da mesma época respondeu que era governada pelos remadores pobres da frota. Os dois tinham razão — e nenhum dos dois contava as mulheres, os escravos e os estrangeiros.

Óstracos com o nome de Temístocles, Museu da Ágora de Atenas · 2008 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
No primeiro inverno da Guerra do Peloponeso, iniciada em 431 a.C., Péricles disse diante dos mortos de guerra que Atenas se chamava democracia porque era governada pelos muitos. Quantos eram, de fato, esses muitos — e quem ficava do lado de fora da conta?
A pergunta parece de aritmética, mas é a chave do assunto. Nenhum dos autores gregos lidos para este artigo defende que todo morador de uma cidade deva decidir sobre ela. O que separava Atenas de Esparta, e as duas de outras cidades, era onde cada uma traçava a linha. Este artigo segue essa linha.
Este artigo foi montado sobre documentos da própria época — Aristóteles, Tucídides, Xenofonte, Heródoto, Platão — e sobre as notas do editor do Internet Ancient History Sourcebook, da Universidade Fordham. Não se apoia em livro de síntese escrito por historiador atual. Por isso é mais provisório que um artigo baseado em historiografia: os autores antigos tinham lado, e vários deles detestavam a democracia que descreviam.
O que era uma pólis
Pólis costuma ser traduzida por cidade-Estado. O essencial está na ideia de autonomia: cada pólis tinha leis e governo próprios, e o mundo grego era feito de muitas delas, sem capital comum — Atenas e Esparta eram duas entre várias.
Aristóteles, no século IV a.C., explicou a origem da pólis por etapas: a família junta-se em aldeia, as aldeias juntam-se numa comunidade capaz de se bastar, e essa comunidade nasce para garantir a vida, mas continua existindo para garantir a vida boa. Daí a frase mais conhecida dele: “o homem é por natureza um animal político”. Quem vive fora de uma pólis, completa o filósofo, ou é fera, ou é deus.5
Na mesma página, porém, Aristóteles registra o outro lado do conceito. Cita poetas segundo os quais convém que gregos governem bárbaros, “como se bárbaro e escravo fossem por natureza a mesma coisa”.5 A pólis era uma ideia de liberdade com fronteira bem marcada — e a fronteira passava entre gregos e não gregos.
Atenas: três crises, três remendos
A democracia ateniense não foi desenhada de uma vez. Na versão da Constituição dos Atenienses, atribuída a Aristóteles, ela aparece como uma série de respostas a crises — e fica mais fácil de entender quando se começa pelo problema que cada reforma tentou resolver.
Primeiro problema: gente livre virando escrava. Antes de Sólon, a terra estava na mão de poucos, e os pobres a cultivavam pagando renda. Quem não pagava podia ser reduzido à escravidão, com os filhos, porque os empréstimos tinham como garantia o próprio corpo do devedor. Diante da revolta, ricos e pobres aceitaram Sólon como árbitro. Ele proibiu empréstimos garantidos pela pessoa e cancelou as dívidas — medida que os atenienses chamaram de seisachtheia, “o alívio dos fardos”.1
Sólon também dividiu os cidadãos em quatro classes pela produção da terra: quem colhia 500 medidas, 300, 200 e, por fim, os tetas, abaixo disso. Os cargos ficavam com as três primeiras; aos tetas cabia apenas votar na Assembleia e servir nos tribunais. O texto aristotélico aponta três traços democráticos nessa obra: o fim da escravidão por dívida, o direito de qualquer um processar em nome de quem sofreu injustiça e o recurso aos tribunais de jurados — este, o mais importante, porque quem domina o voto domina a constituição.1
O acordo não agradou a ninguém. O povo esperava redistribuição de terras; os ricos queriam tudo de volta. Sólon saiu de Atenas para viajar ao Egito, e a cidade voltou a se dividir em três facções.1
Segundo problema: o líder popular que vira tirano. Uma das facções era chefiada por Pisístrato, tido como democrata radical. Ele feriu a si mesmo, culpou os adversários, obteve do povo uma guarda pessoal e, com ela, tomou a Acrópole. A fonte nota que governou mais como magistrado constitucional do que como tirano — mas era, ainda assim, um homem só no comando.1
Terceiro problema: as velhas famílias controlando o voto. Expulsos os tiranos, a disputa ficou entre Iságoras, apoiado pelo rei espartano Cleômenes, e Clístenes, que “chamou o povo” para o seu lado. Os espartanos chegaram a expulsar 700 famílias atenienses; o povo reagiu e cercou os invasores na Acrópole por dois dias.1
A resposta de Clístenes foi geográfica. Trocou as quatro tribos antigas por dez, cada uma montada com um pedaço da cidade, um da costa e um do interior, para misturar os cidadãos e ampliar o número dos que tinham direito de voto. Ampliou o Conselho para 500 membros, cinquenta por tribo, e fez os cidadãos serem identificados pelo demo — o bairro ou aldeia —, e não pelo nome da família, para que os novos cidadãos não fossem expostos pela origem.1
E criou o ostracismo. A lei, diz a fonte, foi pensada contra homens em posição alta, por causa do exemplo de Pisístrato: os cidadãos podiam afastar da cidade alguém que parecesse mais poderoso do que convinha. O primeiro afastado foi um parente do antigo tirano. Depois, a arma passou a atingir qualquer líder grande demais.1

Óstracos com o nome de Temístocles, Museu da Ágora de Atenas · 2008 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0
LembreQue problema cada reformador ateniense tentou resolver?
Sólon atacou a escravidão por dívida, proibindo o corpo do devedor como garantia. Clístenes atacou o poder das velhas famílias, misturando cidade, costa e interior em dez tribos novas, e criou o ostracismo para que nenhum líder repetisse o caminho de Pisístrato até a tirania.
Dois depoimentos sobre a mesma democracia
No primeiro ano da Guerra do Peloponeso, Atenas fez funeral público para os mortos, com um caixão por tribo e um leito vazio para os desaparecidos. Coube a Péricles o discurso, que Tucídides registrou. O trecho central virou o retrato oficial da democracia:2
“Nossa constituição não copia as leis dos vizinhos; somos antes modelo para os outros do que imitadores. Sua administração favorece os muitos, e não os poucos: é por isso que se chama democracia.” (Tucídides, II, 37, na tradução inglesa de Crawley.)2
Péricles acrescenta que a pobreza não impede ninguém de servir à cidade, que o ateniense que se afasta da vida pública é visto não como modesto, mas como inútil, e que discutir antes de agir não atrapalha a ação: é sua condição. Fecha chamando Atenas de “escola da Hélade”.2
Poucos anos depois, por volta de 424 a.C., um autor anônimo escreveu o contrário — e, curiosamente, com o mesmo diagnóstico. O editor do Sourcebook chama o texto de “corretivo necessário” à Oração fúnebre; o autor, conhecido como Velho Oligarca, foi por muito tempo confundido com Xenofonte.9 Ele diz desaprovar a democracia, mas reconhece por que ela é justa nos próprios termos: são os pobres que remam, pilotam e constroem os navios, e foram eles, mais que os hoplitas e os bem-nascidos, que deram à cidade o seu poder.3

Relevo Lenormant: remadores de uma trirreme ateniense, fim do século V a.C. · 2010 · Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0
O resto do raciocínio é menos simpático e muito revelador. Os pobres, segundo ele, não disputam o comando militar, que é perigoso; querem os cargos que pagam. Não se pode bater num escravo em Atenas, porque o pobre se veste igual a ele e o agressor correria o risco de surrar um cidadão. E a cidade impõe a democracia aos aliados, porque elites no poder lá fora ameaçariam o governo dos pobres em casa.3
Os números da Constituição dos Atenienses mostram o que sustentava esse arranjo. Com o tributo dos aliados, Atenas mantinha mais de 20 mil pessoas em funções públicas — entre elas 6 mil jurados, 1.600 arqueiros, os 500 do Conselho e cerca de 1.400 magistrados dentro e fora da cidade.1 Péricles completou o desenho criando o pagamento aos jurados; o texto diz que foi para competir com a generosidade de um rival rico, Címon, e registra a crítica de que isso teria piorado os júris.1
Tucídides, que admirava Péricles, deixou a observação mais ambígua de todas: sob ele, “o que era democracia no nome tornava-se, na prática, governo do primeiro cidadão”.2
Quem ficava do lado de fora
A Oração fúnebre tem uma única frase dirigida às mulheres, e é a que mais diz sobre elas: a maior glória será daquela de quem “menos se falar entre os homens, seja para o bem, seja para o mal”.2 A Constituição dos Atenienses confirma o recorte por outro caminho: a vida cívica que ela descreve começa com a inscrição dos rapazes aos 18 anos e dois anos de serviço armado — um percurso pensado só para homens.1 A democracia de Péricles era uma democracia de homens adultos.
Ser cidadão, aliás, ficou mais difícil justamente no auge do regime. Por proposta de Péricles, aprovou-se que só teria cidadania quem fosse filho de pai e mãe cidadãos.1 No século IV, a inscrição era feita aos 18 anos, no demo; quem fosse julgado não livre e perdesse o recurso era vendido como escravo pela cidade.1
Os escravos eram o fundo de todo o edifício. Hesíodo, poeta muito anterior à democracia, aconselhava o lavrador a arranjar casa, boi e uma escrava para seguir o arado. Demóstenes, no século IV, definia a diferença entre livre e escravo pelo corpo: o do escravo responde pelos erros, enquanto o castigo físico é o último recurso contra o homem livre. E Aristóteles chamou o escravo de “posse viva” e sustentou que alguns nascem escravos por natureza — admitindo, porém, que havia juristas que condenavam a escravidão de prisioneiros de guerra como pura lei do mais forte.6
Os estrangeiros residentes tinham situação intermediária. O Velho Oligarca reclama que Atenas os tratava quase como cidadãos, e explica por quê: a cidade precisava deles nos ofícios e na frota.3
Esparta: outra resposta para a mesma pergunta
Xenofonte, que escreve sobre Esparta com evidente admiração, abre seu texto dizendo que ficou intrigado: como uma cidade de população tão pequena tinha tanto poder? A resposta, para ele, estava nas instituições atribuídas ao legislador Licurgo.4
O menino espartano era educado por um tutor público, e não por um escravo da família. Andava descalço, usava uma só veste o ano inteiro, comia pouco e tinha permissão de roubar comida para enganar a fome. Na rua, caminhava em silêncio, mãos dentro do manto, olhos no chão. Os adultos comiam em refeições coletivas, e o covarde era excluído delas, dos jogos e até da passagem na rua.4
Aristóteles registra que havia quem elogiasse Esparta como constituição mista: os dois reis fariam o papel da monarquia, o conselho de anciãos o da oligarquia, e os éforos, escolhidos no povo, o da democracia.5 Mas o próprio Aristóteles apontou o defeito fatal. A terra se concentrara em poucas mãos; e quem não pagava sua cota das refeições coletivas perdia a cidadania. Resultado: um território capaz de sustentar 1.500 cavaleiros e 30 mil hoplitas tinha menos de mil cidadãos. “A falta de homens”, conclui, “foi sua ruína”.5
Embaixo de tudo estavam os hilotas, que cultivavam a terra. Tucídides informa que a maioria descendia dos messênios escravizados numa guerra antiga, e que a política espartana era governada pela necessidade de vigiá-los. Conta um episódio: Esparta prometeu liberdade aos hilotas que mais se tivessem destacado na guerra, dois mil se apresentaram e foram coroados — e pouco depois desapareceram, sem que ninguém soubesse como cada um morreu.2
A guerra entre os dois modelos
Depois de vencer os persas, Atenas liderou uma liga de cidades gregas com tesouro na ilha de Delos e tributo inicial de 460 talentos.2 A liga virou império, e Tucídides escolheu a frase que resume sua explicação para a guerra de 431 a.C.: “o crescimento do poder de Atenas e o alarme que isso inspirou na Lacedemônia tornaram a guerra inevitável”.2
O episódio mais lembrado da guerra é o cerco da ilha de Melos, que até então se mantivera neutra. No diálogo que Tucídides reconstrói, os atenienses dispensam argumentos de justiça: entre desiguais, dizem, “os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem”. Melos resistiu e caiu; os homens adultos foram mortos, mulheres e crianças vendidas como escravas.2
Atenas perdeu. Tucídides atribui a derrota menos aos inimigos que às disputas internas depois da morte de Péricles — e anota um detalhe que costuma sumir do livro didático: quem financiou a frota espartana na reta final foi Ciro, filho do rei persa.2 Pela datação do editor do Sourcebook, a guerra terminou em 404 a.C.9
Sócrates diante do júri
Em 399 a.C., um júri ateniense julgou Sócrates. A cidade tinha atravessado um governo oligárquico, o dos Trinta, e a própria defesa registra a volta da democracia: um amigo do réu, diz ele, “partilhou o exílio do povo e voltou com ele”. A acusação, segundo a Apologia escrita por seu discípulo Platão, dizia que ele corrompia a juventude e não cria nos deuses da cidade, introduzindo divindades novas.8

A Morte de Sócrates, de Jacques-Louis David, 1787 · 1787 · Wikimedia Commons · CC0
Na defesa, Sócrates explica a própria fama. Um amigo perguntou ao oráculo de Delfos se havia alguém mais sábio que ele; a resposta foi não. Intrigado, saiu interrogando políticos, poetas e artesãos, e concluiu que todos achavam saber o que não sabiam — a vantagem dele era só saber que não sabia. Comparou-se a um moscardo que a divindade pôs no lombo da cidade para mantê-la acordada.8
Lembrou também ao júri que já havia desafiado os dois regimes: na democracia, votou sozinho contra um julgamento ilegal de generais; sob os Trinta, recusou a ordem de buscar um homem para ser executado. Condenado por diferença pequena — com trinta votos trocados, diz ele, teria sido absolvido —, recusou calar-se porque “a vida sem exame não vale a pena ser vivida”.8
O episódio fecha o arco deste artigo. A mesma cidade que inventou o júri popular e o ostracismo como proteção contra o poder pessoal usou o júri para condenar à morte o seu crítico mais incômodo. E o relato que temos do julgamento é de Platão, que estava no tribunal — discípulo, e portanto testemunha com lado.8
- A base é documental, não historiográfica — este artigo usa autores antigos e notas do editor do Sourcebook. Os autores antigos eram parte interessada — o Velho Oligarca e Aristóteles criticavam a democracia, Xenofonte admirava Esparta —, e suas afirmações estão atribuídas a eles.
- Democracia não era voto universal — participavam os cidadãos homens adultos. Mulheres, escravos e estrangeiros residentes ficavam de fora, e a lei de Péricles exigiu pai e mãe cidadãos para que alguém fosse cidadão.
- Sólon e Clístenes sem ano exato — a Constituição dos Atenienses data os fatos pelo nome do magistrado do ano, e as fontes usadas aqui não fazem a conversão. Por isso o artigo situa os dois por século, sem cravar ano.
- Esparta não era o avesso de Atenas em tudo — Aristóteles registra quem a via como constituição mista, com elemento democrático nos éforos. O contraste real está na base: hilotas messênios vigiados com violência e um corpo de cidadãos que encolheu para menos de mil.
- Grécia não é só a península — havia pólis na Líbia, como Cirene, fundada por colonos de Tera guiados por líbios — que depois perderam parte de suas terras para os recém-chegados.
- A condenação de Sócrates não foi capricho isolado — foi decidida por um júri popular, instituição central da democracia, depois de uma guerra perdida e do governo dos Trinta. A versão que temos é a do discípulo Platão.
Não se trata aqui da Creta minoica nem de Micenas, do período helenístico ou de Alexandre. Também ficam de fora o teatro, a escultura, os Jogos Olímpicos e a ciência grega: nenhum documento sobre eles foi lido para este texto, e o artigo não os descreve de memória. As Guerras Médicas aparecem só como pano de fundo. A chamada “revolução hoplita”, que associaria a infantaria de cidadãos ao nascimento da pólis, não é afirmada: o próprio editor do Sourcebook registra que a tese foi em grande parte abandonada, embora ainda tenha defensores.9
Material de estudo
Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.
Da fundação de Cirene ao julgamento de Sócrates
Dois depoimentos, uma democracia
Mapa mental do assunto
Quadro-resumo para revisão rápida
| Item | Dado |
|---|---|
| Pólis | comunidade autônoma; para Aristóteles, existe para a “vida boa” |
| Fronteira da pólis | o “bárbaro”, o não grego, visto como inferior |
| Cirene, c. 630 a.C. | pólis grega na Líbia; líbios guiaram os colonos e depois perderam terras |
| Antes de Sólon | terra concentrada; devedor podia virar escravo com os filhos |
| Sólon | seisachtheia: fim da escravidão por dívida; quatro classes por renda |
| Tetas | a classe mais pobre: votava e julgava, sem acesso aos cargos |
| Pisístrato | líder popular que tomou o poder com guarda pessoal |
| Clístenes | dez tribos, Conselho de 500, identificação pelo demo |
| Ostracismo | afastamento por voto de quem parecesse poderoso demais |
| Péricles | pagamento aos jurados; cidadania só para filho de pai e mãe cidadãos |
| Velho Oligarca | crítico que liga o poder dos pobres ao serviço na frota |
| Funções pagas | mais de 20 mil pessoas mantidas com o tributo dos aliados |
| Excluídos | mulheres, escravos e estrangeiros residentes |
| Esparta: educação | tutor público, privação e refeições coletivas |
| Esparta: governo | dois reis, anciãos e éforos — elogiada por alguns como constituição mista |
| Hilotas | messênios escravizados; dois mil eliminados após promessa de liberdade |
| Declínio espartano | menos de mil cidadãos num território para 30 mil hoplitas |
| Liga de Delos | tesouro em Delos; tributo inicial de 460 talentos |
| Peloponeso, 431-404 a.C. | causa, para Tucídides: poder ateniense e medo espartano |
| Melos | ilha neutra cercada; homens mortos, mulheres e crianças vendidas |
| Final da guerra | príncipe persa Ciro financia a frota espartana; Atenas derrotada |
| Sócrates, 399 a.C. | acusado de corromper jovens e de impiedade; condenado pelo júri |
Fontes
- ARISTÓTELES. The Athenian Constitution. Tradução inglesa de Frederic G. Kenyon. Project Gutenberg, eBook nº 26095. Fonte principal sobre as reformas de Atenas.
- TUCÍDIDES. The History of the Peloponnesian War. Tradução inglesa de Richard Crawley. Project Gutenberg, eBook nº 7142. A Oração fúnebre (II, 34-46) e o Diálogo de Melos (V, 84-116) também estão no Internet Ancient History Sourcebook.
- PSEUDO-XENOFONTE (“Velho Oligarca”). The Polity of the Athenians, c. 424 a.C. In: FLING, Fred M. (ed.). A Source Book of Greek History. Boston: D. C. Heath, 1907. Internet Ancient History Sourcebook.
- XENOFONTE. The Polity of the Spartans, c. 375 a.C. In: FLING, Fred M. (ed.). A Source Book of Greek History, 1907. Internet Ancient History Sourcebook.
- ARISTÓTELES. Política, livros I e II. Tradução inglesa de Benjamin Jowett, 1900. Trechos “The Polis”, “On the Lacedaemonian Constitution” e “Spartan Women”, Internet Ancient History Sourcebook.
- Documents on Greek Slavery, c. 750-330 BCE (Hesíodo, Antifonte, Demóstenes, Aristóteles). Internet Ancient History Sourcebook.
- HERÓDOTO. Histórias, livro IV (fundação de Cirene). Tradução inglesa de George Rawlinson, 1862. Internet Ancient History Sourcebook.
- PLATÃO. Apologia de Sócrates. Tradução inglesa de Benjamin Jowett. Internet Ancient History Sourcebook.
- HALSALL, Paul (ed.). Internet Ancient History Sourcebook: Greece. Fordham University. Notas, datas e introduções do editor.