História Verso
História Geral · Idade Antiga

Mesoamérica: olmecas e maias

Os maias contavam em base vinte, tinham um sinal para o zero e um calendário que só repetia a mesma data a cada 52 anos. Quase tudo o que se sabe por escrito sobre eles passou pelas mãos de um frade que queimou seus livros e por um estudo de 1915. Sobre os olmecas, as fontes disponíveis não dizem nada — e este artigo diz isso com todas as letras.

séc. I-XVI (maias)10 min de leitura4 fontes
Página 9 do Códice de Dresden, na edição de Förstemann (1880) · Unknown author Unknown author · 1880
Uma página do Códice de Dresden, na reprodução publicada por Ernst Förstemann por volta de 1880. Entre as figuras, barras e pontos em preto e vermelho: números. Foi por eles que a leitura da escrita maia começou.
Página 9 do Códice de Dresden, na edição de Förstemann (1880) · 1880 · Wikimedia Commons · Public domain
Pergunta orientadora

Quase tudo o que chegou até nós por escrito sobre os maias passou por três filtros: um frade espanhol que queimou os livros deles, um livro maia escrito depois da conquista e um estudo de 1915 que só conseguia ler as datas. O que, afinal, dá para afirmar?

A pergunta não é retórica. Este artigo trabalha com uma base documental curta e declara, ao longo do texto, o que ela permite dizer e o que não permite. Os números e o calendário estão bem documentados. A cronologia das cidades, não. E os olmecas não estão documentados de modo nenhum.

Sobre os olmecas, este artigo não afirma nada
O título do assunto inclui os olmecas, e o leitor tem direito de saber de saída: nenhuma das fontes usadas aqui trata deles. O Internet History Sourcebooks Project, de Fordham, base dos artigos de História Geral do site, tem para a Mesoamérica antiga só um cabeçalho — “Mexico - Olmecs, Maya, Aztecs” — sem nenhum documento.4 As obras em domínio público usadas abaixo são do século XVI e do começo do XX e não mencionam os olmecas. Datas, cidades, cronologia e o papel deles na história da região ficam, portanto, fora deste texto. Tudo o que segue é sobre os maias.
Como este artigo foi construído
Sem documentos no Sourcebook, a base são três obras em domínio público: o relato do frade Diego de Landa, do século XVI; o resumo do Popol Vuh publicado por Lewis Spence em 1908; e o estudo dos hieróglifos de Sylvanus Morley, editado pelo Smithsonian em 1915. Não há historiografia recente por trás do texto, e ele é, por isso, o mais provisório do capítulo.

Uma terra sem rios, com cenotes

Morley descreve os maias como um povo das terras baixas, na planície atlântica do sul do México e do norte da América Central. O sul é cortado por rios e coberto de floresta densa. O norte, a península do Yucatán, não tem curso d’água nenhum: o chão de calcário deixa a água escoar para canais subterrâneos, e a região seria inabitável não fossem os poços naturais, os cenotes.2 A base da alimentação era o milho, “como é hoje”.

Landa, escrevendo no Yucatán do século XVI, ficou impressionado com os edifícios: muitos, bonitos, todos de pedra talhada, embora não houvesse ali metal com que trabalhá-la. E anotou um dado que vale guardar: eram obra das mesmas nações de índios que os habitavam então, o que se via pelas figuras de pedra vestidas como eles.1 Morley, em 1915, registra mais de vinte grupos falando dialetos maias, cerca de meio milhão de pessoas, vivendo na mesma região que os antepassados.2 Os maias não desapareceram; o que mudou foi o mundo em volta deles.

Estela de Copán, desenhada por Frederick Catherwood em 1839 e publicada em litografia em 1844 · Frederick Catherwood, uploaded by -- DuendeThumb 06:15, 1 October 2007 (UTC) · Artwork from 1839; published as lithograph 18
Estela de Copán desenhada por Frederick Catherwood em 1839. Morley põe Copán entre as grandes cidades do sul, ao lado de Palenque, Yaxchilan, Piedras Negras, Tikal e Quiriguá — monumentos de pedra com figura humana e glifos.
Estela de Copán, desenhada por Frederick Catherwood em 1839 e publicada em litografia em 1844 · 1839 · Wikimedia Commons · Public domain

Cidades sem datas seguras

Morley lista as grandes cidades do sul — Palenque, Yaxchilan, Piedras Negras, Seibal, Tikal, Naranjo, Quiriguá e Copán — e observa que todas floresceram e entraram em decadência num mesmo período, quando as datas gravadas nos monumentos param de repente. As causas, escreve ele, “são desconhecidas”; havia quem supusesse invasões e quem falasse em esgotamento.2 No norte, ganharia importância Chichén Itzá.

Por que este artigo não dá os anos? Porque o próprio Morley avisa, em nota, que a conversão das datas maias para o calendário cristão dependia de uma correlação — e que havia pelo menos sete propostas, nenhuma igual à outra, com diferenças de séculos entre a mais antiga e a mais recente.2 Em 1915, os maias contavam o tempo com precisão notável; o que não se sabia era a que ano nosso cada data deles correspondia.

Sobre Chichén Itzá, Landa registrou a tradição de três irmãos vindos do poente que ali reinaram, e descreveu o poço onde se lançavam homens vivos em sacrifício, junto com objetos preciosos: redondo, talhado na rocha, com mais de cem pés de diâmetro, a água esverdeada pela mata em volta.1

Contar até vinte, e saber o que é nada

A parte mais sólida da base documental é a matemática. Segundo Morley, o primeiro a entendê-la foi o alemão Ernst Förstemann, que por volta de 1880 publicou o Códice de Dresden e descobriu o sistema de numeração vigesimal — de base vinte — usado pelos maias.2 Morley cita uma hipótese para a escolha: vinte são os dedos das mãos e dos pés, e a palavra para o período de vinte dias, uinal, lembra a palavra para homem, uinik.

Os números se escreviam com pontos e barras: um ponto vale um, uma barra vale cinco, e as combinações vão até dezenove. E havia um sinal para o zero, que Morley chama de “absolutamente indispensável” num sistema que passa a uma segunda ordem de unidades — é ele que permite escrever que não há nada numa casa, como o zero de 100 na nossa notação.2

O calendário juntava dois ciclos (veja o quadro no material de estudo). Um de 260 dias, em que cada um dos vinte nomes de dia recebia um número de um a treze. Outro de 365 dias, o haab, com dezoito períodos de vinte dias e mais cinco. Landa chegou a escrever que os maias tinham um ano “perfeito como o nosso”, de 365 dias e seis horas; Morley mostra que eles não podiam inserir um dia extra sem desmontar todo o sistema.2 Combinados, os dois ciclos só voltam a coincidir depois de 18.980 dias — o ciclo de 52 anos, que Morley considera o período mais importante da cronologia maia.2

LembrePor que o zero era indispensável no sistema maia?

Porque o sistema era posicional, de base vinte: o valor de um sinal dependia da casa que ocupava. Para escrever um número em que uma casa está vazia, é preciso um sinal que diga “aqui não há nada” — o mesmo papel do zero em 100 na nossa notação.

Questão 01múltipla escolha · sem placar
Sobre o sistema de contagem e o calendário dos maias, tal como descritos no estudo de Sylvanus Morley (1915), é correto afirmar que:
  1. Incorreta. O sistema era de base vinte e tinha sinal para o zero, que Morley considera indispensável. A comparação com os algarismos romanos vale só para a forma de compor os sinais, não para a base.

  2. Incorreta. O ano tinha 365 dias (18 × 20 + 5), e Morley mostra justamente que os maias não podiam inserir um dia extra sem desorganizar o sistema.

  3. Correta. Correta. É o ciclo que Morley chama de Calendar Round. O de 260 dias dava o nome do dia; o de 365, sua posição no ano.

  4. Incorreta. Havia duas formas: pontos e barras, as mais comuns, e as variantes em forma de cabeça, encontradas sobretudo nas inscrições em pedra.

  5. Incorreta. O calendário é muito anterior: as datas aparecem nos monumentos mais antigos. Landa, ao contrário, registra a chegada espanhola pelo calendário maia.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

O frade que descreveu e queimou

Segundo a introdução de Brasseur de Bourbourg, que publicou o manuscrito em 1864, Diego de Landa nasceu em 1524 na Espanha, entrou para os franciscanos em 1541 e esteve entre os primeiros frades a chegar ao Yucatán. Por causa de um auto de fé, teve de ir à Espanha responder por ter usurpado direitos de bispo; foi absolvido e voltou em 1573 como bispo de Mérida, onde morreu em 1579.1 A Relación foi escrita por volta de 1566, segundo Brasseur — 1565, segundo Morley.2

Landa registrou a escrita maia ao mesmo tempo que a destruía. Os maias, conta ele, usavam caracteres com os quais escreviam em seus livros “suas coisas antigas e suas ciências”. E prossegue: “Encontramos com eles grande número de livros dessas suas letras e, porque não havia neles coisa em que não houvesse superstição e falsidades do demônio, queimamos todos, o que eles sentiram profundamente e lhes causou grande pena”.1

O mesmo texto descreve, sem uma palavra de condenação, o castigo aplicado quando os frades acusaram os indígenas de voltar à idolatria: presos, processados, expostos em cadafalso, açoitados e tosquiados — e conta que alguns, “enganados pelo demônio”, se enforcaram de tristeza.1

O “alfabeto” maia na Relación de las cosas de Yucatán, de Diego de Landa (século XVI) · autoria não identificada · 2005-10-11 08:57:16
A página do “alfabeto” na Relación de Landa: letras espanholas ao lado de sinais maias. Brasseur a chamou de chave das inscrições; Morley, cinquenta anos depois, registrou que ela não funcionou como chave.
O “alfabeto” maia na Relación de las cosas de Yucatán, de Diego de Landa (século XVI) · 2005 · Wikimedia Commons · Public domain

Brasseur, em 1864, tentou equilibrar o retrato: Landa passara por santo e por perseguidor odioso; tinha sido um espírito “violento, mas curioso”; e seu livro seria a chave das inscrições americanas, comparável à pedra de Roseta, por conservar o “alfabeto” maia.1 É uma interpretação, e o próprio Brasseur admite que a queima de estátuas e documentos é algo que “deploramos tão vivamente hoje”.

Morley, em 1915, conta o que aconteceu com a promessa. O alfabeto de Landa trazia sinais para 27 sons e foi saudado como a chave tão esperada — mas todas as tentativas de ler os glifos com ele fracassaram.2 Restaram três códices; do que estava escrito, só se lia com segurança o que tratava de calendário, cronologia e astronomia, cerca de dois quintos dos glifos. Os outros três quintos, Morley supunha, contavam os acontecimentos — e continuavam mudos. A escrita, para ele, era sobretudo ideográfica, mas com traços inegáveis de fonetismo, e ele previa que o número de sinais fonéticos conhecidos “sem dúvida” aumentaria.2

O Popol Vuh: um livro maia depois da conquista

A outra voz é indígena, mas também passou por mãos cristãs. O Popol Vuh foi escrito, segundo Lewis Spence, por um nativo cristianizado da Guatemala no século XVII, na língua quiché, e copiado pelo dominicano Francisco Ximénez, que acrescentou uma tradução espanhola. O manuscrito foi localizado em 1854 ou 1855 na biblioteca da Universidade de San Carlos, na Guatemala, e publicado por Brasseur em Paris em 1861.3 O nome, explica Spence, quer dizer algo como “Registro da Comunidade”, ou literalmente “Livro da Esteira”.

O relato da criação é a parte mais conhecida. Os deuses fazem primeiro bonecos de madeira, que não os reverenciam; um dilúvio os destrói, os próprios utensílios de cozinha se voltam contra eles, e seus descendentes seriam os macacos da floresta. Depois os deuses fazem quatro homens inteiramente de milho amarelo e branco — tão perfeitos que sabiam demais, e os deuses lhes embaçaram a vista para que vissem só uma parte da terra.3

Spence lê ali uma influência cristã, “inconsciente”, de um autor criado na fé católica, sobreposta a mitos nativos mais antigos. E defende a autenticidade do texto com um argumento simples: nenhum europeu da época saberia escrever em quiché impecável uma obra tão impregnada das antiguidades da Guatemala.3 As duas coisas convivem — e é assim que o Popol Vuh deve ser lido: fonte indígena, escrita depois da conquista.

Questão 02múltipla escolha · sem placar
Ao usar o Popol Vuh e a Relación de Diego de Landa como fontes sobre os maias, um historiador deve considerar que:
  1. Incorreta. Nenhum dos dois é anterior à conquista. Landa escreveu por volta de 1566, e o Popol Vuh foi escrito no século XVII, segundo Spence, por um indígena cristianizado.

  2. Incorreta. Landa descreveu os caracteres, os livros e até deixou um “alfabeto”, que não serviu de chave, mas foi estudado por Brasseur e por Morley.

  3. Incorreta. O texto foi escrito em quiché por um autor nativo; Ximénez o copiou e traduziu. Spence argumenta justamente que nenhum europeu da época conseguiria compô-lo.

  4. Correta. Correta. Landa descreve e condena ao mesmo tempo; o Popol Vuh conserva mitos nativos com camadas cristãs. Ler a fonte é também ler quem a escreveu.

  5. Incorreta. Nenhum dos dois menciona os olmecas. Landa trata do Yucatán do seu tempo; o Popol Vuh, dos mitos e da história dos quichés.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Cabeça colossal olmeca (Monumento 1 de La Venta), Parque-Museo La Venta, Villahermosa · Arian Zwegers from Brussels, Belgium · 2015-04-01 09:52
Cabeça colossal de La Venta, atribuída à cultura olmeca, segundo a descrição do acervo. Está aqui como marca de ausência: nenhuma das fontes usadas neste artigo trata dos olmecas, e por isso nada se afirma sobre ela.
Cabeça colossal olmeca (Monumento 1 de La Venta), Parque-Museo La Venta, Villahermosa · 2015 · Wikimedia Commons · CC BY 2.0
Pontos sensíveis deste artigo
  • Os maias não desapareceram — Landa já dizia que os edifícios eram obra dos mesmos povos que viviam ali; Morley contava, em 1915, mais de vinte grupos de língua maia na região dos antepassados. O que cessou foram as datas nas cidades do sul, não o povo.
  • Olmecas: nenhuma fonte — nenhuma das obras usadas trata dos olmecas, e o Sourcebook de Fordham não tem documento sobre eles. O artigo não afirma nada a respeito.
  • Datas das cidades: em disputa — Morley apresentava sua correlação entre o calendário maia e o cristão como uma entre sete. Por isso não há aqui anos para o auge e o fim das cidades do sul.
  • Fontes velhas, preconceitos velhos — Morley fala em sair da “barbárie” e chama os maias de “raça em declínio”; Spence usa “selvagens”. São marcas da época dos autores, não descrições aceitáveis.
  • Landa: destruidor e informante — o frade queimou os livros e puniu a religião maia, e é também a fonte de boa parte do que se sabe do Yucatán do século XVI. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo.
  • Popol Vuh não é texto intocado — foi escrito no século XVII, em quiché, por um autor cristianizado, e conhecido por cópia de um frade. Conserva mitos nativos com camadas cristãs.
Onde este artigo para
Esta é a parte mais importante do texto. Não se afirma aqui nada sobre os olmecas — nem datas, nem cidades, nem a relação deles com os maias —, porque nenhuma fonte disponível os trata. Não se dão datas absolutas para as cidades maias, pela disputa de correlação que o próprio Morley registra. E o retrato da escrita é o de 1915: o quanto a leitura dos glifos avançou desde então, as fontes usadas — todas anteriores a 1916 — não permitem dizer. Também ficam de fora o jogo de bola, a organização política das cidades clássicas e a economia. Este artigo deve ser reescrito quando houver fonte adequada; até lá, é um mapa honesto do que falta.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 11evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

Uma linha do tempo das fontes, não dos maias

1541Espanhóischegam aMérida,segundoLandac. 1565-1566Landaescreve aRelación1573-1579Landa bispode Mérida,até morrerséc. XVIIPopol Vuhescrito emquiché,segundoSpence1854-1855Manuscritodo Popol Vuhachado naGuatemala1864Brasseurpublica aRelación deLandac. 1880Förstemannpublica oCódice deDresden1915Morley:calendáriolido, oresto nãoEsta não é uma cronologia dos maias, e sim das fontes que falam deles. As datas das cidades antigas dependem de uma correlação de calendários que, em 1915, ainda era disputada — por isso não aparecem aqui.
Os marcos destacados mostram de onde vem o que se sabe: o frade do século XVI, o editor que o publicou no XIX e o estudioso que, em 1915, lia as datas e não o resto.

Dois ciclos, uma data

Ciclo de 260 dias20 nomes de diasCada nome leva um número de 1 a 1313 × 20 = 260 diasChamado por Morley de “ano sagrado”Dá o nome do diaAno de 365 dias (haab)18 períodos de 20 diasMais 5 dias no fim18 × 20 + 5 = 365 diasLanda: sabiam das 6 horas a maisDá a posição do dia no ano
Cada dia tinha um nome no ciclo de 260 e uma posição no ano de 365. A combinação exata só se repetia a cada 52 anos — e é ela que aparece nas inscrições.

Mapa mental do assunto

Os maias nas fonteso que dá para afirmarTerra e genteTerras baixas; cenotes no YucatánMilho como base, ontem e hojeDescendentes vivem na mesma regiãoNúmeros e tempoBase vinte, barra = 5, ponto = 1Sinal para o zero260 + 365 dias: ciclo de 52 anosAs três vozesLanda: descreveu e queimouPopol Vuh: milho e mitoMorley, 1915: só as datas lidasErros que a prova cobraDizer que os maias “sumiram”Chamar o Popol Vuh de texto pré-hispânico intocadoAfirmar sobre olmecas sem fonte
O ramo destacado reúne os erros que esta base documental permite evitar. O último é o mais fácil de cometer: escrever sobre os olmecas sem fonte.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Olmecassem fonte neste artigo; nada é afirmado
Região maiaterras baixas; Yucatán sem rios, com cenotes (Morley)
Alimento básicomilho (Morley; também no mito do Popol Vuh)
Construçõespedra talhada sem metal, obra dos povos locais (Landa)
Cidades do sulPalenque, Yaxchilan, Piedras Negras, Seibal, Tikal, Naranjo, Quiriguá, Copán
Fim das cidades do sulcausas desconhecidas, segundo Morley; datas dependem de correlação disputada
Numeraçãobase vinte; ponto = 1, barra = 5; sinal para o zero
Calendário260 dias (13 × 20) e 365 dias (18 × 20 + 5)
Ciclo de 52 anos18.980 dias até a mesma combinação voltar
Diego de Landafranciscano, 1524-1579; bispo de Mérida a partir de 1573
A queimaLanda queimou todos os livros maias que encontrou
Códices restantestrês, segundo Morley
Leitura em 1915só calendário, cronologia e astronomia — cerca de dois quintos dos glifos
Popol Vuhséculo XVII, em quiché, autor cristianizado; cópia de Ximénez; publicado em 1861
Criação no Popol Vuhbonecos de madeira destruídos; homens de milho amarelo e branco
Cada linha diz de que fonte vem o dado. Numa base tão curta, saber quem afirma é metade da resposta.

Fontes

  1. LANDA, Diego de. Relación de las cosas de Yucatán (c. 1566). In: BRASSEUR DE BOURBOURG, Charles-Étienne (ed.). Relation des choses de Yucatan de Diego de Landa. Paris: Durand, 1864. Texto espanhol e introdução do editor. Project Gutenberg, e-book nº 59539. Fonte principal deste artigo.
  2. MORLEY, Sylvanus Griswold. An Introduction to the Study of the Maya Hieroglyphs. Washington: Smithsonian Institution, Bureau of American Ethnology, Bulletin 57, 1915. Project Gutenberg, e-book nº 43491. Estudo de 1915, atribuído no texto.
  3. SPENCE, Lewis. The Popol Vuh: The Mythic and Heroic Sagas of the Kichés of Central America. Londres: David Nutt, 1908. Project Gutenberg, e-book nº 56550. Resumo e comentário de 1908, não tradução integral.
  4. HALSALL, Paul (ed.). Internet Global History Sourcebook. Fordham University. sourcebooks.fordham.edu/halsall/global/globalsbook.asp. Consultado: a seção “Mexico - Olmecs, Maya, Aztecs” não traz documentos.