História Verso
História Geral · Idade Contemporânea

Globalização e o século 21

Comércio entre continentes existe há séculos. O que mudou foram as regras: as de 1944, que puseram o dólar no centro; as de 1971, que o soltaram do ouro; as do pós-Guerra Fria, que apostaram no livre comércio — e a constatação, registrada pela própria ONU no ano 2000, de que os ganhos estavam sendo divididos de forma muito desigual.

199113 min de leitura11 fontes
Abertura da conferência de Bretton Woods, Estados Unidos, julho de 1944 · autoria não identificada · 2025-08-02 02:05:43
Abertura da conferência de Bretton Woods, nos Estados Unidos, em 1944 — segundo a descrição do arquivo, com Henry Morgenthau ao microfone. Em 2000, a Declaração do Milênio da ONU ainda citava as “instituições de Bretton Woods” entre as que deviam cooperar com ela nos problemas da paz e do desenvolvimento.
Abertura da conferência de Bretton Woods, Estados Unidos, julho de 1944 · 2025 · Wikimedia Commons · Public domain
Pergunta orientadora

Ouro e prata da América pagando produtos ingleses e franceses no século 16; Ásia e África integradas à economia europeia no século 19. Se o mundo já era economicamente interligado havia séculos, o que a palavra “globalização” trouxe de novo no fim do século 20?

A resposta curta: novas regras, novas instituições e um novo mapa político — o de depois da Guerra Fria. A resposta longa depende de quem responde. Este artigo lê o processo em documentos datados, do acordo de 1944 à agenda da ONU de 2015, e dá atenção especial a quem estava do lado que ganhava menos.

De onde vem este artigo — e um aviso sobre números
O Sourcebook de Fordham, base desta série, quase não tem documentos sobre o tema. O texto se apoia por isso em documentos oficiais datados — da ONU, do Avalon Project (Yale) e do Office of the Historian, serviço histórico do Departamento de Estado americano — e num resumo, feito pelo editor do Sourcebook, de uma teoria historiográfica. É mais provisório que um artigo apoiado em obra de síntese. E segue uma regra: todo número vem com a data do documento que o traz. Nenhuma cifra aqui é “de hoje”; vale para a data indicada.

Uma economia-mundo que já existia

Para Immanuel Wallerstein, no resumo que o editor do Sourcebook faz da sua obra de 1974, existe uma economia-mundo capitalista desde o fim do século 15: pela primeira vez, um sistema econômico ligava grande parte do mundo por cima das fronteiras políticas. Ela se organizava numa divisão internacional do trabalho em que o centro (de início, o noroeste da Europa) ficava com os maiores ganhos, a periferia (a Europa oriental e a América Latina, com trabalho forçado e escravizado) exportava matérias-primas, e a semiperiferia ficava no meio. Ásia e África teriam entrado nesse sistema como periferia no século 19.1

É uma interpretação — influente, mas uma entre outras —, e entra aqui por um motivo: ela permite perguntar não se o mundo estava interligado, mas em que posição cada região entrava na ligação. A pergunta continua valendo para o século 21.

As regras de 1944

Entre 1º e 22 de julho de 1944, ainda durante a guerra, a conferência monetária e financeira das Nações Unidas reunida em Bretton Woods, no estado americano de New Hampshire, redigiu os textos que criaram duas instituições — os acordos entraram em vigor em dezembro de 1945. O Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) deveria financiar a reconstrução das economias destruídas e o desenvolvimento dos “países menos desenvolvidos”, promovendo o investimento privado estrangeiro. O Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria promover a estabilidade cambial, evitar desvalorizações competitivas e ajudar países com problemas no balanço de pagamentos.2

Dois detalhes dos textos explicam o resto do século. O valor de cada moeda seria expresso em ouro ou em dólar americano. E o voto não era igual: cada membro teria 250 votos mais um voto adicional para cada cota de 100 mil dólares (no FMI) ou para cada ação (no Banco) — quem contribuía mais, decidia mais.2

LembrePor que se diz que Bretton Woods pôs o dólar no centro da economia mundial?

Porque os acordos de 1944 fixavam o valor de cada moeda em ouro ou em dólar, e o dólar, por sua vez, tinha preço fixo em ouro. As moedas do mundo passavam a se medir pela americana. Somado ao voto proporcional à contribuição, isso dava aos Estados Unidos peso decisivo nas duas instituições.

1971–1973: o dólar se solta do ouro

Segundo o Office of the Historian, o sistema dependia de o dólar valer 35 dólares a onça de ouro. Nos anos 1960, a ajuda externa, os gastos militares e o investimento americano no exterior espalharam dólares demais pelo mundo para o ouro que os Estados Unidos tinham. Em 15 de agosto de 1971, o presidente Richard Nixon suspendeu a conversão do dólar em ouro e impôs uma sobretaxa de 10% às importações. Depois de um acordo provisório em dezembro de 1971 e de nova desvalorização em fevereiro de 1973, o sistema de câmbio fixo foi abandonado em março de 1973, em favor do câmbio flutuante.3

Na mesma década, os países que a descolonização havia multiplicado tentaram mudar as regras por dentro. A mesma fonte registra que a ONU passou de 51 membros em 1945 para 100 em 1960 e 150 em 1979, e que a criação da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), em 1964, deu ao “Sul” um fórum para negociar com o “Norte” industrializado — o chamado diálogo Norte-Sul. Em setembro de 1980, as discussões tinham perdido o fôlego, sem o resultado que seus defensores esperavam.4

Depois da Guerra Fria: blocos e livre comércio

O Office of the Historian descreve a nova ordem que veio com o fim da bipolaridade como marcada por globalização crescente e pelo crescimento de blocos comerciais regionais, com os Estados Unidos à frente da criação do Nafta e da Organização Mundial do Comércio (OMC).5 O exemplo que ele detalha é a APEC, fórum de cooperação econômica da Ásia-Pacífico criado em 1989, na Austrália, com 12 membros. Em 1994, em Bogor, na Indonésia, a APEC fixou a meta de comércio e investimento “livres e abertos” para 2010, nos países desenvolvidos, e 2020, nos em desenvolvimento.5 A página, consultada em outubro de 2026, diz que o fórum chegou a 21 economias-membro — e o próprio órgão avisa que a série não é mais atualizada.

Bill Clinton e dirigentes da APEC na ilha Blake, Seattle, 20 de novembro de 1993 · Barbara Kinney · 20 November 1993
Bill Clinton e dirigentes da APEC chegam à ilha Blake, em Seattle, em 20 de novembro de 1993 — a primeira reunião anual de líderes do fórum, segundo o Office of the Historian.
Bill Clinton e dirigentes da APEC na ilha Blake, Seattle, 20 de novembro de 1993 · 1993 · Wikimedia Commons · Public domain

A declaração dos líderes da APEC em Xangai, em 21 de outubro de 2001, mostra o tom da época. A globalização é chamada de “veículo poderoso” de crescimento, e a “Nova Economia” das tecnologias de informação, de motor de produtividade. O mesmo texto admite que as oportunidades não estavam sendo suficientemente divididas, “entre as economias e mesmo dentro delas”, reconhece um debate público sobre custos e benefícios — e saúda a conclusão das negociações para a entrada da China na OMC como fato histórico.6

Questão 01múltipla escolha · sem placar
Em 1944, os acordos de Bretton Woods fixaram o valor das moedas em ouro ou em dólar. Em 1971, o governo americano suspendeu a conversão do dólar em ouro, e em 1973 o câmbio fixo foi abandonado. Considerando esses documentos, é correto afirmar que:
  1. Incorreta. Segundo o Office of the Historian, a causa foi o excesso de dólares em circulação em relação ao ouro americano e as corridas contra o dólar; o diálogo Norte-Sul é outro processo.

  2. Incorreta. Foi o contrário: ao suspender a conversão, os EUA desligaram o dólar do ouro, e em 1973 as moedas passaram a flutuar.

  3. Correta. É a explicação da fonte: ajuda externa, gastos militares e investimento no exterior espalharam dólares demais para o ouro disponível a 35 dólares a onça.

  4. Incorreta. Nada nos documentos indica isso. O que acabou em 1973 foi o regime de paridades fixas, não as instituições.

  5. Incorreta. Os acordos davam a cada membro 250 votos mais um voto por cota (FMI) ou por ação (Bird): o peso crescia com a contribuição.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

O balanço visto de quem ganhava menos

Em abril de 2000, no Cairo, a cúpula entre a Organização da Unidade Africana e a União Europeia registrou outro diagnóstico. A liberalização e a globalização, diz a declaração, traziam “desafios sérios” aos países africanos, numa era de queda contínua da participação da África no comércio mundial, e era preciso reverter a “marginalização” do continente.7

O mesmo documento traz números — e eles valem para a data do documento. Segundo a declaração de 2000, a dívida externa africana tinha crescido cerca de 12% ao ano, de aproximadamente 110 bilhões de dólares em 1980 para cerca de 350 bilhões. A declaração registra ainda que uma reunião africana de 1999, em Sirte, havia encarregado os presidentes da Argélia e da África do Sul de negociar com os credores o cancelamento total da dívida.7

Cinco meses depois, em 8 de setembro de 2000, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração do Milênio. O quinto parágrafo trata diretamente do tema: o desafio central era fazer da globalização uma força positiva para todos, porque, embora ela oferecesse grandes oportunidades, “seus benefícios são distribuídos de forma muito desigual, enquanto seus custos são distribuídos de forma desigual”. A declaração dizia que, naquele momento, mais de um bilhão de pessoas viviam em pobreza extrema, e fixava metas para 2015, entre elas reduzir à metade a proporção de pessoas com renda inferior a um dólar por dia.8

Um mundo interligado também para a guerra

Os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos mostraram outro lado da interligação. No discurso ao Congresso de 20 de setembro, o presidente George W. Bush atribuiu os ataques à rede Al Qaeda, que, segundo ele, tinha milhares de militantes em mais de 60 países. Anunciou uma guerra que só terminaria quando “todo grupo terrorista de alcance global” fosse derrotado, pediu a ajuda das polícias, dos serviços de inteligência e dos sistemas bancários do mundo inteiro, e resumiu a escolha imposta aos demais países: “ou vocês estão conosco, ou estão com os terroristas”.9

Fumaça sobre Manhattan depois do ataque às torres do World Trade Center, 11 de setembro de 2001 · Mike Goad · Taken on 11 September 2001
Fumaça sobre Manhattan em 11 de setembro de 2001, em fotografia da Biblioteca do Congresso dos EUA. Um mês depois, a declaração da APEC em Xangai já abria falando do ataque e da desaceleração da economia mundial.
Fumaça sobre Manhattan depois do ataque às torres do World Trade Center, 11 de setembro de 2001 · 2001 · Wikimedia Commons · Public domain

A declaração da APEC de outubro daquele ano começa justamente por aí: a desaceleração das grandes economias e o risco de que o ataque abalasse a confiança de consumidores e investidores.6 O terrorismo entrava na pauta econômica, e a economia, na pauta da segurança.

2015: a conta refeita

Em 25 de setembro de 2015, a Assembleia Geral da ONU adotou a Agenda 2030, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas. O texto faz um balanço do que se prometera em 2000: centenas de milhões de pessoas haviam saído da pobreza extrema numa geração, mas o progresso fora desigual, em especial na África, e algumas metas do milênio continuavam fora do alcance.10

O diagnóstico de 2015 é mais duro que o de 2000. Fala em desigualdades crescentes dentro dos países e entre eles, em enormes disparidades de oportunidade, riqueza e poder, e chama a mudança climática de “um dos maiores desafios do nosso tempo”, com a sobrevivência de muitas sociedades em risco. E reafirma algo que ecoa a descolonização: cada Estado tem soberania plena e permanente sobre suas riquezas e seus recursos naturais. O lema da agenda é que “ninguém será deixado para trás”.10

Questão 02múltipla escolha · sem placar
Em 2000, a Declaração do Milênio da ONU afirmou que os benefícios da globalização eram distribuídos de forma muito desigual. No mesmo ano, a cúpula África-Europa do Cairo registrou a queda contínua da participação africana no comércio mundial e o crescimento da dívida externa do continente. Os dois documentos permitem concluir que:
  1. Correta. É o que os dois textos dizem com todas as letras: ganhos muito desiguais (ONU) e marginalização africana (Cairo). A desigualdade é reconhecida pelas próprias instituições, não só por seus críticos.

  2. Incorreta. A Declaração do Milênio afirma exatamente o contrário: benefícios e custos distribuídos de forma desigual.

  3. Incorreta. A declaração do Cairo fala em queda contínua da participação africana, não em saída do comércio mundial.

  4. Incorreta. A cúpula registra o pedido africano de cancelamento total e saúda iniciativas parciais de alívio; não anuncia cancelamento integral.

  5. Incorreta. Os documentos tratam justamente de comércio, dívida, investimento e instituições como o FMI, o Bird e a OMC.

Escolha uma alternativa. A resposta aparece na hora, com justificativa.

Pontos sensíveis deste artigo
  • Números com data — todos os números do artigo valem para a data do documento que os traz — a dívida africana segundo a declaração de 2000, a pobreza extrema segundo a ONU em 2000, os membros da APEC segundo a página consultada em 2026. Nenhum deve ser repetido como dado atual.
  • Fontes oficiais — o artigo se apoia em declarações de governos e organismos internacionais. Elas mostram o que esses atores diziam e prometiam, não um balanço independente do que de fato aconteceu.
  • Wallerstein é interpretação — a ideia de uma economia-mundo desde o século 15, com centro e periferia, é uma teoria historiográfica, apresentada pelo resumo do editor do Sourcebook. Há outras leituras do processo.
  • Duas datas para o discurso de Bush — o Sourcebook dá 21 de setembro de 2001; a transcrição oficial da Casa Branca, no Avalon Project, dá 20 de setembro, às 21h. O artigo segue a oficial.
  • Diagnóstico parecido, receitas opostas — APEC, ONU e cúpula do Cairo concordam que os ganhos eram mal divididos; divergem sobre o remédio — mais liberalização ou alívio da dívida e ajuda ao desenvolvimento.
Onde este artigo para
Ficam de fora, por falta de documento entre os lidos: a história da internet, a ascensão econômica da China em números, a crise financeira de 2008, a pandemia de 2020, os movimentos antiglobalização, as migrações recentes e qualquer dado “atual” de comércio, pobreza ou desigualdade. A data de criação do Nafta e da OMC também não está nas fontes lidas e não entra de memória. O Brasil no período ainda não tem artigo publicado.

Material de estudo

Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.

Flashcards · 1 de 10evocação · sem placar salvo

Tente responder de cabeça antes de virar. O esforço de lembrar é o que fixa — ler a resposta direto não treina nada.

Setenta anos de regras, de Bretton Woods à Agenda 2030

jul. 1944ConferênciadeBrettonWoods:Bird eFMI1964CriaçãodaUNCTAD:o Sulnegocia15/8/1971Nixonsuspendeaconversãodo dólarem ouromar. 1973Câmbioflutuantesubstituio fixo1989Criaçãoda APEC1994Metas deBogor:livrecomércionoPacíficoabr. 2000CúpulaÁfrica-Europano Cairo8/9/2000DeclaraçãodoMilênio20/9/2001Bush:guerraaoterrorde“alcanceglobal”21/10/2001APECsaúda aentradada Chinana OMC25/9/2015Agenda2030: 17objetivosCada data vem de um documento lido. Os marcos em destaque são as três mudanças de regra que estruturam o artigo: a criação das instituições de 1944, o fim do câmbio fixo e o diagnóstico da ONU no ano 2000.
A linha mostra que a globalização não tem uma data de início: tem mudanças de regra. As três destacadas são as que mais aparecem em questões de prova.

Mesmo problema, receitas diferentes

APEC, Xangai (out. 2001)Veículo poderoso de crescimentoPromessa de padrão de vida mais altoNova economia digitalGanhos não divididos o bastanteMais liberalização, nova rodada na OMCÁfrica-Europa, Cairo (abr. 2000)Desafios sérios para a ÁfricaQueda contínua da fatia no comércioMarginalização na economia mundialDívida externa crescentePedido de cancelamento da dívida
Os dois documentos são de 2000 e 2001 e reconhecem a desigualdade dos ganhos. O que muda é de onde se olha — e o que se pede.

Mapa mental do assunto

Globalizaçãoas regras do jogo, 1944–2015Antes do nomeEconomia-mundo desde o séc. 15 (Wallerstein)Centro, semiperiferia, periferiaBretton Woods (1944): dólar e ouroViradas1971–73: fim do câmbio fixoFim da Guerra Fria: blocos e livre comércioChina na OMC (2001)Quem ganhaONU (2000): ganhos muito desiguaisCairo (2000): África marginalizadaDívida e pobreza como pautaSéculo 21Terrorismo de “alcance global” (2001)Clima: um dos maiores desafios (2015)Desigualdade dentro e entre países
O ramo destacado reúne os temas que o século 21 acrescentou à pauta econômica: segurança, clima e desigualdade.

Quadro-resumo para revisão rápida

ItemDado
Wallerstein (1974)economia-mundo desde o séc. 15: centro, semiperiferia, periferia (interpretação)
Bretton Woods (jul. 1944)Bird e FMI; moedas medidas em ouro ou dólar; voto proporcional à contribuição
Choque Nixon (15/8/1971)fim da conversão do dólar em ouro; sobretaxa de 10%
Março de 1973câmbio flutuante substitui o fixo
UNCTAD (1964)fórum do diálogo Norte-Sul; perde fôlego por volta de 1980
APEC (1989)12 membros fundadores; metas de Bogor (1994): 2010 e 2020
Cairo (abr. 2000)África marginalizada; dívida de ≈US$ 110 bi (1980) a ≈US$ 350 bi, segundo a declaração de 2000
ONU (8/9/2000)benefícios “muito desiguais”; mais de 1 bilhão em pobreza extrema, segundo a declaração de 2000
Bush (20/9/2001)guerra ao terror de “alcance global”; “conosco ou com os terroristas”
APEC (21/10/2001)globalização como “veículo poderoso”; ganhos mal divididos; China na OMC
Agenda 2030 (25/9/2015)17 objetivos; desigualdades crescentes; clima; “ninguém deixado para trás”
Cada linha remete a um documento lido. Os números valem para a data do documento citado, não para hoje.

Fontes

  1. “Summary of Wallerstein on World System Theory”, resumo de I. Wallerstein, The Modern World System (1974). Internet Modern History Sourcebook, Fordham University. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/Wallerstein.asp
  2. Acordos de Bretton Woods: Convênio Constitutivo do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento e do Fundo Monetário Internacional, Ata Final de 22 de julho de 1944. Avalon Project, Yale Law School. avalon.law.yale.edu/20th_century/decad047.asp
  3. OFFICE OF THE HISTORIAN (Departamento de Estado dos EUA). Milestones: “Nixon and the End of the Bretton Woods System, 1971–1973”. history.state.gov/milestones/1969-1976/nixon-shock (consultado em outubro de 2026; série declarada sem atualização)
  4. OFFICE OF THE HISTORIAN. Milestones: “The North-South Dialogue and Economic Diplomacy”. history.state.gov/milestones/1977-1980/north-south-dialogue (consultado em outubro de 2026)
  5. OFFICE OF THE HISTORIAN. Milestones: “Asia Pacific Economic Cooperation (APEC), 1989”. history.state.gov/milestones/1989-1992/apec (consultado em outubro de 2026)
  6. APEC. Declaração dos Líderes Econômicos, Xangai, 21 de outubro de 2001. Avalon Project. avalon.law.yale.edu/21st_century/eu005.asp
  7. Cúpula África-Europa sob a égide da OUA e da UE. Declaração do Cairo, 3 e 4 de abril de 2000. Avalon Project. avalon.law.yale.edu/21st_century/eu003.asp
  8. ONU, Assembleia Geral. Resolução 55/2, Declaração do Milênio, 8 de setembro de 2000. documents.un.org (A/RES/55/2)
  9. BUSH, George W. Discurso a uma sessão conjunta do Congresso, 20 de setembro de 2001, transcrição da Casa Branca. Avalon Project. avalon.law.yale.edu/sept11/president_025.asp. Também em Internet Modern History Sourcebook, sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/2001Bush-speech-sep212001-onWTC.asp
  10. ONU, Assembleia Geral. Resolução 70/1, “Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, 25 de setembro de 2015. documents.un.org (A/RES/70/1)
  11. HALSALL, Paul (ed.). Internet Modern History Sourcebook, seção “21st Century”, e Internet Global History Sourcebook, seção “Globalization? Modern Worlds”. Fordham University.