A expansão do Islã e os califados
Em pouco mais de um século, um movimento nascido em Meca passou a governar da Síria à Península Ibérica. Há quem tenha visto nisso desastre, há quem tenha aberto as portas da cidade — e os documentos guardam as duas reações.

As três etapas da expansão, de 622 a 750 · 2010 · Wikimedia Commons · Public domain
Quando os exércitos árabes chegaram à Síria e ao Egito, houve cidade que resistiu até cair e houve cidade que preferiu o novo governo ao antigo. O que explica reações tão diferentes diante do mesmo conquistador?
A resposta curta é que os conquistados não formavam um bloco. A resposta longa exige olhar para quem escreveu cada relato, quando e com que interesse — e é por aí que este texto começa, antes mesmo de chegar a Meca.
Quem conta essa história, e quanto tempo depois?
Quase tudo o que se lê sobre os primeiros tempos do Islã passou por mãos de uma ou mais gerações posteriores. A biografia de Maomé escrita por Ibn Ishaq é de um autor que viveu no século seguinte ao do profeta e morreu por volta de 773. O egípcio Ibn Abd al-Hakam, que narrou a entrada na Península Ibérica, morreu em 870 ou 871 e, segundo o editor do Sourcebook, mistura mito e fato num relato composto cerca de um século e meio depois dos acontecimentos. Al-Baladhuri, a principal voz árabe sobre a Síria e o Egito, morreu por volta de 892.1
Do outro lado também há distância e lealdade. A conquista do Egito chegou até nós por uma crônica da Igreja copta, escrita por quem tinha contas a acertar com Constantinopla. A batalha de Poitiers, por cronistas cristãos da Gália. Nenhum desses autores mente necessariamente; todos escolhem o que contar.36
O que segue foi escrito a partir de documentos de época traduzidos e das introduções do editor da coleção de fontes mantida por Paul Halsall na Fordham — e não de uma obra de síntese de historiador. Fonte primária mostra como as pessoas viam o próprio tempo, mas não entrega o quadro geral pronto. Leia-o, portanto, como versão provisória, sujeita a revisão; no fim, o próprio texto lista o que deixou de fora.
Meca, Medina e uma palavra recitada
Maomé nasceu em Meca, na Arábia — a nota cronológica de G. Margoliouth, numa edição inglesa do Alcorão, dá o ano como 567 ou 569. Em 16 de junho de 622 ele partiu para Medina. Essa saída, a hégira (do árabe hijra, que a nota traduz por “fuga”), virou o marco zero do calendário muçulmano. Ele morreu em 7 de junho de 632.9
A mensagem que deixou chegou primeiro como voz, não como livro. Segundo o editor do Sourcebook, o Alcorão reúne falas guardadas de memória pelos seguidores e reunidas por escrito depois da morte do profeta. Para os muçulmanos, Maomé não é o autor: o texto é a palavra direta de Deus, transmitida a ele. Depois da primeira, que é curta, as suratas (capítulos) estão ordenadas da mais longa para a mais curta, não pela ordem em que teriam sido ditas.8
O núcleo da doutrina cabe num verso da primeira surata: “Só a Ti adoramos, e só a Ti pedimos ajuda” (Alcorão 1:5, na versão inglesa de Sher Ali). O editor resume o restante da pregação em quatro pontos: monoteísmo absoluto, o mal do pecado, a revelação feita a Maomé e a formação de uma nova comunidade de crentes.8
Um texto tradicional atribuído ao último sermão do profeta lista as práticas esperadas de cada fiel: orar cinco vezes por dia, jejuar no Ramadã, dar parte dos bens em esmola (o zakat) e peregrinar a Meca quem puder pagar a viagem. O mesmo texto proclama que ninguém está acima de ninguém, exceto pela piedade. O editor avisa que o achou na internet sem fonte identificada — vale como retrato do que a tradição guarda, não como transcrição.8
LembrePor que 622, e não o nascimento de Maomé, é o ano 1 do calendário muçulmano?
Porque o calendário conta a partir da hégira, a saída de Meca para Medina — o momento em que se forma a comunidade dos seguidores, e não o nascimento de um indivíduo. Por isso os cronistas datam a batalha do Yarmuk no “ano 15”: o décimo quinto ano contado a partir da hégira.
Síria e Egito: por que algumas cidades abriram as portas?
O imperador bizantino Heráclio reuniu um grande exército para barrar o avanço, e ele foi esmagado junto ao rio Yarmuk, na Síria, em 20 de agosto de 636, segundo o editor. Al-Baladhuri fala em cerca de 200 mil soldados do lado imperial, 24 mil muçulmanos e uns 70 mil mortos entre os vencidos. Números de cronista medieval servem para medir a impressão que a batalha causou, não para contar soldados.2
Ao saber da derrota, Heráclio deixou Antioquia rumo a Constantinopla. O cronista põe na boca dele uma despedida amarga: “Paz a ti, ó Síria — e que excelente terra és para o inimigo!”.2
O episódio mais revelador, porém, acontece antes da batalha, em Hims. Os muçulmanos devolveram aos moradores o tributo já cobrado, alegando que não teriam como protegê-los. A resposta, segundo al-Baladhuri: “O vosso governo e a vossa justiça nos agradam muito mais do que o estado de opressão e tirania em que vivíamos”. Os judeus da cidade juraram pela Torá que nenhum governador de Heráclio entraria ali; cristãos e judeus de outras cidades rendidas fizeram o mesmo. O editor do Sourcebook chama atenção justamente para isso: o relato enfatiza a hostilidade da Síria a Bizâncio e a acolhida aos invasores.12

Dinar de ouro cunhado em Damasco, 697–698 · 697 · Wikimedia Commons · Public domain
No Egito, a explicação aparece escrita pelos próprios cristãos locais. A História dos Patriarcas de Alexandria, crônica da Igreja copta, conta que Heráclio perseguia a Igreja egípcia — que rejeitava as decisões do concílio de Calcedônia — e que o patriarca Benjamim passou treze anos escondido dos agentes imperiais. Para o cronista, a derrota dos “romanos” foi castigo pela fé corrompida deles.3
O comandante árabe Amr ibn al-As entrou no país pelo deserto e acampou junto a uma fortaleza chamada Babilônia, lugar que depois ganharia o nome de Fustat. A regra aplicada aos egípcios, segundo a mesma crônica, era simples: a cidade que aceitasse pagar o imposto sobre a terra e se submeter recebia tratado e não sofria dano; a que resistisse seria saqueada e teria gente levada cativa. Tomada Alexandria, Amr escreveu uma carta garantindo segurança a Benjamim, que voltou à cidade e reassumiu a Igreja.3
O mesmo texto copta, no entanto, registra que os conquistadores derrubaram as muralhas de Alexandria e queimaram igrejas, entre elas a de São Marcos. E al-Baladhuri lembra que, quando uma frota bizantina retomou a cidade, Amr a reconquistou pela força. Alívio para uns e destruição para outros estão na mesma página.23
Proteção com hierarquia: o lugar de quem não se converteu
Uma conversa contada por al-Baladhuri resume o arranjo. O califa Umar ofereceu a Jabalah, rei cristão dos gassânidas, três alternativas: abraçar o Islã, pagar o tributo ou ir embora. Jabalah escolheu partir para terras bizantinas.2
O editor do Sourcebook lembra o problema de fundo: depois da expansão rápida, os muçulmanos continuaram minoria em muitas regiões durante séculos. A solução foi a noção de dhimma, e quem a recebia era o dhimmi, o “protegido”. Ele pagava um imposto a mais e, na avaliação de Halsall, em geral não era importunado — situação que o editor considera melhor que a dos não cristãos na Europa cristã. Essa comparação é dele, e vale lê-la como tal.1
O documento que costuma ilustrar esse estatuto é o Pacto de Umar, apresentado como carta dos cristãos da Síria ao califa. O próprio editor marca a data com interrogação (“séculos 7 a 9?”), e o texto chegou pela obra de al-Turtushi, em tradução inglesa sem tradutor identificado. É melhor tratá-lo como modelo jurídico que circulou, não como ata assinada no tempo de Umar.4
Lido pelo que regula, o pacto mexe com quatro coisas. O espaço: nada de igrejas ou mosteiros novos, nem casas mais altas que as dos muçulmanos. A visibilidade: cruzes e livros fora das ruas e dos mercados, enterro sem voz alta. O corpo: cinto próprio, cabelo cortado de certo modo, proibição de imitar a roupa muçulmana. E a força: nenhuma arma, nenhuma sela. Umar ainda teria acrescentado que quem ferisse de propósito um muçulmano perderia a proteção. É tolerância, no sentido de permitir que o outro exista — não igualdade.4
LembreO que um dhimmi recebia e o que ele pagava?
Recebia proteção para a vida, os bens e a comunidade religiosa, sem obrigação de se converter. Pagava um tributo adicional e aceitava uma série de restrições públicas — a lista do Pacto de Umar é o exemplo mais citado.
Do estreito ao rio Loire: onde a expansão parou no ocidente
Em 711, o berbere Tariq ibn Ziyad, governador de Tânger a serviço de Musa ibn Nusayr, atravessou para a Península Ibérica, então reino visigodo. O monte junto ao qual desembarcou ficou com o nome dele: Jabal Tariq, a montanha de Tariq — Gibraltar.1
Ibn Abd al-Hakam dá à travessia um enredo de vingança: Ilyan, senhor de Ceuta, teria trazido os árabes contra o rei Rodrigo por uma ofensa à filha, e os barcos passaram despercebidos porque pareciam de comércio. Rodrigo morreu em batalha, Tariq chegou a Toledo, e Musa veio depois, irritado com a iniciativa do subordinado — que lhe disse, segundo o cronista, que a conquista era dele, Musa. Como o editor adverte, mito e fato se misturam aqui.5
Segundo o editor, em sete anos a conquista da península estava completa. O território passou a se chamar al-Andalus e ficou ao menos em parte sob governo muçulmano até 1492, quando Fernando e Isabel tomaram Granada.1
Do outro lado dos Pirineus, em 732, o emir Abd al-Rahman venceu Eudes, duque da Aquitânia, e marchou em direção a Tours. Perto de Poitiers encontrou Carlos, senhor da Austrásia. Isidoro de Beja descreve sete dias de espera, um dia de luta e um amanhecer em que os francos acharam as tendas árabes vazias. As Crônicas de Saint-Denis falam em 300 mil mortos muçulmanos contra 1.500 francos e explicam ali o apelido de Martel, “martelo” — números que dizem mais sobre o orgulho do cronista do que sobre a batalha.6
O peso dessa batalha também depende de quem olha. William Stearns Davis, editor de 1912, chamou-a de ponto de virada da história. Halsall discorda no tom: o episódio pesa muito mais na memória ocidental do que na muçulmana, e àquela altura o Islã já estava no limite da sua expansão militar.16
Um cronista árabe conta que Musa, de volta a Damasco, foi interrogado sobre os francos pelo califa Abd al-Malik. Já Ibn Abd al-Hakam diz que Musa prestou contas a al-Walid, filho de Abd al-Malik. As duas fontes concordam no essencial — o centro do poder estava em Damasco — e discordam no nome. Detalhe assim é o que se confere antes de copiar.
Damasco e Bagdá: duas casas no comando
Os índices comentados do Sourcebook dão o esqueleto da sucessão. Ali, o quarto califa, morreu em 661; entre 661 e 750 vai o período da dinastia omíada, com sede em Damasco — a cidade onde o califa recebe Musa e onde foi cunhado o dinar acima. A tradição xiita se organiza em torno de Ali e de seus descendentes, como Husayn, morto em Karbala em 680.1
Depois de 750, o califado passa à família abássida. O cronista al-Masudi, morto por volta de 957, descreve al-Mansur (que reinou de 754 a 775) como construtor de Bagdá, protetor de poetas e sábios, mas também cobiçoso e às vezes cruel. No seu tempo, Ibn al-Muqaffa verteu do persa médio para o árabe o livro de fábulas Kalila e Dimna.7

Kalila e Dimna, manuscrito árabe datado de 1220 · 0 · Wikimedia Commons · Public domain
Sob Harun al-Rashid (786–809), o governo ficou nas mãos dos Barmécidas, família de vizires que, segundo al-Masudi, tinha sido zoroastrista antes de se converter e cuja corte recebia “todo tipo de talento e saber” — até cair em desgraça de uma vez. Com a morte de Harun, os filhos al-Amin e al-Mamun guerrearam entre si pelo trono.7
Uma descrição de Bagdá atribuída ao geógrafo Yaqut — e chegada a nós adaptada e modernizada por editores do século 20 — fala de uma cidade nas duas margens do Tigre, com mesquitas, escolas de saber, hospitais e cais onde se viam até juncos chineses. O texto chega a afirmar mais de dois milhões de habitantes; é número que nenhum documento lido aqui permite conferir.7

Uma biblioteca nas Maqamat de al-Hariri, século 13 · 0 · Wikimedia Commons · Public domain
No extremo oeste, a casa omíada sobreviveu. O editor registra que al-Andalus teve um califado omíada em Córdoba, que chegou ao auge no século 10. O mundo muçulmano deixava de ter um único centro.1
- Fontes tardias — os principais relatos árabes foram escritos de um a um século e meio depois dos fatos. Discursos, diálogos e cifras de batalha são reconstrução, não registro.
- “Conversão pela espada” é simplificação — os documentos mostram cristãos e judeus mantidos na própria fé mediante tributo. Mostram também saque e destruição onde houve resistência, como em Alexandria. As duas coisas são verdadeiras.
- Tolerância não é igualdade — o dhimmi era protegido e subordinado ao mesmo tempo. O Pacto de Umar limita templos, culto público, roupas, armas e até a altura das casas — e tem data incerta.
- Poitiers e a memória ocidental — a ideia de batalha que “salvou a Europa” vem de cronistas francos e de editores ocidentais. O editor do Sourcebook lembra que o episódio pesa pouco na memória muçulmana e que a expansão já estava no limite.
- O editor também tem opinião — a comparação favorável entre o tratamento dos dhimmis e o dos não cristãos na Europa é avaliação de Paul Halsall, não fato documental. O próprio Halsall pede que se ignorem comentários de um editor de 1917 sobre a tradição islâmica.
Os documentos lidos não explicam por que a sucessão de Maomé dividiu sunitas e xiitas — só registram Ali como quarto califa e a morte de Husayn em Karbala —, e por isso o artigo não entra no mérito dessa disputa. Também ficam de fora, por falta de documento no material usado: a formulação clássica dos chamados pilares do Islã, a revolução que levou os abássidas ao poder, a chamada Casa da Sabedoria de Bagdá e as contribuições árabes à matemática e à medicina que os vestibulares costumam cobrar. A presença muçulmana na África ao sul do Saara fica para o artigo do capítulo dedicado ao Sahel. É um texto que deve ser revisto quando o site tiver uma obra de síntese sobre o tema.
Material de estudo
Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.
De Meca a Córdoba: os marcos
O que o Pacto de Umar dava e o que cobrava
Mapa mental do assunto
Quadro-resumo para revisão rápida
| Item | Dado |
|---|---|
| Hégira | 16 de junho de 622: de Meca para Medina; ano 1 do calendário muçulmano |
| Morte de Maomé | 7 de junho de 632 |
| Alcorão | falas guardadas de memória e reunidas por escrito após 632; suratas ordenadas por tamanho |
| Práticas citadas no sermão tradicional | oração cinco vezes ao dia, jejum no Ramadã, zakat, peregrinação a Meca |
| Yarmuk | 20 de agosto de 636; a Síria deixa Bizâncio — números do cronista não confiáveis |
| Hims | moradores preferem o governo muçulmano à “tirania” anterior, segundo al-Baladhuri |
| Egito | Amr ibn al-As; Fustat; patriarca copta Benjamim volta após treze anos escondido |
| Regra para cidades | imposto e submissão → tratado; resistência → saque e cativos |
| Dhimmi | protegido: mantém fé e bens, paga tributo adicional, aceita restrições |
| Pacto de Umar | restrições a templos, culto público, roupa, armas; data incerta |
| Península Ibérica | 711, Tariq ibn Ziyad; Gibraltar = Jabal Tariq; al-Andalus até 1492 |
| Poitiers | 732, Carlos Martel contra Abd al-Rahman; peso maior na memória ocidental |
| Omíadas | 661–750, com sede em Damasco; depois, califado de Córdoba |
| Abássidas | após 750; al-Mansur constrói Bagdá; Harun al-Rashid e os Barmécidas |
| Xiitas | tradição centrada em Ali, quarto califa (m. 661), e em Husayn (m. 680, Karbala) |
Fontes
- HALSALL, Paul (ed.). Internet Medieval Sourcebook, seção “Islam”, e Internet Islamic History Sourcebook. Fordham University. sourcebooks.fordham.edu/halsall/sbook1d.asp. Base deste artigo: documentos de época e introduções do editor.
- AL-BALADHURI. Kitab Futuh al-Buldan — a batalha do Yarmuk e a conquista de Alexandria. Trad. inglesa de P. K. Hitti e F. C. Murgotten, 1916–1924. Em sourcebooks.fordham.edu/halsall/source/yarmuk.asp e /source/642Egypt-conq2.asp.
- SAWIRUS IBN AL-MUQAFFA. História dos Patriarcas da Igreja Copta de Alexandria. Trad. inglesa de Basil Evetts, 1904. Em sourcebooks.fordham.edu/halsall/source/642Egypt-conq2.asp.
- Pacto de Umar, segundo al-Turtushi, Siraj al-Muluk. Tradutor inglês não identificado pelo editor. Em sourcebooks.fordham.edu/halsall/source/pact-umar.asp.
- IBN ABD AL-HAKAM. História da conquista da Espanha. Trad. inglesa de John Harris Jones, 1858. Em sourcebooks.fordham.edu/halsall/source/conqspain.asp. E AL-MAQQARI, discurso de Tariq, ed. Charles F. Horne, 1917, em /source/711Tarik1.asp.
- Batalha de Poitiers: relatos de um cronista árabe, de Isidoro de Beja e das Crônicas de Saint-Denis, ed. William Stearns Davis, 1912–1913; e cronista árabe anônimo citado por Edward Creasy. Em sourcebooks.fordham.edu/halsall/source/732tours.asp e /source/arab-poitiers732.asp.
- AL-MASUDI. Prados de Ouro, c. 940, ed. Charles F. Horne, 1917. Em sourcebooks.fordham.edu/halsall/source/masoudi.asp. E YAQUT (atrib.), Bagdá sob os abássidas, adaptado de Davis e modernizado por J. S. Arkenberg, em /source/1000baghdad.asp.
- Alcorão, suratas 1 e 47, trad. inglesa de Maulvi Sher Ali; e “O último sermão de Maomé”, texto sem fonte identificada. Em sourcebooks.fordham.edu/halsall/source/koran-sel.asp e /source/muhm-sermon.asp.
- MARGOLIOUTH, G. Nota cronológica e introdução a The Koran, trad. J. M. Rodwell. Project Gutenberg, e-book nº 2800. Usada só para as datas da vida de Maomé.