Absolutismo e mercantilismo
Um rei que se dizia escolhido por Deus e acima das leis, e que mesmo assim precisou mudar a corte inteira para o campo, vigiar quem faltava ao jantar e pedir a um ministro um plano para tirar dinheiro dos holandeses. O absolutismo lido nos documentos de quem o praticou.

Luís XIV, retrato oficial por Hyacinthe Rigaud, 1701 · 1701 · Wikimedia Commons · Public domain
Se o rei da França governava por vontade de Deus e não prestava contas a ninguém, por que ele precisava saber quem tinha faltado à cerimônia de deitar-se na noite anterior?
A pergunta parece anedota de corte, mas é o caminho mais curto para entender o absolutismo. Os documentos do século 17 mostram duas coisas ao mesmo tempo: uma teoria que punha o rei acima de qualquer outro poder humano, e uma prática cheia de vigilância, negociação e conta de chegar. Um rei que de fato não tivesse rivais não teria precisado de nada disso.
Este texto foi construído sobre documentos de época — tratados, memorandos, editos, memórias de cortesãos — e sobre as notas de editor do Internet History Sourcebooks Project, da Universidade Fordham. Não se apoia numa obra de síntese historiográfica, e por isso é mais provisório que um artigo que se apoie: o documento mostra o que seu autor queria que se acreditasse, e as interpretações dos historiadores sobre o conjunto não estão aqui.
O artigo se organiza pelas três perguntas que qualquer monarca absoluto precisava responder: de onde vem o meu poder, quem pode disputá-lo, e com que dinheiro eu o sustento. Depois vêm dois contrapontos — o reino onde o modelo perdeu e o reino onde ele foi imposto de cima.
Primeira pergunta: de onde vem o poder?
Havia duas respostas, e elas não se confundem.
A primeira é a do direito divino. Jaime VI da Escócia — que depois seria também Jaime I da Inglaterra — publicou em 1598 um tratado, A verdadeira lei das monarquias livres, cujo argumento é histórico antes de ser religioso. Na Escócia, diz ele, houve reis antes de haver Parlamento, antes de haver ordens sociais e antes de haver leis; a terra inteira foi deles e por eles foi distribuída. Daí a conclusão: os reis foram “os autores e criadores das leis, e não as leis dos reis”.1 O Parlamento, nessa leitura, é apenas o tribunal principal do rei e de seus vassalos — os súditos pedem a lei, o rei a faz.
Do lado francês, quem deu forma jurídica ao mesmo princípio foi Jean Domat (1625–1696), jurista a quem Luís XIV pagava pensão — o editor do Sourcebook observa que, na prática, o governo patrocinava suas publicações. Para Domat, a sociedade é um corpo em que cada um ocupa o lugar que Deus lhe deu, e o governo é necessário porque nem todos cumprem o seu dever. Como só Deus é soberano por natureza, quem governa governa em nome Dele: o príncipe é Seu lugar-tenente, e desobedecer-lhe é resistir ao próprio Deus.4
A segunda resposta é a de Thomas Hobbes, no Leviatã, de 1651 — e ela não passa por Deus. Hobbes parte de uma premissa incômoda: os homens são iguais o bastante para que o mais fraco consiga matar o mais forte. Dessa igualdade nascem três causas de briga — competição, desconfiança e glória —, e enquanto não houver um poder comum que mantenha todos em respeito, os homens vivem numa guerra “de todo homem contra todo homem”. Nessa condição não há agricultura, nem navegação, nem letras, e a vida humana é, nas palavras dele, “solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta”.2
A saída é um contrato: cada um transfere direitos a um soberano em troca de segurança. O poder absoluto, aqui, não é um presente do céu. É o preço que pessoas com medo aceitam pagar.

Frontispício do Leviatã, de Thomas Hobbes, gravura de Abraham Bosse, 1651 · 1651 · Wikimedia Commons · Public domain
LembreQual a diferença entre o argumento de Jaime I e Domat e o de Hobbes?
Para Jaime I e Domat, o poder do rei vem de Deus, e obedecer ao rei é obedecer a Deus. Para Hobbes, o poder do soberano vem da necessidade humana: sem ele, a vida seria guerra permanente, e por isso os homens aceitam transferir seus direitos por contrato. Os dois chegam ao poder absoluto, por caminhos diferentes.
Absoluto, mas não sem regra
Lidos com atenção, os defensores do direito divino não descrevem um tirano livre de tudo. Jaime I admite que um rei que não governa pela lei não terá reinado feliz, e que o bom rei se conforma às próprias leis, tendo como lei principal a saúde da comunidade.1 Domat vai mais longe: o soberano parece estar acima da lei, já que ninguém pode chamá-lo a prestar contas, mas deve observá-la mesmo assim.4
O detalhe que revela a lógica do sistema está do lado dos súditos. Domat afirma que cada um deve obedecer às leis e “até a ordens injustas, desde que possa obedecê-las sem cometer injustiça da sua parte”.4 A única exceção é a ordem que obrigue a violar a lei divina. O limite do rei existe — mas só ele e Deus podem cobrá-lo.
Segunda pergunta: quem disputava esse poder?
O memorial do cardeal Richelieu, que dirigiu os negócios do reino entre 1624 e 1642 em nome do pai de Luís XIV, abre com um diagnóstico do que encontrou: os protestantes, chamados huguenotes, “dividiam o Estado” com o rei; as grandes famílias agiam como se não houvesse soberano; os governadores de província, como se fossem soberanos eles mesmos.3 Seu programa vinha na mesma ordem: arruinar o partido huguenote, rebaixar o orgulho dos grandes e reduzir todos os súditos ao dever.
Cada um desses rivais foi enfrentado de um jeito.
A alta nobreza foi atraída, não esmagada. O duque de Saint-Simon, que viveu anos em Versalhes, conta que Luís XIV tinha aversão a Paris desde os distúrbios da sua menoridade, quando precisou fugir da cidade, e que no campo ficava mais fácil perceber conspirações. A corte se instalou de vez em Versalhes em 1682, num palácio crescido a partir de um pavilhão de caça de Luís XIII.5 Lá, cada quarto concedido era um privilégio, cada convite para uma viagem do rei era uma distinção, e até segurar o castiçal na cerimônia do deitar era disputado. O rei notava ausências; de quem aparecia pouco, dizia apenas: “Não o conheço” — ou “É um homem que eu nunca vejo”.

Versalhes por volta de 1668, por Pierre Patel · 1668 · Wikimedia Commons · Public domain
Saint-Simon identifica ainda dois mecanismos menos vistosos. O primeiro era o gasto obrigatório: ao pôr na moda o luxo de carruagens, construções, banquetes e jogo, o rei forçava os cortesãos a viver acima da renda, até dependerem da generosidade real para se sustentar. O segundo era a escolha dos auxiliares: Luís XIV não admitia grandes senhores em seus conselhos, com uma única exceção registrada. Preferia ministros que ele próprio fizera e podia desfazer — um nobre de nascimento, ao contrário, conservava o nome e a família por mais que caísse em desgraça.5
Os protestantes receberam outro tratamento. O Edito de Nantes, concedido por Henrique IV em abril de 1598, regulava onde e como eles podiam celebrar seu culto. Em outubro de 1685, em Fontainebleau, Luís XIV o revogou por inteiro, alegando que “a maior e melhor parte” dos protestantes já se convertera.7 O novo edito mandava demolir os templos, proibia o culto até em casa particular, dava aos pastores quinze dias para se converter ou sair do reino, exigia que os filhos de protestantes fossem batizados pelo padre da paróquia sob multa de quinhentas libras e proibia os fiéis de emigrar — galés para os homens, prisão e confisco para as mulheres.

O edito de Fontainebleau, outubro de 1685 · 1685 · Wikimedia Commons · Public domain
Os ofícios comprados foram o rival que nenhum rei venceu. Na França, muitos cargos de justiça e de finanças eram venais — comprados e transmitidos por herança. Richelieu reconhece que isso era um mal antigo e, mesmo assim, aconselha mantê-lo: se o rei passasse a nomear juízes, a escolha cairia na mão das intrigas de quem estivesse mais perto dele.3 É uma confissão rara: o ministro mais poderoso do reino admitindo que havia uma engrenagem que o rei não podia desmontar.
Terceira pergunta: com que dinheiro?
Exército permanente, palácio e pensões custam caro. Richelieu resume a base do poder real em quatro pilares: reputação, um número razoável de soldados mantidos continuamente, uma reserva de ouro nos cofres e o afeto do povo.3 Sobre o imposto, a versão do memorial reproduzida no Sourcebook é franca: o povo não podia ser isento de toda taxa porque, perdendo o sinal da sujeição, esqueceria a obediência. A carga devia ser proporcional à força de quem a carregava — e a metáfora usada é a da mula.
Quem tentou fazer o reino render mais foi Jean-Baptiste Colbert, responsável pelas finanças francesas por mais de vinte anos a partir de 1661, segundo o editor. Em 1664 ele entregou a Luís XIV um memorando sobre o comércio que é quase uma planilha de perdas. As manufaturas francesas — tecidos, papel, ferragens, seda, sabão — estavam “quase inteiramente arruinadas”, e os holandeses vendiam aos franceses esses mesmos produtos. Nos portos do reino havia só duzentos a trezentos navios de súditos do rei, e os holandeses levavam todo ano quatro milhões de libras só com o frete entre portos franceses.6
O princípio que organiza o texto está numa frase: “só a abundância de dinheiro num Estado faz a diferença da sua grandeza e do seu poder”.6 Daí as medidas propostas — restabelecer os regulamentos das manufaturas, rever as taxas de importação e exportação isentando matérias-primas, gastar todo ano uma soma considerável com a indústria e premiar quem comprasse ou construísse navios. O editor do Sourcebook faz uma observação que liga a economia à política: tudo dependia inteiramente do apoio do rei. O mercantilismo de Colbert era um braço do Estado absoluto, não uma política independente dele.

A galeria da manufatura real dos Gobelins, gravura de Sébastien Leclerc dedicada a Colbert · 1665 · Wikimedia Commons · CC0
Há um ponto do memorando que sai da Europa. Para as Antilhas francesas, Colbert contava cento e cinquenta navios holandeses cuidando de todo o comércio: levavam mantimentos e manufaturas e traziam de volta açúcar, tabaco e corantes, num valor de dois milhões de libras por ano.6 O memorando trata esses produtos como mercadoria em disputa entre Paris e Amsterdã. Quem os produzia, e em que condições, ele não diz — e esse silêncio é parte do documento.
LembrePor que Colbert queria que a França tivesse mais navios e mais manufaturas?
Porque, para ele, a grandeza de um Estado se media pela quantidade de dinheiro que entrava nele. Com manufaturas próprias, a França deixaria de comprar dos holandeses; com navios próprios, deixaria de pagar-lhes frete. Nos dois casos, o dinheiro ficaria no reino — a frase de 1664 citada acima resume a ideia.
Onde o modelo perdeu: a Inglaterra de 1689
A doutrina de Jaime I não sobreviveu no reino onde ele a pregou. Em 1689, depois de declarar que o rei Jaime II havia abdicado, os lordes e os comuns reunidos em Westminster aprovaram uma Declaração de Direitos, o Bill of Rights, antes de entregar a coroa a Guilherme e Maria de Orange.8
Os artigos funcionam como um espelho invertido do absolutismo. Declaram ilegal o rei suspender leis sem o Parlamento, cobrar dinheiro sem autorização dele e manter exército permanente em tempo de paz sem seu consentimento; exigem eleições livres, liberdade de palavra nos debates e Parlamento reunido com frequência. Cada item retira do rei um dos instrumentos que Richelieu e Colbert consideravam indispensáveis. O editor do Sourcebook põe esse documento numa seção à parte, chamada “Constitucionalismo” — e coloca entre aspas o adjetivo “Gloriosa” dado a essa revolução.
Onde o modelo foi imposto: a Rússia de Pedro
No outro extremo da Europa, o tsar Pedro mostra uma versão do poder absoluto voltada para transformar a sociedade de cima. O bispo Burnet, que conviveu com ele durante a visita do tsar à Inglaterra, em 1698, o descreve trabalhando com as próprias mãos em modelos de navio e diz ter se espantado com a “autoridade tão absoluta” de um homem tão colérico sobre tamanha parte do mundo.9
Os relatos reunidos no Sourcebook mostram as duas faces. Quando a guarda de Moscou, os streltsi, se rebelou em 1698, o diário de Korb registrou meses de tortura e execuções em massa: num só dia, cerca de duzentos e cinquenta enforcados nos muros da cidade. Em 1703, Pedro fundou São Petersburgo junto ao rio Neva. E, segundo Rousset de Missy, cobrou um imposto sobre a barba — cem rublos por ano de fidalgos e mercadores que quisessem mantê-la — e obrigou os nobres a vestir-se à moda francesa.9 O modelo era Versalhes; o método, bem mais duro.
- Base documental, não historiográfica — o artigo foi escrito a partir de documentos de época e notas de editor do Sourcebook de Fordham. Mostra o que reis, ministros e cortesãos diziam, não o balanço que os historiadores fazem do absolutismo.
- Hobbes não é teórico do direito divino — o Leviatã justifica o poder absoluto pela necessidade humana de segurança e por um contrato, e não pela vontade de Deus. Confundir Hobbes com Jaime I ou Domat é erro frequente.
- Absoluto não é ilimitado — os próprios defensores do direito divino dizem que o rei deve observar a lei de Deus e as leis do reino. O ponto é que só Deus e a consciência do rei podiam cobrar esse limite.
- O memorial de Richelieu é uma versão condensada — o texto disponível no Sourcebook vem de uma coletânea inglesa que resume o original, publicado só em 1764, mais de cem anos depois da morte do cardeal. As citações dele aqui são dessa versão.
- Testemunhas interessadas — Saint-Simon era duque e cortesão, e escreve com hostilidade aberta ao rei — chega a dizer que os talentos naturais de Luís XIV ficavam abaixo da mediocridade. Burnet e Korb eram estrangeiros. Os números de execuções de 1698 vêm de um diário, não de um registro oficial.
- A frase que não está aqui — “O Estado sou eu” não aparece em nenhum dos documentos usados. O artigo não a atribui a Luís XIV.
Ficam de fora assuntos que a seção do Sourcebook não traz em documento próprio: Jean Bodin e Maquiavel; o bispo Bossuet, que o Sourcebook só indica em site externo; a Fronda e o governo de Mazarin, que aparecem aqui apenas como os “distúrbios da menoridade” lembrados por Saint-Simon; as guerras de Luís XIV; e as monarquias absolutas da Espanha, da Prússia e da Áustria. Também não se trata da guerra civil inglesa, que antecede 1689.
Há ainda uma lacuna de recorte: o Sourcebook organiza o absolutismo como tema europeu. Os impérios otomano, mogol e Qing, contemporâneos de Luís XIV e com cortes igualmente centralizadas, não têm documentos comparáveis nessa seção, e a comparação ficaria por conta de memória — não entra. Quem produzia o açúcar das Antilhas, que Colbert disputava com os holandeses, é assunto do artigo sobre o tráfico atlântico.
Material de estudo
Tudo o que você precisa para revisar este assunto está aqui — não é preciso procurar em outro site. Comece pelos flashcards, que testam o que você lembra, e use os diagramas para reconstruir o que faltou.
Um século de poder concentrado, e o reino que reagiu
Duas justificativas para o mesmo poder
Mapa mental do assunto
Quadro-resumo para revisão rápida
| Item | Dado |
|---|---|
| Direito divino | Jaime I (1598) e Domat (publicado em 1697): o poder vem de Deus e o rei é Seu lugar-tenente |
| Contrato | Hobbes, Leviatã (1651): sem soberano, guerra de todos contra todos |
| Obediência | segundo Domat, até a ordens injustas, salvo as que violem a lei divina |
| Rivais do rei | huguenotes, grandes famílias e governadores, segundo Richelieu |
| Versalhes | corte instalada em 1682; ausências notadas, luxo obrigatório, grandes senhores fora dos conselhos |
| Religião | Edito de Nantes (1598) revogado em 1685, em Fontainebleau |
| Limite interno | cargos venais e hereditários, que Richelieu preferia não desmontar |
| Impostos | sinal de sujeição, mas proporcionais à força de quem paga (Richelieu) |
| Colbert (1664) | grandeza do Estado = abundância de dinheiro; manufaturas e navios contra os holandeses |
| Antilhas | açúcar, tabaco e corantes levados por navios holandeses, segundo Colbert |
| Inglaterra (1689) | Bill of Rights: leis, impostos e exército dependem do Parlamento |
| Rússia (Pedro) | repressão aos streltsi (1698), São Petersburgo (1703), imposto sobre a barba |
Fontes
- JAIME VI e I. The True Law of Free Monarchies (1598), conforme reimpresso em J. R. Tanner, Constitutional Documents of the Reign of James I (1930). Internet Modern History Sourcebook, Fordham University. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/james1-trew2.asp
- HOBBES, Thomas. Leviathan (1651), caps. 13–14. Internet Modern History Sourcebook. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/hobbes-lev13.asp
- RICHELIEU, cardeal de. Testament politique (publicado em 1764), excertos em versão inglesa condensada de The World’s Greatest Books, vol. 10. Internet Modern History Sourcebook. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/1764richelieu-poltest-excerpts.asp
- DOMAT, Jean. Le droit public (1697), excertos, trad. inglesa de Ruth Kleinman. Internet Modern History Sourcebook. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/1687domat.asp
- SAINT-SIMON, duque de. Memórias, excertos sobre a corte de Luís XIV, ed. inglesa de F. Arkwright. Internet Modern History Sourcebook. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/17stsimon.asp
- COLBERT, Jean-Baptiste. Memorando sobre o comércio (1664), trad. inglesa de Ruth Kleinman. Internet Modern History Sourcebook. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/1664colbert.asp
- LUÍS XIV. Edito de revogação do Edito de Nantes (Fontainebleau, outubro de 1685), trad. inglesa em J. H. Robinson, Readings in European History (1906). Internet Modern History Sourcebook. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/1685revocation.asp
- INGLATERRA. Bill of Rights (1689), excertos. Internet Modern History Sourcebook. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/1689billofrights.asp
- BURNET, KORB, GORDON e ROUSSET DE MISSY. Relatos sobre Pedro, o Grande (1698–c. 1730), em J. H. Robinson, Readings in European History (1904–1906). Internet Modern History Sourcebook. sourcebooks.fordham.edu/halsall/mod/petergreat.asp
- HALSALL, Paul (ed.). Internet Modern History Sourcebook, seção “Absolutism” e notas de introdução aos documentos. Fordham University. Fonte de todas as notas de editor citadas.